Para Joinville,
que recebeu de aniversário dos seus cento e cinquenta anos o título de A Cidade
das Bicicletas, por ter registrado por volta dos anos 1900 o importante dado histórico
de uma bicicleta para cada dois habitantes, o município parece não muito interessado
em seus ciclistas.
Quando estou transporte-coletivista, observo com
satisfação, que o corredor de ônibus em diversas ruas possibilita que eu chegue
ao meu destino mais rapidamente do que quando estou volantista. Por outro lado, quando estou ciclista, a sensação de desgosto por falta de uma via segura
empurra meu ânimo para as bocas-de-lobo.
No Distrito Industrial,
já parei sob as rodas de um caminhão (que por pouco não me transforma em uma massa
feito carne moída) devido à inexistência de ciclovia de acesso. Já na Rua Blumenau,
um caminhão me atira para a calçada quebrada por ultrapassar pelo corredor de ônibus.
Felizes daqueles que podem pedalar em ruas mais recentes, tipo a Timbó, que já foram
planejadas com ciclovia! E mais felizes ainda aqueles que produzem asas em suas
bicicletas quando cruzam outra rua mais adiante em que a ciclovia transforma-se
em área de decolagem!
Além das pistas
de skate fantasiadas de calçadas, ou dos buracos interrompidos por pedaços de rua
– que ousadia!, existem também os ciclistas motorizados que sofrem
de súbita amnésia ao se depararem com um joinvileciclista,
ou ainda, um turistociclista, e cortam-lhe
a frente, sem cerimônia. Engraçado que, logo que voltam a embarcar nas próprias
bicicletas, suas memórias retornam rapidamente ao normal. Ainda pretendo pedir-lhes
a fórmula do medicamento poderoso que tomam!
Fato é que, revoltas e acidentes à parte, a comunidade
ciclista necessita de mais segurança para transitar e manter o nome que tão bem
retrata nossa cidade: A Cidade das Bicicletas, porque pedalar faz bem, porque pedalar
também faz parte da história.
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