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Joinville, Santa Catarina, Brazil

Julgamentos

Mercedes sai para a rua em seu salto quinze e caminha um quarteirão. Bem vestida e perfumada, não escapa de uma buzinada aqui, uma cantada mais adiante. Tudo passa despercebido para uma mulher como ela, resolvida e autoconfiante.
Para no ponto de táxi e olha o relógio de pulso que usa mais por ornamento do que funcional. Cruza os braços, impaciente.
Alguns minutos depois, chega um táxi, no qual ela embarca rapidamente.
-        Para o motel de luxo mais próximo – ordena, sem cerimônia.
O taxista, através do espelho, lança um olhar de aprovação e sorri. Conduz o veículo para o local solicitado, estaciona e informa o preço da corrida. Fica estupefato quando Mercedes, com jeito de déspota, lhe desafia para entrar. Contudo, obedece.
-        Olhe que minha patroa não vai gostar nada disso...
-        Pelo contrário, ela vai adorar.
Algum tempo depois, eles retornam para o veículo. Ela não orienta a rota dessa vez, mas o motorista a deixa no portão de uma casa. Antes de desembarcar, Mercedes sorri, beija o taxista e afirma:
-        Viu como sua patroa adorou?
Quando ela está abrindo o portão, o taxista torna a falar:

-        Ah, querida! Não se esqueça de pegar as crianças na casa da mamãe às 11 horas, hein!

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