Minha foto
Joinville, Santa Catarina, Brazil

Crônica - A CIDADE

A cidade parece um ir e vir sem razão. Trabalhar, consumir. Enquanto alguns trabalham para consumir, outros consomem para trabalhar. Outros ainda trabalham para que outros consumam. Que sentido existe para um ciclo como este?
Na selva, a cadeia alimentar forma um ciclo natural de predadores e o mais forte devora o mais fraco. A vida urbana também gira em ciclo semelhante, só que com o nome de concorrência. Vencem aqueles que têm mais patrimônio para se fortalecer por meio da educação, salvo inúmeras exceções de pessoas que não se restringem a suas condições menos favorecidas e lutam para alcançar seus objetivos.
Os predadores urbanos concorrem para se apoderar de um território e assim dominá-lo. O instinto de sobrevivência sobrepuja a convivência salutar do ciclo de concorrentes. A natureza sabe que precisa sobreviver e nem por isso desperdiça uma presa. A mata de cimento, por sua vez, não economiza recursos e os restos são lançados a esmo. Esse efeito danoso do consumismo despreocupado alimenta a ilusão de poder e garantia de sucesso a qualquer preço.
Enquanto os sobreviventes das matas literalmente lutam para garantir seu espaço, os concorrentes urbanos seguem na batalha para manter o ininterrupto ciclo do consumo. Este último, porém, é indispensável à continuidade da vida, pois gera emprego e renda para os milhares de habitantes deste planeta permanecerem no ciclo. Sentido este que continua um enigma.

Nenhum comentário:

Postar um comentário