- E eu que pensava que ele fosse um canalha – manifestou-se finalmente. – Por que não me contaram isso desde o começo?
- Nós não podíamos contar a ninguém antes do casamento de Tatiana com Paulo, porque havia o risco de Elisabete descobrir tudo – explicou Paloma.
- Só que descobriu do mesmo jeito. – Valéria, por um momento, pareceu decepcionada com o fato de não terem confiado nela. – Eu acreditei que a Tatiana estava se casando de verdade. Fui enganada, eu e o resto do planeta.
- Valéria, se isso serve de consolo, a Tatiana não chegou a contar nem para os pais – argumentou Natália.
- Nem eu, nem a Paloma nem a Natália tivemos culpa de termos sido envolvidas, não acha? – perguntou Luíza.
Valéria não respondeu imediatamente e pareceu refletir por um momento. Depois de alguns minutos, suas palavras serviram para suavizar o clima que pairava sobre elas:
- Vocês agiram com o coração e foram leais e isso é admirável. Tatiana pode se orgulhar de vocês.
- Quer dizer que não está mais zangada? – sorriu Natália, a mais nova da equipe.
- Claro que não. Vocês são as minhas garotas e eu fico feliz por tê-las trabalhando comigo – respondeu Valéria, sorrindo. As três levantaram-se e abraçaram Valéria ao mesmo tempo, voltando a fazer bagunça.
- Que bom que você entendeu – desabafou Luíza.
- Essa é a nossa Negona! – comemorou Paloma, com o apelido carinhoso pelo qual a chamavam.
- Muito bem, garotas, vocês já viram que horas são? – alertou Valéria.
- Nossa! Tá super tarde! – exclamou Natália. Deixa eu ir, tchau, gente.
Natália saiu primeiro da sala de reuniões e Valéria pediu para Luíza e Paloma aguardarem.
- O que foi, Valéria?
- Tem uma coisa que eu não entendi.
- E o que foi? – Paloma ficou intrigada.
- Se a Elisabete já tinha se casado com o Paulo, porque haveria o interesse de matar Tatiana?
- Ah, Valéria... – as garotas entreolharam-se, buscando a resposta. – Isso é apenas uma suspeita – alegou Luíza.
- Sim, a única que poderia falar a respeito é a própria Tatiana, mas sofreu amnésia após o acidente, como você sabe - lembrou Paloma.
- E além disso, ela deve ter bloqueado. Imagine, Valéria, sofrer um ataque assim, do nada, acho justo ela não lembrar ou não querer reviver o trauma.
- É verdade – aceitou Valéria. – Ela está traumatizada e não é pra menos. Obrigada, garotas, obrigada por me contarem.
Luíza e Paloma despediram-se e voltaram ao setor para apanharem suas bolsas. Assim que saíram do prédio, Luíza perguntou:
- A polícia vai nos chamar pra depor. Você acha que devemos revelar nossas suspeitas?
- Acho difícil que a polícia investigue por conta própria, porque a Tatiana não registrou queixa, mas se acontecer, não pretendo me envolver.
- Mas, Paloma... – Luíza se surpreendeu com a decisão dela.
- A Valéria tem razão, Luíza. O Paulo agora está casado e a Tatiana não oferece riscos para a Elisabete.
- Mas a Tatiana pode se lembrar do que aconteceu com ela.
- Fala sério, Luíza. Você acha que ela vai querer denunciar a Elisabete? Claro que ela vai querer se proteger.
- Paloma, você está dizendo que ela fingiu a amnésia?
- Não estou dizendo nada. Agora, é melhor esquecermos isso tudo.
- É fácil pra você falar, o problema é deitar a cabeça no travesseiro e dormir tranquila sem imaginar que vai acontecer uma tragédia.
- Agora você está viajando igual à Tatiana. Deixa eu ir embora. Essa mania de viagem pode ser contagiosa.
Paloma beijou o rosto da amiga e atravessou a rua. Luíza observou o prédio e um arrepio percorreu seu corpo quando lembrou da tragédia que ali acontecera. Refletiu sobre o comentário da amiga e concordou com ela, pois a imaginação exagerada parecia mesmo uma mania causadora de grandes transtornos. Mesmo assim, seguiu seu caminho, apesar da apreensão acompanhá-la continuamente.
Valéria não respondeu imediatamente e pareceu refletir por um momento. Depois de alguns minutos, suas palavras serviram para suavizar o clima que pairava sobre elas:
- Vocês agiram com o coração e foram leais e isso é admirável. Tatiana pode se orgulhar de vocês.
- Quer dizer que não está mais zangada? – sorriu Natália, a mais nova da equipe.
- Claro que não. Vocês são as minhas garotas e eu fico feliz por tê-las trabalhando comigo – respondeu Valéria, sorrindo. As três levantaram-se e abraçaram Valéria ao mesmo tempo, voltando a fazer bagunça.
- Que bom que você entendeu – desabafou Luíza.
- Essa é a nossa Negona! – comemorou Paloma, com o apelido carinhoso pelo qual a chamavam.
- Muito bem, garotas, vocês já viram que horas são? – alertou Valéria.
- Nossa! Tá super tarde! – exclamou Natália. Deixa eu ir, tchau, gente.
Natália saiu primeiro da sala de reuniões e Valéria pediu para Luíza e Paloma aguardarem.
- O que foi, Valéria?
- Tem uma coisa que eu não entendi.
- E o que foi? – Paloma ficou intrigada.
- Se a Elisabete já tinha se casado com o Paulo, porque haveria o interesse de matar Tatiana?
- Ah, Valéria... – as garotas entreolharam-se, buscando a resposta. – Isso é apenas uma suspeita – alegou Luíza.
- Sim, a única que poderia falar a respeito é a própria Tatiana, mas sofreu amnésia após o acidente, como você sabe - lembrou Paloma.
- E além disso, ela deve ter bloqueado. Imagine, Valéria, sofrer um ataque assim, do nada, acho justo ela não lembrar ou não querer reviver o trauma.
- É verdade – aceitou Valéria. – Ela está traumatizada e não é pra menos. Obrigada, garotas, obrigada por me contarem.
Luíza e Paloma despediram-se e voltaram ao setor para apanharem suas bolsas. Assim que saíram do prédio, Luíza perguntou:
- A polícia vai nos chamar pra depor. Você acha que devemos revelar nossas suspeitas?
- Acho difícil que a polícia investigue por conta própria, porque a Tatiana não registrou queixa, mas se acontecer, não pretendo me envolver.
- Mas, Paloma... – Luíza se surpreendeu com a decisão dela.
- A Valéria tem razão, Luíza. O Paulo agora está casado e a Tatiana não oferece riscos para a Elisabete.
- Mas a Tatiana pode se lembrar do que aconteceu com ela.
- Fala sério, Luíza. Você acha que ela vai querer denunciar a Elisabete? Claro que ela vai querer se proteger.
- Paloma, você está dizendo que ela fingiu a amnésia?
- Não estou dizendo nada. Agora, é melhor esquecermos isso tudo.
- É fácil pra você falar, o problema é deitar a cabeça no travesseiro e dormir tranquila sem imaginar que vai acontecer uma tragédia.
- Agora você está viajando igual à Tatiana. Deixa eu ir embora. Essa mania de viagem pode ser contagiosa.
Paloma beijou o rosto da amiga e atravessou a rua. Luíza observou o prédio e um arrepio percorreu seu corpo quando lembrou da tragédia que ali acontecera. Refletiu sobre o comentário da amiga e concordou com ela, pois a imaginação exagerada parecia mesmo uma mania causadora de grandes transtornos. Mesmo assim, seguiu seu caminho, apesar da apreensão acompanhá-la continuamente.
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