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Joinville, Santa Catarina, Brazil

SUJEIRA NO VENTILADOR

Fernanda estava furiosa porque deixara cair o celular. Brava de verdade com a própria incompetência de segurar o aparelho, a bolsa, a jaqueta e o guarda-chuva ao mesmo tempo.
Esbarrou no vizinho, esbravejou, desculpou-se e explicou que estava na TPM. Nem estava, era só para justificar sua pamonhice.
Mais adiante, o ventou armou seu guarda-chuva ao contrário e quebrou meia dúzia de varões, ou seja, quase todos. Mais uma vez Fernanda vociferou, desta feita contra as intempéries da natureza, que nenhuma culpa tinha por sua instabilidade emocional.
Chegou à empresa, fechou o que restou do guarda-chuva e procurou o crachá. Esquecera-o em casa! Ela quase se autonocauteou com a própria imbecilidade. E agora, voltar? Nada!
Passou pela portaria e na faixa de pedestre, um motorista cortou sua frente. Para brindar seu início de dia, a roda do veículo passou em uma poça de lama. Fernanda estremecera de tão transtornada.
Finalmente a primeira boa notícia do dia: reunião adiada. Agora as coisas começariam a render. Quando recebe a ordem de preencher a escala de outra área, Fernanda se exaspera, o coração arrebenta, a pressão decola.
Em um único arremesso, ela acerta o guarda-chuva quebrado no ventilador que, por sorte, estava desligado.

MORAL DA HISTÓRIA: Resolva suas frustrações antes de atirá-las no ventilador, porque elas podem se voltar contra você.

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