Seus olhos, indiscretos, me perscrutavam,
buscavam respostas na minha essência;
seu olhar penetrante me envaidecia,
minha alma solitária invadia.
Tentei ignorar o que seus olhos imaginavam,
quis fugir de você e me esconder,
refugiar-me em minha verdade constante,
mas, nem que eu quisesse, te esqueceria.
Veja só o que você fez comigo:
Deixou-me indefesa,
oscilou minha certeza,
e agora corro em defesa
do que acredito e sigo.
Continuou olhando atentamente,
e eu, sem graça e com pudor,
com voz sumida respondi presente,
e você me olhou com ardor.
Coragem não lhe faltava
para dizer do que gostava:
dos meus olhos que transmitem doçura,
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