Olho dentro de sua alma
e nas suas lágrimas mergulho;
estreito meu abraço
oferecendo-lhe proteção.
Peço, firme, mas com calma,
uma trégua em seu orgulho.
Deixe-me aliviar seu cansaço,
aninhá-lo em meu peito,
dar-lhe merecida atenção.
Sinto em mim seu sofrimento,
algo novo, um instinto,
seu tormento eu acalento.
Abra de uma vez seu coração.
As gotas de tristeza
transbordam a minha emoção.
Toco sua pele,
percorro de leve,
insegura, reticente;
os dedos deslizam
em seu rosto tão belo,
ajeitam seu cabelo,
mas não esperam reação.
Você assim, deitado,
é como anjo, imaculado.
Beijo seus olhos úmidos,
esquecendo qualquer temor.
Dorme tranquilo, meu amor,
estou de plantão.
Plantão do amor,
é assim que sou,
tomo conta de você,
seu olhar é tudo o que preciso.
Plantão de amor,
eu não adormeço,
fico vigiando seu coração.
Acredite, é só o começo.
Espero apenas que você permaneça
seguro em meus braços,
não faço nenhuma exigência.
Disfarço meus embaraços,
pois me faz bem sua presença.
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