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Joinville, Santa Catarina, Brazil

A senhora dos por quês

As crianças perguntam quase que involuntariamente “por quê”, já que isso faz parte de sua natureza e da fase de seu crescimento. Os adultos, em nome da maturidade, param de perguntar por quê, mas esquecem que são as perguntas que movem as descobertas.
Colegas de trabalho zombavam da minha habilidade, já que enquanto eu divagava no meio dos por quês, tentando entender o sistema ou algum processo, parecia alheia à realidade. Um deles até me apelidou afetuosamente de “a garota dos por quês”, porém, não posso deixar de retificar este codinome para “a senhora dos por quês”, já que faz tempo que passei da fase de garota.
Eu bem que tentei parar de perguntar por que para tudo o que não entendo, mas como a idade que atinjo não declina a curiosidade, inviabilizei todos os meus esforços.
Desenvolvi, então, uma estratégia: procuro camuflar os por quês através do uso de outras formas interrogativas, tais como: “de que forma? Qual a finalidade disso? Para que serve tal coisa?” e outras variedades. Policio-me o tempo inteiro durante uma conversação para não entediar as pessoas com o uso frequente do por que e fico satisfeita quando alcanço a minha meta. Então relaxo. E quando penso que parei efetivamente com a mania, alguém faz algum comentário e eu, inocentemente, acabo frustrando todas as minhas tentativas e pergunto: “Por quê?”.
Sorrio amarelo, porque...

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