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Crônica - A VITÓRIA DE JÔ

No dia do 63º aniversário de minha mãe, a família toda ganhou uma nova vida de presente. Esta nova vida tem ainda 13 semanas e 6 dias e traz consigo felicidade, uma alegria sem tamanho, pois agora vou ser tia de verdade. Já sou tia de quatro sobrinhos lindíssimos – duas moças, um jovem garoto e uma pré-adolescente, maravilhosos e espetaculares. Sou fã deles. Mas eu era apenas uma tia postiça.
A minha irmã Jô, com quem compartilhei toda a infância, será mãe de um garotinho. Quanta ternura senti na voz dela quando me deu a notícia! É uma emoção nova, uma perspectiva de renovação da família, uma benção que Deus, em sua infinita misericórdia, nos concede.
Ainda me lembro da Jô miudinha, com perninha finas, cabelo bem curtinho, bochechas salientes em risos de alegria brincando no meio dos pés de tangerina, ou em volta dos tanques de peixes, ou resgatando nossas bonecas dos poderes do mal. Parece que foi ontem que ela tenta se equilibrar na monareta, tentando aprender a pedalar. Os fracassos continuavam um após outro mesmo após horas de treino em que ajudávamos meu pai e eu. Quando finalmente nós desistimos, vimos a pequena Jô embarcando na bicicleta e, com um ar decidido, descer pedalando a ladeira de nossa casa. Eu vibrei e saí correndo e gritando: “A Jô conseguiu! A Jô conseguiu!” A vitória era minha também.
E hoje ela conseguiu muito mais do que uma simples conquista, pois além de ter se tornado independente muito cedo, deu um passo ainda mais convicto quando decidiu dar início a uma linda e abençoada família.

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