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Joinville, Santa Catarina, Brazil

Crônica - A REALIDADE PARA QUEM SONHA

Cintia é mãe e pai há 13 anos, idade que o Pedro Henrique completou por esses dias. Cabe a ela também a tarefa de ser mãe da própria mãe, que às vezes, parece ter menos idade que o neto.
-     Sim, a mãe pensa que é criança pequena agora que não pode ficar uma noite sozinha? – pergunta Cintia, irritada.
Cintia agora quer viver, já não aceita críticas, pois cuida da própria vida há mais anos do que muito marmanjo por aí. Vive com pouco mais de um salário mínimo; o pai do garoto não paga pensão. Como se o dinheiro compensasse o filho da falta de interesse do próprio pai. Dinheiro não traz felicidade, contudo, ajuda a pagar a conta do mercado, o material escolar, o tênis que apertou, a calça jeans que encurtou. Provavelmente melhoraria a autoestima do garoto que sofre bullyng devido ao precoce excesso de peso. Cintia então segue sua vida: assalariada, com pouco dinheiro e muito suor, autoestima quase nenhuma, mas tem fé e um propósito: casar.
Depois de anos impacientemente longos, de muitas dores, desprezos, acertos e enganos, Cintia enxerga sobre as nuvens de chuva de sua luta desigual um homem com ternura, apaixonada, aquele com quem ela sonhara, orara e Deus concedera. Na ânsia de amar e ser amada, mergulha no mar de inquietude de sua alma sofrida e resgata a pérola da felicidade reprimida, com esplendor, glória, alento, complemento, magnitude, vestimenta de saudade, nudez angelical.
Mas tem sua mãe, que agora se sente renegada a um plano inferior e usa artifícios e chantagens para desmotivar a vida de seguir seu curso. Dentro do ser humano impera o egoísmo. Compartilhar a filha, a mãe e recentemente a mulher é dose demais. Estão todos ainda encontrando seus subtons para harmonizar e pacificar a convivência e gerar amor incondicional ao lar.

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