Passo cada minuto pensando em você, imaginando uma conversa entre amigos, trocando frases sem sentido, eu só ouvindo, pois me acho tola perto da sua segurança.
Imagino você saindo de casa, beijando sua mãe, abraçando o seu pai, afagando o cãozinho.
Vejo você chegando à escola, se apressando para não perder a primeira aula.
Às vezes, penso em você discursando sobre física nuclear e ensinando algoritmos a jovens estudantes. Julgo que você é inteligente demais para mim, pois suas equações e raízes matemáticas representam hieróglifos para minha humilde ignorância.
Olho você quando está ouvindo MP3 em seu smartphone.
Aprecio seu jeito bem-humorado e seu sorriso, e lamento quando o vejo pensativo e desmotivado, tentando segurar a barra e dar um jeito no mundo inteiro.
Submeto-me a um momento de delírio em que minha pele toca a sua, porém, fujo assustada do pensamento.
Obra de meus 16 anos inexperientes de amor e doação.
Então viajo nas vagas lembranças da imaginação que me conduz ao caos de um instante que nunca aconteceu.
Sonho.
Fantasia.
Ilusão de menina imaculada que desperta para a vibração de um coração em turbulência, afetado por canções românticas e cenas pitorescas de paixão e pureza.
E descubro que desejo ver você a cada instante, mas o embaraço quando lhe encontro causa formigamento nas pernas e o meu coração quer provar que consegue ser atleta saltando bem no meio do esôfago contraído.
E novamente estou aqui, esperando que você passe por mim, porque só posso lhe observar, o que me provoca uma sensação de extremo encantamento frente a você, vivido, lindo, inteligente, prático.

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