O helicóptero preto de guerra surgiu no céu nublado e se aproximava da casa. O som de suas hélices em funcionamento constante penetrava nos ouvidos e fazia a mente trepidar. Na janela da cozinha na casa de meus pais eu podia sentir e ver o grande pássaro metálico aproximar-se perigosamente da porta e, sem ver o homem que estava subindo no aparelho, ouvia-o falar.
De repente, a imagem se perdeu e eu me senti imóvel na cama, adormecida, sussurrando por socorro. O grito não saía e eu movimentava minhas mãos freneticamente com a consciência de que estaria em perigo e ficaria presa para sempre naquele pesadelo. Eu tentava agarrar-me em alguma coisa e sabia que estava sonhando e que o Márcio estava ao meu lado na cama. Bastaria segurar a mão dele e eu estaria segura. Entretanto, o desespero aumentava e eu sabia que iria morrer, pois não conseguia alcançá-lo.
Surgiu então a imagem de um vasilhame azul de louça e dentro havia polenta que estava se cortando sozinha sem ser retirada de dentro do pote. Subitamente, uma mensagem apareceu em um dos retângulos de polenta, repetido no segundo retângulo da seqüência. “Eu vou te levar ao mensageiro do templo.” Ao ler a mensagem, eu sabia: precisaria de ajuda ou não sobreviveria...
Abri meus olhos, despertando repentinamente, mas ainda imóvel e sentindo dores no corpo inteiro. Ainda encontrava-me agarrada ao pesadelo e decidi que teria de acordar. Meus olhos fecharam-se mais uma vez e eu voltei a entrar em desespero. Forcei meus olhos a se abrirem e tentei movimentar-me. A mensagem aparecia a cada instante que meus olhos se fechavam, mas, finalmente, consegui agarrar o braço do Márcio e fui içada para fora do pesadelo.
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