As crianças perguntam quase que
involuntariamente “por quê”, já que
isso faz parte de sua natureza e da fase de seu crescimento. Os adultos, em
nome da maturidade, param de perguntar por
quê, mas esquecem que são as perguntas que movem as descobertas.
Colegas de trabalho zombavam da minha habilidade, já que enquanto eu divagava
no meio dos por quês, tentando
entender o sistema ou algum processo, parecia alheia à realidade. Um deles até me
apelidou afetuosamente de “a garota dos
por quês”, porém, não posso deixar de retificar este codinome para “a
senhora dos por quês”, já que faz tempo que passei da fase de garota.
Eu bem que tentei parar de perguntar por que para tudo o que não entendo, mas
como a idade que atinjo não declina a curiosidade, inviabilizei todos os meus
esforços.
Desenvolvi, então, uma estratégia: procuro
camuflar os por quês através do uso
de outras formas interrogativas, tais como: “de que forma? Qual a finalidade
disso? Para que serve tal coisa?” e outras variedades. Policio-me o tempo
inteiro durante uma conversação para não entediar as pessoas com o uso frequente
do por que e fico satisfeita quando alcanço
a minha meta. Então relaxo. E quando penso que parei efetivamente com a mania,
alguém faz algum comentário e eu, inocentemente, acabo frustrando todas as
minhas tentativas e pergunto: “Por quê?”.
Sorrio
amarelo, porque...
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