Se há algo com o qual me preocupo é em ser útil para as pessoas que me circundam, sejam elas parentes, vizinhos, conhecidos ou não. Ademais, não encontraria razão plausível para merecer viver sem promover a bem-aventurança e sem exercer o ofício da solidariedade de acordo com as habilidades que desenvolvi.
Você já conviveu com algum depressivo ou já vivenciou na própria pele os efeitos altamente nocivos da depressão? Saiba que antigamente, por volta da década de 70, já existiam pessoas com esta que denomino como a “doença do pensamento”. Na época, os sintomas do sistema nervoso não eram levados a sério e aqueles que relatavam, por exemplo, sentir pânico, tão comum nos dias atuais, era considerado manhoso, vadio, fraco, além de ser submetido a humilhações e desvalorizado publicamente, acarretando maior incidência de baixa autoestima. Quando a depressão se alastrou de forma a exigir a produção de farmacocinéticos para combater a doença, é que ela foi tratada como um mal físico e psicológico, indispensável de tratamento a médio e longo prazo.
A depressão não é caracterizada por um estado ou sentimento isolado de desmotivação ou desgosto. Estar deprimido porque algum acontecimento lhe afeta é um aspecto, contudo, estar depressivo significa um conjunto de sintomas, estados, em que não há circunstâncias os provocando diretamente, mas um ciclo de contribuições malfazejas capazes de afetar crianças ou adultos saudáveis, pessoas que sobrevivem sem dignidade ou milionários, homens ou mulheres, independentemente de idade ou qualquer fator de diferença social.
Quando você está deprimido apenas consegue pensar em coisas ruins. Pensamentos ruins atraem energia ruim. Você julga-se inútil, desprovido de beleza exterior, desproporcional fisicamente, ignorante, confuso e não merece continuar vivendo. O complexo de inferioridade atinge o ápice produzindo emoções negativas e transmite a “bactéria” da “doença do pensamento” para todo o sistema nervoso. O doente delira em sua febre imaginária e, inconscientemente, decide sofrer, embora ninguém goste do sofrimento. Então se desencadeia uma série de sintomas de mal-estar, como sudorese e calafrios, tonturas, enjoos, fraqueza, cansaço e a pessoa começa a acreditar que está gravemente doente, necessitando urgente de apoio, mas sem disposição para se ajudar.
Caso você esteja com algum destes sintomas, avalie se não é vítima da “doença do pensamento”. Consulte um médico e se o resultado for um tratamento com antidepressivos, aceite e siga a orientação médica rigorosamente. Lembre-se de que a depressão também é uma doença e somente será curada se você decidir interromper o processo de desenvolvimento do negativismo. Pense sempre positivamente, mesmo quando acredita que todo problema que enfrenta é irreversível. Comece a olhar mais no espelho e dizer coisas boas a respeito de si mesmo. O melhor antídoto para a “doença do pensamento” está na forma como você se vê e enxerga o mundo ao seu redor.
Nenhum comentário:
Postar um comentário