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Joinville, Santa Catarina, Brazil

Roteiro para Teatro - VIAGEM PELA BÍBLIA (adaptação)

Introdução: é uma atividade desenvolvida por uma professora com sua turma da 4ª série na disciplina de religião.
Trata-se de uma viagem pela Bíblia, explorando um mapa da antiga Jerusalém, incentivando a imaginação e a sensibilidade, proporcionando às crianças o conhecimento de uma parte da trajetória de Jesus.
A emoção é tão forte, que as crianças realmente sentem que estavam presentes nas diversas situações que foram conduzidas pela professora.
Então, embarque nessa viagem e descubra na forma mais simples o encontro com Jesus!

ROTEIRO

(As crianças entram em cena, aos poucos, trazendo lençóis usados e vários retalhos de tecidos.)
(Sabrina): Por que será que a Dona Clara pediu pra gente trazer estes lençóis e estes retalhos de tecidos pra aula de hoje?
(Bruna): Não faço nem idéia, mas estou super curiosa.
(Juliana): Bom, deve ser alguma coisa muito legal, porque a Dona Clara é muito divertida.
(Tainá): Olha, lá! A Dona Clara tá chegando!
(A professora aparece e está apressada. Ela está vestida com uma túnica azul e vermelha e deixa as crianças ainda mais curiosas.)
(Suelen): Que roupa esquisita!
(Dona Clara): Olá, crianças! Desculpem o atraso!
(Fernanda): Professora, por que a senhora está vestida desse jeito?
(Dona Clara): É porque vamos ter uma aula diferente. Vamos fazer um passeio pela Bíblia! Vamos nos aprontar. Vocês trouxeram o que eu pedi?
(Todos): Simmm!
(Dona Clara ajuda as crianças a produzirem seus figurinos semelhantes aos dos tempos antigos. Depois, Dona Clara estica um mapa no quadro.
(Dona Clara): Vejam! Esta é a planta da cidade de Jerusalém.
(As alunas fazem cara de não gostar da idéia).
(Vanessa): Essa não! Geografia?!
(Dona Clara continua falando, mas as crianças não prestam mais atenção e conversam entre si.)
(Cochicho): ...
(Cochicho): ...
(Cochicho): ...
(Cochicho): ...
(Dona Clara) Ei! Eu estou falando sério! Vamos fazer uma importante viagem e é preciso que vocês prestem muita atenção para não se perderem pelo caminho.
(Tainá): Acho que a Dona Clara está ficando biruta.
(Então Dona Clara liga uma música bem suave e aponta novamente o mapa).
(Dona Clara): Agora fechem os olhos e fiquem todas juntas. Um, dois, três!
(Um breve silêncio e todas abrem os olhos).
(Dona Clara): Parece que a nossa máquina do tempo nos deixou em Betânia, na época da celebração da Páscoa.
(Sabrina): Será que eles não vão estranhar a nossa roupa?
(Dona Clara): Não se preocupem. É muito comum estrangeiros virem pra cá nesta data.
(Todas caminham, olhando para os lados, como se estivessem admiradas com a multidão que há nas ruas. De repente, a professora aponta:)
(Dona Clara): Vejam! Lá está Judas Iscariotes reclamando que aquela mulher massageou os pés de Jesus com um bálsamo muito caro.
(Géssica): Mas que pão-duro!
(Bruna): E agora? Para onde ele está indo?
(Dona Clara): Ele irá até os principais sacerdotes e entregará Jesus em troca de 30 moedas de prata.
(Géssica): 30 moedas de prata? Quanto é isso?
(Dona Clara): É mais ou menos o preço que pagavam por um escravo. Venham, vamos seguir Jesus. Ele vai se reunir com seus discípulos para a ceia.
(Dona Clara e as crianças escondem-se e observam).
(Juliana): O que Jesus está dizendo, Dona Clara?
(Dona Clara): Ele diz: “Um de vós me trairá!
(Uma criança levanta de seu esconderijo e cochicha com a professora).
(Suelen): Mas, professora! Temos que ir lá avisar Jesus que o traidor é Judas!
(Bruna): É, professora! Ele vai receber 30 moedas de prata para entregá-lo para os soldados romanos!
(Dona Clara): Fiquem quietas e se abaixem! Nós não podemos interferir na História.
(A professora levanta-se e pede para as crianças seguirem-na).
(Dona Clara): Jesus está indo para o monte das Oliveiras.
(Bruna): Ele vai sozinho?
(Dona Clara): Não, os discípulos vão com ele. Olhem! Jesus pediu para três de seus discípulos – João, Pedro e Tiago, para vigiarem enquanto ele ora.
(Jéssica): Dona Clara! Eles pegaram no sono!
(Sabrina): Veja, Dona Clara! Judas está se aproximando com uma porção de gente!
(Tainá): Estão armados!
(Vanessa): Dona Clara, vamos lá acordar os discípulos!
(Suelen): Eles vão prender Jesus! Temos que impedi-los!
(Dona Clara): Fiquem aqui! Eu já expliquei que não podemos mudar o rumo da História, pois isso já aconteceu há mais de dois mil anos...
(Tainá): Por que Judas está beijando Jesus?
(Dona Clara): É o sinal para identificar Jesus.
(Sabrina): Eles estão prendendo Jesus!
(Juliana): Onde estão os discípulos?
(Dona Clara): Eles fugiram.
(Suelen): Abandonaram Jesus? Mas que covardes!
(Tainá): Olhem! Um dos discípulos está seguindo Jesus de longe.
(Dona Clara): É Pedro, ele vai negar que conhece Jesus três vezes.
(Vanessa): Mas que mentiroso!
(Dona Clara): Vamos!
(Bruna): Onde estamos, Dona Clara?
(Dona Clara): Estamos na casa de Caifás, que é o sumo sacerdote. Ele está procurando uma maneira de condenar Jesus.
(Juliana): Esse tal de Caifás está rasgando a roupa de Jesus. Que atrevido!
(Dona Clara): Ele está dando a sentença. Condenou Jesus à morte na cruz.
(Todos): Nãããooo!!!
(Tainá): Professora, vamos lá?
(Vanessa): Precisamos dizer que Jesus não fez nada de errado!
(Dona Clara): Fiquem calmas, ou vamos voltar imediatamente ao século XXI!
(Suelen): Agora os soldados estão levando Jesus. Para onde vão?
(Dona Clara): Vão levá-lo para Pôncio Pilatos, que é o governador.
(Tainá): Dona clara, olhe lá: é o Judas! O que ele está fazendo?
(Dona Clara): Ele se arrependeu, porque Jesus foi condenado e está tentando devolver as moedas.
(Tainá): Parece que ele não conseguiu. Está jogando as moedas no chão!
(Juliana): O que vai acontecer com ele?
(Dona Clara): Ele vai se enforcar em uma árvore.
(Suelen): Escutem! Pôncio Pilatos está falando alguma coisa para a multidão.
(Tainá): Ele perguntou quem deve soltar: Barrabás ou Jesus?
(Dona Clara e todas as crianças juntas): Jesus! Soltem Jesus! Ele é inocente!
(Juliana): Ele está lavando as mãos em uma bacia.
(Dona Clara): Nessa época, o costume de lavar as mãos na frente do povo queria dizer que Pôncio Pilatos não se responsabilizava pela morte de Jesus.
(Dona Clara e as crianças caminham chorando, como se estivessem acompanhando Jesus enquanto ele carrega a cruz).
(Todas): Jesus!
(Tainá): Temos que voltar, professora?
(Dona Clara): Infelizmente, sim, crianças. Nós não podemos mudar aquilo que já aconteceu há mais de dois mil anos, mas podemos fazer diferente daqui pra frente. Vamos! Segurem as mãos, fechem os olhos e... um, dois, três!
(Dona Clara): Pronto, estamos de volta.
(As crianças abrem os olhos, mas mantém silêncio. Todas olham umas para as outras).
(Vanessa): Foi um sonho?
(Tainá): Eu não sei.
(Suelen): Como isso foi possível? Nós vimos tudo!
(Juliana): Parece que estivemos mesmo lá!
(Jéssica): E Jesus, professora? O que aconteceu com ele?
(Dona Clara suspira e responde com tristeza:)
(Dona Clara): Jesus foi crucificado e, por amor à humanidade, morreu para perdoar nossos pecados.
(Jéssica): Mas, Dona Clara! Ele era inocente...
(Sabrina): Foi uma grande injustiça o que fizeram com ele.
(Dona Clara): Mas podemos nos alegrar, porque Jesus ressuscitou!
(Todas): Ressuscitou?
(Dona Clara): Sim! Ele está vivo e está em nosso meio!
(Dona Clara vai até a lousa e retira o mapa da cidade de Jerusalém. Ela mostra o verso do mapa e uma criança diz:)
(Suelen): Dona Clara! Tem uma coisa escrita aqui atrás!
(Todas lêem juntas a mensagem deixada por Jesus).


Espalhem a palavra de Deus, que é o meu Pai, pelo mundo afora.”

Crônica - A VITÓRIA DE JÔ

No dia do 63º aniversário de minha mãe, a família toda ganhou uma nova vida de presente. Esta nova vida tem ainda 13 semanas e 6 dias e traz consigo felicidade, uma alegria sem tamanho, pois agora vou ser tia de verdade. Já sou tia de quatro sobrinhos lindíssimos – duas moças, um jovem garoto e uma pré-adolescente, maravilhosos e espetaculares. Sou fã deles. Mas eu era apenas uma tia postiça.
A minha irmã Jô, com quem compartilhei toda a infância, será mãe de um garotinho. Quanta ternura senti na voz dela quando me deu a notícia! É uma emoção nova, uma perspectiva de renovação da família, uma benção que Deus, em sua infinita misericórdia, nos concede.
Ainda me lembro da Jô miudinha, com perninha finas, cabelo bem curtinho, bochechas salientes em risos de alegria brincando no meio dos pés de tangerina, ou em volta dos tanques de peixes, ou resgatando nossas bonecas dos poderes do mal. Parece que foi ontem que ela tenta se equilibrar na monareta, tentando aprender a pedalar. Os fracassos continuavam um após outro mesmo após horas de treino em que ajudávamos meu pai e eu. Quando finalmente nós desistimos, vimos a pequena Jô embarcando na bicicleta e, com um ar decidido, descer pedalando a ladeira de nossa casa. Eu vibrei e saí correndo e gritando: “A Jô conseguiu! A Jô conseguiu!” A vitória era minha também.
E hoje ela conseguiu muito mais do que uma simples conquista, pois além de ter se tornado independente muito cedo, deu um passo ainda mais convicto quando decidiu dar início a uma linda e abençoada família.

Crônia - CASAMENTO E FIDELIDADE

            Estejais sempre unidos no firme propósito da paz, pois através da harmonia é possível reconciliar-vos. Não sejais promíscuos, nem perversos, nem egoístas, sinais de fraqueza humana natural carente de muito trabalho por realizar. Sois imagens do Criador de tudo o que se enxerga e daquilo que não se vê, mas que se sabe que existe através das pesquisas físico-químicas.
Pois bem, a infidelidade é gerada por egoísmo, pela vaidade exacerbada que cada homem e cada mulher trazem naturalmente dentro de si. Não é obra do acaso promover encontros entre os seres, mas o objetivo é sempre o resgate espiritual daqueles que se deixam levar pelas suas ambições em detrimento dos princípios universais. Não se pode separar o joio do trigo sem discernimento e a maturidade espiritual se alcança com bastante empenho.
Sejais perseverantes na fé e não vos deixais contaminar pelas imundícies pagãs, frutos de desventuranças e impropérios oriundos de deslizes morais.
O egoísmo trata-se do ato de pensardes somente em vós e nos prazeres que almejas. A família – vosso bem maior, não deve ser relegada ao esquecimento. Lutais, pois, pelas vossas famílias, por torná-las cada dia mais unidas mediante vossas atitudes. Honrais vosso casamento, como bem o fazeis, casais unidos pelos laços do amor, da fé, da valorização dos vossos respectivos cônjuges. Tornais vossas uniões matrimoniais exemplos de perseverança para as futuras gerações e desmancheis as rusgas do pecado que teima em separar-vos. Não oculteis vossas fragilidades, mas tomai vossas fraquezas como sinais de cuidado para as desavenças não advirem. Buscais sempre o Mestre para expor vossas dúvidas e entregais a ele vossos temores. Nos momentos de insônia, rogais ao Pai para que vosso sono seja por ele abençoado. Não caieis em tentações, vilanias, revoltas, concupiscências nem aventuras imorais, porque vosso corpo é templo divino do Espírito Santo que tem o poder de santificar-vos se assim o desejardes. Sejais fiéis no pouco e Deus vos será fiel no muito.

Crônica - TESTOSTERONA, PRA QUE TE QUERO?

Indizível vontade de calar. Quantas vezes tivera eu desejo inevitável de falar, falar, falar...? Estranhos opostos do temperamento feminino empregam artifícios maquiavélicos com o secreto intuito de desestabilização racional e emocional.
Sou tagarela em potencial. Quando foi que me tornei reclusa do meu próprio pensamento? Escapar da incongruência que o labirinto cerebral – estimulado pelas complicações sentimentais inefáveis, demonstra ao desarticular a voz, se trata de uma luta desigual em que minha estima vai a nocaute.
Hoje sorri e até arranquei risos das pessoas com as quais divido minhas horas de profissão extenuante. Sou alegre e normalmente bem-humorada, pois tenho uma vida feliz. Amo minha família e recebo apoio o tempo inteiro. Tenho poucas preocupações, mas aquele sentimentozinho medíocre permanece lançando seu veneno em meu centro nervoso.
Descubro, finalmente, a causa, mas não consegui ainda desafiar a consequência, tomando posição superior frente ao problema agressivo. A insegurança fortemente vinculada à minha estima é resultado dos altos níveis de testosterona produzidos não somente em meu organismo como também em minha alma. Fico a desejar um antídoto que reverta o hirsutismo, mas será possível encontrá-lo? Nem as soluções fitoterápicas, nem as médicas, nem mesmo as estéticas parecem funcionar.
Lá no fundo pesa a sensação de parecer diferente, de chamar atenção para algo aflitivo e não menos repugnante do que filamentos vigorosos que cobrem a epiderme facial. Às vezes, cortá-los se assemelha a abrir uma “transamazônica” em plena mata nativa e densa. E essa sensação tão pérfida e voraz como um enxame de cupins, arruína toda a estrutura externa – o lado que se vê, e a interna, não menos inerme aos ataques discrepantes de discriminação.
Por isso trabalho sempre com a qualidade interior, pois mais vale o conteúdo do que a embalagem. Se em meu corpo corre testosterona além da conta, pouco importa: ela não impede de eu fazer valer a minha existência.

Anedota - TOALHA DE “SEGUNDA”

Conversávamos eu e meu marido, quando eu lhe disse que precisava ir a uma loja para comprar algumas toalhas de segunda. Ele, rapidamente, perguntou-me:
- Por que de segunda?
- Ah, pra eu... - gaguejei.
- Por que não pode ser de domingo, de terça, de quarta? - Ele continuou, sério.
Eu caí na gargalhada. Mas que furo!

IDEOLOGIAS

“Uma das virtudes do ser humano é a capacidade de aprender, outra a humildade de ensinar.”

“Felizes somos nós que podemos escolher qual o alimento que iremos ingerir primeiro.”

Crônica - ESPELHOS DA ALMA

Meu exacerbado complexo de inferioridade repele os espelhos, visto que estes me mostram o que sou de verdade: minhas imperfeições físicas, as características hirsutas, a falta de vaidade. Além de honestos, os espelhos devolvem o reflexo do contingente intrínseco do meu ser, desbravando corajosamente minha personalidade, descortinando meu temperamento e desafiando as fronteiras intransponíveis de meus pensamentos.
Não é que eu decida abominar os espelhos; é que estes objetos invadem o território que segrego à minha limitada existência, exercendo um poder absoluto de atração. Se passo por eles, volto logo os olhos e até mesmo estagno o passo para fitar a imagem que insiste em me encarar. Como se não bastassem a superioridade e o autoritarismo em me plantar diante do espectro, os espelhos racham minha estrutura ao notabilizarem a minha passagem.
Não quero parecer bela, e os espelhos insistem em contrariar meu propósito. “Por que não refletem meus escrúpulos, meu senso de decência, minha integridade moral, meus princípios éticos e meu aspecto espiritual, sem os quais eu não sobreviveria?”, assim penso enquanto volvo os olhos e interajo com a imagem inerte: sobrancelhas unidas em uma linha quase contínua de incompreensão e desatino.
Tento ignorá-los, espelhos de minha alma, mas por que me atraem? Vasculho nos seus olhos os segredos e respostas que vigiam e, consequentemente, abro os portões quando decifro a senha. Adentro no obscuro aposento de vaidades, no recôndito calabouço dos complexos infundados. Permito-me um momento de contemplação. Descubro-me.
Sou eu mesma dentro dos espelhos: uma criatura singularmente atraente, dotada de características exclusivas que me agradam, de subjetividades únicas e preciosas que me orgulham. Não tem jeito. Aceito-me. Que me perdoe o obstinado complexo de inferioridade, mas amo meu reflexo e adoro ser exatamente do jeito que sou.

Crônica - A REALIDADE PARA QUEM SONHA

Cintia é mãe e pai há 13 anos, idade que o Pedro Henrique completou por esses dias. Cabe a ela também a tarefa de ser mãe da própria mãe, que às vezes, parece ter menos idade que o neto.
-     Sim, a mãe pensa que é criança pequena agora que não pode ficar uma noite sozinha? – pergunta Cintia, irritada.
Cintia agora quer viver, já não aceita críticas, pois cuida da própria vida há mais anos do que muito marmanjo por aí. Vive com pouco mais de um salário mínimo; o pai do garoto não paga pensão. Como se o dinheiro compensasse o filho da falta de interesse do próprio pai. Dinheiro não traz felicidade, contudo, ajuda a pagar a conta do mercado, o material escolar, o tênis que apertou, a calça jeans que encurtou. Provavelmente melhoraria a autoestima do garoto que sofre bullyng devido ao precoce excesso de peso. Cintia então segue sua vida: assalariada, com pouco dinheiro e muito suor, autoestima quase nenhuma, mas tem fé e um propósito: casar.
Depois de anos impacientemente longos, de muitas dores, desprezos, acertos e enganos, Cintia enxerga sobre as nuvens de chuva de sua luta desigual um homem com ternura, apaixonada, aquele com quem ela sonhara, orara e Deus concedera. Na ânsia de amar e ser amada, mergulha no mar de inquietude de sua alma sofrida e resgata a pérola da felicidade reprimida, com esplendor, glória, alento, complemento, magnitude, vestimenta de saudade, nudez angelical.
Mas tem sua mãe, que agora se sente renegada a um plano inferior e usa artifícios e chantagens para desmotivar a vida de seguir seu curso. Dentro do ser humano impera o egoísmo. Compartilhar a filha, a mãe e recentemente a mulher é dose demais. Estão todos ainda encontrando seus subtons para harmonizar e pacificar a convivência e gerar amor incondicional ao lar.

Poesia - MAIS UM ANO QUE SE PASSA

Mais um ano que se passa
Outra vez você esquece
no convívio junto a ti
transformava sua presença
e curava minha carência
te busco em toda parte
e luto contra o pavor
que sinto em te perder.

Vem, amor, veja quem sou
Não esqueça o que passou
Os anos passam
Mas meu amor por você não.

Quem sabe, você sozinha
No quarto, na cozinha,
Sem vontade para nada
Possa vir à sua lembrança
Bons momentos que vivemos
E então sentirá saudades
E a saudade lhe mostrará
O quanto fomos felizes.

Vejo teu olhar
Em todo lugar
Encontro você
No meu pensamento
Basta amar
E depois sonhar
Em teus braços
Busco alento
Preciso de você.

Poesia - AMIGO-IRMÃO

Simplesmente serias
Amigo-irmão,
que transcende proteção,
tu mesmo vivias,
no intervalo dos dias,
estendendo tua mão.

Amigo-irmão,
presente na incerteza
de conhecidos ou não,
que entende a beleza
da pintura e da demão
com toques de leveza.

Adulto com jeito de garoto,
de coração puro,
olhar de artista maroto,
alma pintada de ouro,
Amigo-irmão,
anjo de percepção.

Um risco, um rabisco
logo se transforma em hibisco;
dentro de tua essência,
Amigo-irmão,
é revelada tua aptidão,
motivo de reverência.

Cantas lindas canções,
ablas espanhol,
speaking english,
parla italiano,
equivales ao artista,
Amigo-irmão.

Buscas, com tua presença,
alegrar e emocionar,
ao amigo na convalescença
procuras ajudar,
isso é realmente dom,
Amigo-irmão.

És tu estupendo,
um artista a quem rendo
respeito e admiração,
e, assim sendo,
de enorme coração,
serás sempre meu amigo-irmão.

Crônica - ELOGIO VERSUS CRÍTICA

Hoje retornei do trabalho com a satisfatória sensação do dever cumprido graças a um elogio indireto que partiu do líder da equipe em que exerço minhas funções de auxiliar de produção. O olhar de admiração que ele lançou ao ver o estoque recuperado e garantido para o próximo turno bastou para meu bem-estar.
Recentemente meu marido revelou sentir admiração por mim, pelo meu senso de responsabilidade, pela força de vontade de trabalhar e por atributos que dizem respeito apenas a nós dois. Posso comparar seu elogio a um combustível altamente poderoso capaz de me superar dia a dia. E é desse tipo de “combustível” que todas as pessoas necessitam.
Entretanto, agimos corretamente durante a vida inteira, sendo bons profissionais ou cuidando de nossas famílias e somente somos lembrados quando, eventualmente, cometemos alguma espécie de incorreção. Parece que todos observam o último instante e não a dedicação de anos a fio. Não é possível tomarmos todas as decisões corretas o tempo todo ou acertarmos sempre. Mas a crítica aparece, submetendo o responsável pelo engano a advertências e até mesmo punições.
Elogiar proporciona sensação de bem-estar para quem está sendo aplaudido. O elogio deve ser transparente e sincero e deve demonstrar gratidão e satisfação por parte do líder e da equipe. A motivação acontece naturalmente.
A crítica, por sua vez, pode ser prejudicial quando expressada de maneira indelicada, já que o mau uso da linguagem exerce um poder negativo de depreciação. É possível transformar um excelente profissional em um autômato devido a influência de um julgamento precipitado em relação a um fato ou, em contrapartida, alavancar a capacidade produtiva do mesmo profissional através da comunicação correta ao criticar. A crítica, neste caso, é altamente eficaz.
Também não elogie o tempo inteiro. Saiba quem elogiar. Muitas vezes, um bom profissional pode se tornar prepotente, arrogante e acreditar que é imbatível por ser bajulado, desqualificando o próprio trabalho. É indispensável elogiar seu subordinado no trabalho, seu patrão, sua esposa ou marido, seus filhos, amigos, vizinhos, e também saber o momento certo para criticar, fazendo isso sempre de forma educada para valorizar o ser humano.

Crônica - A “DOENÇA DO PENSAMENTO”

Se há algo com o qual me preocupo é em ser útil para as pessoas que me circundam, sejam elas parentes, vizinhos, conhecidos ou não. Ademais, não encontraria razão plausível para merecer viver sem promover a bem-aventurança e sem exercer o ofício da solidariedade de acordo com as habilidades que desenvolvi.
Você já conviveu com algum depressivo ou já vivenciou na própria pele os efeitos altamente nocivos da depressão? Saiba que antigamente, por volta da década de 70, já existiam pessoas com esta que denomino como a “doença do pensamento”. Na época, os sintomas do sistema nervoso não eram levados a sério e aqueles que relatavam, por exemplo, sentir pânico, tão comum nos dias atuais, era considerado manhoso, vadio, fraco, além de ser submetido a humilhações e desvalorizado publicamente, acarretando maior incidência de baixa autoestima. Quando a depressão se alastrou de forma a exigir a produção de farmacocinéticos para combater a doença, é que ela foi tratada como um mal físico e psicológico, indispensável de tratamento a médio e longo prazo.
A depressão não é caracterizada por um estado ou sentimento isolado de desmotivação ou desgosto. Estar deprimido porque algum acontecimento lhe afeta é um aspecto, contudo, estar depressivo significa um conjunto de sintomas, estados, em que não há circunstâncias os provocando diretamente, mas um ciclo de contribuições malfazejas capazes de afetar crianças ou adultos saudáveis, pessoas que sobrevivem sem dignidade ou milionários, homens ou mulheres, independentemente de idade ou qualquer fator de diferença social.
Quando você está deprimido apenas consegue pensar em coisas ruins. Pensamentos ruins atraem energia ruim. Você julga-se inútil, desprovido de beleza exterior, desproporcional fisicamente, ignorante, confuso e não merece continuar vivendo. O complexo de inferioridade atinge o ápice produzindo emoções negativas e transmite a “bactéria” da “doença do pensamento” para todo o sistema nervoso. O doente delira em sua febre imaginária e, inconscientemente, decide sofrer, embora ninguém goste do sofrimento. Então se desencadeia uma série de sintomas de mal-estar, como sudorese e calafrios, tonturas, enjoos, fraqueza, cansaço e a pessoa começa a acreditar que está gravemente doente, necessitando urgente de apoio, mas sem disposição para se ajudar.
Caso você esteja com algum destes sintomas, avalie se não é vítima da “doença do pensamento”. Consulte um médico e se o resultado for um tratamento com antidepressivos, aceite e siga a orientação médica rigorosamente. Lembre-se de que a depressão também é uma doença e somente será curada se você decidir interromper o processo de desenvolvimento do negativismo. Pense sempre positivamente, mesmo quando acredita que todo problema que enfrenta é irreversível. Comece a olhar mais no espelho e dizer coisas boas a respeito de si mesmo. O melhor antídoto para a “doença do pensamento” está na forma como você se vê e enxerga o mundo ao seu redor.


Crônica - OS LIMITES DE NOSSO PODER

O salmo 139,16 afirma que Deus escreveu todos os dias de cada ser humano no livro da vida mesmo antes de termos nascido. Mas então porque tanto padecimento, apesar das pessoas tentarem agir conforme a vontade de Deus?
Quantas milhares de gotas formam uma tempestade? Quantas centenas de milhares de folhas constituem uma floresta? Quantas dezenas de milhares de toneladas de pedra formam um rochedo? É humanamente impossível medir tais dimensões com precisão, no entanto, o Pai celeste criou tudo o que se vê e o que não se vê e conhece as minúcias de sua obra. Feliz daquele que crê mesmo sem ter visto, disse Jesus, ao manifestar-se ao grupo de apóstolos após sua ressurreição. A essência da fé cristã é esta: aceitar com complacência o poder absoluto do Criador, mesmo sem compreender de que forma Ele intercede por suas criaturas ou sem conhecer a Sua receita.
Quando interagimos com Deus, encontramos a segurança necessária para nosso desenvolvimento intelectual e espiritual, de tal sorte que entregamos nossa vida à sua obra, incondicionalmente. Observemos o exemplo de Paulo que, de perseguidor de cristãos, tornou-se anunciador do Evangelho a diversos povos. Deus elegeu-o para a missão de evangelização e Paulo aceitou e se entregou ao plano do Senhor. Quão felizes poderemos ser quando abnegarmos nossas próprias ambições em favor de um trabalho grandioso para o qual o Pai nos chama! Que extrema felicidade encontraremos agradando ao nosso Criador! Paulo não se preocupou antes da hora e no momento em que foi chamado atendeu prontamente aos planos de Deus.
Importante não é saber de que jeito as coisas acontecem, e sim, agradecer por aquilo que ocorre, pois as experiências conflitantes nos fazem subir um degrau na escala da vida. Confiar que Deus dirige nossa vida desde antes de sermos formados é abrir as portas da alegria e do autoconhecimento. Em todos os momentos, bons ou ruins, sejam erguidos louvores a Deus, que tudo vê e tudo sabe e que a vivência diária não passe perto do abismo da descrença e da dúvida!

Infantil - O PAVÃO E A CORUJA

O PAVÃO E A CORUJA

Rosimeri chegou em casa do trabalho e foi brincar de pega-pega com o Caio, que de tão feliz, fugia dela e dava altas gargalhadas. Lá pelas tantas, quando os dois cansaram da brincadeira, o Caio sentiu sono e adivinhe o que ele pediu para a zelosa mãe: contar uma história.
Rosimeri estava tão cansada do serviço, que não tinha mais disposição para criar nenhuma história, mas de tanto o filho insistir, ela se deitou com ele na cama e pensou em alguma coisa. Então se lembrou de um colega de trabalho que era extremamente exibido e pedante. Resolveu então contar uma história que ensinasse ao Caio sobre pedantismo.
      Pedantismo?! – estranhou o Caio, em sua voz infantil.
      Isso, filho! Pedantismo significa uma pessoa que se exibe mostrando conhecimentos que não tem. Mas você vai entender melhor depois que eu contar esta história.
      Ah, bom – disse ele, com os olhinhos atentos, cheio de curiosidade.


O Pavão circulava na área e se sentia o tal. Era exibido, espalhafatoso, ostentava beleza e inteligência e se achava acima dos outros bichos. Ele, caminhando devagar – o verdadeiro modelo de passarela, como ele mesmo se intitulava, de humilde não tinha nada. Com todo bicho com o qual o Pavão se encontrasse, falava com tal pedantismo que se criava uma péssima imagem do empenado esnobe.
Acontece que os bichos respeitavam a sabedoria da Coruja e mesmo que esta tivesse hábitos noturnos, aguardavam ansiosamente a vigilante da natureza para lhe pedir conselhos.
O Pavão dormia cedo, pois não queria prejudicar sua beleza com olheiras e também porque precisava da luz do dia para se exibir. Entretanto, cedeu seu precioso sono de pluma para esperar o anoitecer e debater com sua concorrente.
Então, chegou até a árvore onde a Coruja se encontrava e a viu com óculos debruçada sobre um grosso livro.
      Ô, Dona Coruja! Quero falar com a senhora! – chegou o Pavão, cheio de orgulho e autoritarismo.
      Boa noite pra você também, meu filho! – cumprimentou a Coruja, baixando seu livro e fitando o visitante. – Em que posso ajudar, querido garoto? – tornou ela, solícita.
      Disseram-me que a senhora é o bicho mais sábio de todo o reino da bicharada – respondeu o Pavão, em tom sarcástico. – E eu vim provar que não é! Veja! Trouxe minhas testemunhas!
Tão logo o Pavão anunciou, alguns bichos acionaram holofotes, câmeras de vídeo e aparelhos de som, todos preparados para transmitir um novo recorde, que predizia o reconhecimento do Pavão como o novo bicho mais inteligente do mundo animal. Uma grande correria de diversas espécies animais se formou para encontrar um bom lugar para apreciar o prometido debate.
Observando todo aquele aparato, a Coruja calmamente retirou seus óculos e voou para próximo do Pavão.
      Filho, ninguém é melhor que ninguém – explicou, bondosamente. – Se os bichos me reconhecem como sábia é apenas uma consequência de muito aprendizado e respeito pelos outros. Só que eu ainda estou aprendendo.
      Ah! Então já venci a competição antes mesmo de começar – comemorou o Pavão, abrindo seu leque de plumas exóticas. – A senhora Coruja reconhece que não é a mais inteligente. E eu entendo de tudo! – afirmou, cheio de gestos e rodopios. – Conheço Biologia, Química, Geografia, Matemática, Zoologia, sei o nome de todas as espécies, entendo de beleza, culinária, artes, Física e Astronomia.
      Nossa! Você é o bicho mais pedante que eu já conheci – riu-se a Coruja, despreocupadamente.
      Olhe lá o respeito, Dona Coruja! Eu não preciso pedir nada pra ninguém, não! Ora, chamar-me de pedinte é demais para minhas belas plumas! – revoltou-se o Pavão, ofendido.
      Meu garoto que sabe tudo, eu quis dizer pedante e não pedinte.
A Coruja voou para o seu lugar à árvore e abriu novamente sua enciclopédia. Calmamente, ela procurou nas páginas do espesso volume o significado do termo pedante. Os holofotes foram todos direcionados para ela.
      Conforme nosso dicionário, pedante é aquele que exibe conhecimentos que não tem. Caro Pavão, você pode saber de muita coisa, mas desta vez aprendeu algo novo.
O Pavão foi vaiado e, envergonhado com a gafe, fechou seu lindíssimo leque. Depois, pediu desculpas à Coruja e reconheceu que ninguém é melhor que ninguém e a cada instante adquirimos novos conhecimentos.
No dia seguinte, o Pavão, menos vaidoso, começou a conversar com a bicharada para aprender também a agir com sabedoria, porque inteligência é a capacidade que um bicho tem para aprender e sabedoria é a habilidade de pôr em prática aquilo que se aprende. Assim, passou a ser mais humilde com a importante lição.


      Entendeu agora, meu filho? – perguntou Rosimeri, enquanto fazia cafuné no Caio. Como ele não respondesse, ela desconfiou que ele tinha dormido e não escutara o final da história. Mas o Caio, muito arteiro, piscou para uma corujinha de pelúcia que tinha no quarto, para mostrar que tinha perfeitamente compreendido.

Crônica - MANUAL DA VIAGEM

Se você está cansado (a) da realidade e deseja “viajar” em espaços desco-nhecidos, como, por exemplo, outras galáxias que existem eu seu subconsciente, observe os procedimentos a seguir e... Boa “Viagem”!

1. Concentre-se em um foco: pode ser uma lembrança, um sonho que você deseje tornar realidade, ou ainda o que bem entender.
2. Selecionado o objetivo, comece a pensar. Imagine pessoas, lugares, sinta perfumes, lembre o sabor das coisas, deixe sua imaginação guiá-lo (a).
3. Não se preocupe para onde vai, apenas imagine.
4. Não perca a concentração, senão você corre o risco de ter que come-çar tudo de novo.
5. Certamente, enquanto estiver se projetando para dentro de si mesmo, algumas coisas chamarão a sua atenção. Pense nestas coisas, em fatos antigos com os quais elas poderiam se encaixar.
6. Viu? Não é difícil, não é mesmo? Ah, esqueci de avisar que você não deve preparar mala alguma. Vá sozinho (a), sem contrapeso, sem objetos que poderiam firmar seus pés no chão.
7. Seja autêntico (a)! Não deixe que os outros interrompam a sua “via-gem”! Esqueça o mundo ao seu redor.
8. Se você for muito longe, não se desespere. Você nem vai perceber.
9. A política da qualidade da “viagem” é a seguinte: A viagem dedica-se a atender exclusivamente o Id e o Ego, seus clientes diretos, através da criativida-de exacerbada e de um complexo controle de concentração que vise aprimorar continuamente seu talento imaginativo.
10. A missão da “viagem” é transpor as barreiras da coerência. Portanto, “viaje”! O seu mundo interior aguarda você de braços abertos.

Querida Amiga Oculta:

Você é uma linda e admirável Mulher, pois cumpre com seus compromissos com responsabilidade e determinação. Mas também consegue parecer uma Garotinha brincalhona e despreocupada. Ou ainda, uma Mãe carinhosa que conta histórias para os filhos. Além de tudo, você tem um talento culinário especial, já que o lanche de sábado não seria o mesmo sem o agradável tempero de suas mãos. Você é Pequena em estatura, porém Gigante quando se trata do comprometimento com sua família. Sua família certamente lhe admira – mesmo que não expresse tal sentimento em palavras ou gestos, e tem enorme gratidão por sua generosidade. O seu Sorriso luminoso irradia-se no ambiente em que convivemos harmoniosamente graças a sua presença. A banda que recentemente toca em sua boca propaga o som do seu riso contagiante e alegra a todos aqueles que consegue alcançar. Talvez o Maurício de Souza houvesse se inspirado no seu jeito intelectual e brava, de passos decididos, se tivesse lhe conhecido antes de criar a Mônica; ou você tenha servido de inspiração para Walt Disney quando este criou a Minnie, com seu jeito meigo e delicado; quem sabe ainda seus movimentos admiravelmente hábeis, ou a sua força que, como a formiga, que ergue 10 vezes o peso do próprio corpo, tenham sugerido os poderes das Garotinhas Superpoderosas. Você poderia ser a Bailarina da caixinha de música, mas há pouco espaço para suas poderosas asas que, como o beija-flor, pairam no ar aspirando a doce essência do companheirismo e amizade que você incentiva, ou as asas da possante águia que cruza os horizontes em busca da sobrevivência. Você assim tão pequena é como a Canoa que, mesmo tão frágil, singra os oceanos com bravura. É a Mulher com alma de Criança. É a Rosa que exala a fragrância da nobreza do seu espírito puro. Você não é apenas a Estrela, que reflete o brilho de outros astros; você é o próprio Sol, com brilho próprio que ofusca em meio ao breu. Ter a condição de participar de um décimo de sua vida e ainda alegrar-me ao tê-la sorteado nesta gostosa brincadeira, é o que acredito tratar-se de uma dádiva preciosíssima de Deus.
Obrigada por permitir que eu faça parte de sua história,minha grande, forte, imbatível, corajosa e exuberante amiga Denise.