Ei, amiguinho(a)! Vamos brincar de imaginação? Imagine então que você tem um computador diretamente ligado a um satélite (desses aparelhos sofisticados que flutuam no espaço na órbita de nosso planeta Terra). Agora você vai digitar as coordenadas para encarar uma emocionante viagem. Preparar, apontar... localizar!
Continente América do Sul, país Brasil, Estado Santa Catarina, cidade Joinville, Bairro Bom Retiro, Rua Itajubá e, finalmente, o nosso alvo: a Escola de Educação Básica Avelino Marcante. Agora você precisará de um aparelho de raio-X para ver com os olhos da imaginação o que acontece por lá. Um detalhe: aquilo que ocorre por lá não é imaginação coisa nenhuma! É a mais pura verdade...
Ah! Antes de acionarmos nosso ultramoderno equipamento, precisamos convidar uma pessoa para nos acompanhar. Essa pessoa é sensacional! É um homem cheio de amor e de ensinamentos para compartilhar com você. Ele irá protegê-lo, segurando a sua mão. Aceite a sua companhia e não se esqueça dele jamais. Eu lhe apresento seu novo amigo: Jesus.
Brrr... ai que frio! Ainda bem que tem esse lindo sol! Veja que maravilha de céu azul! E esse vento! Venha e me acompanhe. Estamos quase chegando. Não se esqueça de agradecer a Deus por este lindo dia. Tudo bem?
Mais alguns passos... ufa! A caminhada foi longa. Mas já estamos no portão de entrada de nossa escola. Vamos depressa! Jesus está nos esperando lá dentro!
Jesus disse “Vinde a mim os pequeninos, porque deles é o reino dos céus”. É por isso que ele está nos convidando, porque tem uma porção de coisas legais para nos contar.
Pode aproveitar para brincar com seus companheiros, amiguinho (a). Enquanto isso, nós nos preparamos para receber o Espírito Santo para que ele nos oriente qual a melhor forma de ajudar você.
Veja como a escola é agradável. Imagine as salas de aula, os banheiros, a cantina, a quadra, o pátio. Lembre que o vento está super gelado e você, de tanto correr, está com o rosto pegando fogo.
Não esqueça que você precisa pegar seu crachá. Vamos, não sinta vergonha. Jesus sabe seu nome de cor, mas nós, irmãos, também queremos conhecê-lo. Brinque, pule, divirta-se! Afinal, Jesus ama você e quer ver você feliz!
Agora, escute. Tem alguém te chamando! Vamos bem ligeirinho para a sala de aula, porque Jesus quer sua presença. Venha, amiguinho (a)! Coragem! Um mundo novo Deus quer dar a você.
"Para não perder a rota, é necessário seguir um caminho; se não puder desviar das pedras, ajunte-as e forme uma calçada sedimentada por palavras."
Anedota - QUEM TEM Q.I. CHEGA NA FRENTE
- Meus parabéns! você passou no primeiro teste. Geralmente as pessoas conseguem somente passar após o quinto teste.
- Isso não foi nada, porque eu tenho Q.I.
- Q.I.?
- Sim: “Quem Indique”. Meu irmão trabalha como coordenador de PCP.
- Isso não foi nada, porque eu tenho Q.I.
- Q.I.?
- Sim: “Quem Indique”. Meu irmão trabalha como coordenador de PCP.
Crônica - NÃO SOU TROUXA
Amadurecimento e desenvolvimento são paralelos, caminham juntos em um estreito e equilibrado relacionamento. Aproximam-se do discernimento, o ato de separar o que é certo daquilo que é equivocado de acordo com princípios morais, éticos, religiosos e profissionais.
Compreender o que significa amadurecer não é possível sem que as atitudes comprovem o próprio entendimento. Não basta dizer: “Eu sou uma pessoa madura e me relaciono muito bem com os outros” se, diante de situações imprevistas, os atos demonstrem o inverso.
Há casos de pessoas que, embora dotadas de exuberante beleza e contem com a juventude, lamentavelmente transmitem mensagens inadequadas como egoísmo, instabilidade emocional voltada à irritabilidade ao menor sinal de contrariedade, vingança e distorção de caráter. Tais pessoas, em ambiente profissional, esforçam-se apenas por si mesmas, não aprenderam a aceitar a diversidade de opiniões e por isso mesmo sofrem ao receberem respostas negativas as suas sugestões autoritárias. Não têm a visão geral da atividade que realizam, porque dão as costas quando são recriminadas e não admitem quando estão erradas.
Recentemente presenciei um companheiro de trabalho sendo “levado nas costas” pelos outros membros da nossa equipe, e não bastasse sua fraca atuação na execução das tarefas, deliberadamente provocava queda na produtividade. Alertado sobre as sérias dificuldades e o prejuízo gerado, alegou em própria defesa: “Não sou trouxa para trabalhar pelos outros.” Porém, eu mesma fui um dos “burros de carga”.
A visão de companheirismo, bonomia e lealdade é alicerçada nos ditames do amadurecimento e desenvolvimento. Todos têm os mesmos direitos e as mesmas obrigações e é imprescindível saber expressar a verdade de forma que ninguém se sinta agredido verbalmente, pois o que diferencia é a forma como as convicções pessoais são expostas. Toda ação provoca uma reação. Temos a possibilidade de escolher entre a aceitação da crítica ou a imposição dos argumentos que julgarmos convenientes. Podemos ser os “burros de carga”, pessoas adultas envolvidas e determinadas à realização de um compromisso comum, ou nos contentarmos em evitar ser “trouxas” em prol de interesses particulares. Continuo do primeiro lado, apesar da carga da responsabilidade, pois é o caminho do desenvolvimento.
Compreender o que significa amadurecer não é possível sem que as atitudes comprovem o próprio entendimento. Não basta dizer: “Eu sou uma pessoa madura e me relaciono muito bem com os outros” se, diante de situações imprevistas, os atos demonstrem o inverso.
Há casos de pessoas que, embora dotadas de exuberante beleza e contem com a juventude, lamentavelmente transmitem mensagens inadequadas como egoísmo, instabilidade emocional voltada à irritabilidade ao menor sinal de contrariedade, vingança e distorção de caráter. Tais pessoas, em ambiente profissional, esforçam-se apenas por si mesmas, não aprenderam a aceitar a diversidade de opiniões e por isso mesmo sofrem ao receberem respostas negativas as suas sugestões autoritárias. Não têm a visão geral da atividade que realizam, porque dão as costas quando são recriminadas e não admitem quando estão erradas.
Recentemente presenciei um companheiro de trabalho sendo “levado nas costas” pelos outros membros da nossa equipe, e não bastasse sua fraca atuação na execução das tarefas, deliberadamente provocava queda na produtividade. Alertado sobre as sérias dificuldades e o prejuízo gerado, alegou em própria defesa: “Não sou trouxa para trabalhar pelos outros.” Porém, eu mesma fui um dos “burros de carga”.
A visão de companheirismo, bonomia e lealdade é alicerçada nos ditames do amadurecimento e desenvolvimento. Todos têm os mesmos direitos e as mesmas obrigações e é imprescindível saber expressar a verdade de forma que ninguém se sinta agredido verbalmente, pois o que diferencia é a forma como as convicções pessoais são expostas. Toda ação provoca uma reação. Temos a possibilidade de escolher entre a aceitação da crítica ou a imposição dos argumentos que julgarmos convenientes. Podemos ser os “burros de carga”, pessoas adultas envolvidas e determinadas à realização de um compromisso comum, ou nos contentarmos em evitar ser “trouxas” em prol de interesses particulares. Continuo do primeiro lado, apesar da carga da responsabilidade, pois é o caminho do desenvolvimento.
Crônica - VISÃO DOS 10 MANDAMENTOS
Deus, na plenitude da vida tu nos ensinas a viver, proporcionas ao nosso espírito momentos de honra e tornas mais alegres os nossos dias.
A felicidade é a expectativa que cada um, em todo seu ser almeja, Deus querido, e tu tratas de manter a fé, porque é o que tu queres para nós. E assim sendo, glorificamos a tua perfeição e exaltamos a sua generosidade, pois tu, pai, em quem podemos alegremente confiar, nos abençoa, nos ilumina, e com sincera devoção podemos afirmar:
1. Tu pediste que te amássemos sobre todas as coisas e pessoas, pois sabeis que não seríamos ninguém e não alcançaríamos a felicidade sem nossa grata devoção a ti;
2. Ordenaste que teu santo nome não fosse usado desnecessariamente e não fosse desonrado, porque tu tens todo o poder;
3. Disseste para separarmos os dias santos e domingos para refletirmos e te louvarmos;
4. Guiaste nosso coração para respeitarmos os pais para os quais nos encaminhaste, porque sabeis que a família é de importância SALUTAR;
5. Mandaste não tiramos de ninguém a vida, porque virá buscar todos os seus filhos no cronograma da vida que estabeleceste para nós;
6. Indicaste que não pequemos contra nossa castidade enquanto ainda não estamos casados, pois conheces que uniões instáveis, momentâneas e frívolas podem gerar frutos que sofrerão por não ter uma família completa;
7. Instruíste para não enganarmos nossos irmãos, sob pena de errarmos contra ti mesmo;
8. Conduziste que a mentira é um pecado muito grave e provocador de injustiças e que não devemos prejudicar nossos irmãos com falsos comentários;
9. Permitiste aos seus filhos o livre arbítrio, mas convenceste de que não se deve se envolver o cônjuge de um irmão, porque, na sua sabedoria, mostras que a alegria e a satisfação de instantes de delírio não substituem uma vida de casal levada a sério;
10. Ensinaste que a inveja é um fator comparativo que provoca martírio, porque se está sempre desejando algo que alguém possui e outro não, almejando ser uma pessoa que não somos apenas porque a outra se encontra em situação mais favorável.
Deus, tu nos modificas a cada instante para que nos adiantemos e nos aproximemos cada vez mais de ti. Tu nos instruis e nos fazes compreender os preceitos da vida feliz: tentando nos aproximar de tua infinita bondade e do teu caráter, nós nos tornamos cristãos melhores e na sabedoria da tua luz edificamos a nossa vida e nos conduzimos à felicidade. Amém.
A felicidade é a expectativa que cada um, em todo seu ser almeja, Deus querido, e tu tratas de manter a fé, porque é o que tu queres para nós. E assim sendo, glorificamos a tua perfeição e exaltamos a sua generosidade, pois tu, pai, em quem podemos alegremente confiar, nos abençoa, nos ilumina, e com sincera devoção podemos afirmar:
1. Tu pediste que te amássemos sobre todas as coisas e pessoas, pois sabeis que não seríamos ninguém e não alcançaríamos a felicidade sem nossa grata devoção a ti;
2. Ordenaste que teu santo nome não fosse usado desnecessariamente e não fosse desonrado, porque tu tens todo o poder;
3. Disseste para separarmos os dias santos e domingos para refletirmos e te louvarmos;
4. Guiaste nosso coração para respeitarmos os pais para os quais nos encaminhaste, porque sabeis que a família é de importância SALUTAR;
5. Mandaste não tiramos de ninguém a vida, porque virá buscar todos os seus filhos no cronograma da vida que estabeleceste para nós;
6. Indicaste que não pequemos contra nossa castidade enquanto ainda não estamos casados, pois conheces que uniões instáveis, momentâneas e frívolas podem gerar frutos que sofrerão por não ter uma família completa;
7. Instruíste para não enganarmos nossos irmãos, sob pena de errarmos contra ti mesmo;
8. Conduziste que a mentira é um pecado muito grave e provocador de injustiças e que não devemos prejudicar nossos irmãos com falsos comentários;
9. Permitiste aos seus filhos o livre arbítrio, mas convenceste de que não se deve se envolver o cônjuge de um irmão, porque, na sua sabedoria, mostras que a alegria e a satisfação de instantes de delírio não substituem uma vida de casal levada a sério;
10. Ensinaste que a inveja é um fator comparativo que provoca martírio, porque se está sempre desejando algo que alguém possui e outro não, almejando ser uma pessoa que não somos apenas porque a outra se encontra em situação mais favorável.
Deus, tu nos modificas a cada instante para que nos adiantemos e nos aproximemos cada vez mais de ti. Tu nos instruis e nos fazes compreender os preceitos da vida feliz: tentando nos aproximar de tua infinita bondade e do teu caráter, nós nos tornamos cristãos melhores e na sabedoria da tua luz edificamos a nossa vida e nos conduzimos à felicidade. Amém.
Crônica - BORBOLETAS AZUIS
Vejo borboletas azuis voando em torno de mim. Em suas frágeis patas levam a essência da dignidade e a riqueza do caráter para polinizar as flores do conhecimento humano, segregado a um cérebro limitado e não menos importante, porque cada indivíduo traz dentro de si a capacidade adequada à realização pessoal de acordo com os planos de Deus.
As borboletas azuis desenham no ar linhas prateadas de sonhos que me inspiram, de desejos que conspiram contra meu crescimento, não por culpa dessas criaturinhas tão sensíveis, mas inteiramente por minha própria fraqueza. Enquanto elas sobrevoam os limites do meu pensamento, os neurônios “estralam” como labaredas em galhos secos, superaquecendo a constante emissão de fluidos desgastantes.
As borboletas multiplicam-se e me dominam, cercando-me, elevando-me no encanto de seu vôo colorido e leve. Suspendem meus desatinos e lançam por terra minhas mediocridades resumidas em pensamentos pessimistas. Suas pequenas asas incansáveis ventilam a transpiração do medo que me ocorre, soprando sobre meu ser uma brisa suave, fresca, pura como um bálsamo que vem do céu. As feridas começam a cicatrizar. As borboletas espalham-se lentamente, levando consigo minhas dores.
As borboletas azuis desenham no ar linhas prateadas de sonhos que me inspiram, de desejos que conspiram contra meu crescimento, não por culpa dessas criaturinhas tão sensíveis, mas inteiramente por minha própria fraqueza. Enquanto elas sobrevoam os limites do meu pensamento, os neurônios “estralam” como labaredas em galhos secos, superaquecendo a constante emissão de fluidos desgastantes.
Crônica - BRUXAS DA NOITE
As mariposas evocam lembranças de meus
tempos de criança. Nasci na época em que não existia energia elétrica, então
nós usávamos os chamados liquinhos,
ou seja, lampiões a gás, que lançavam sombras e faziam a imaginação tremer de
medo.
A casa ficava no meio de uma floresta (bem,
pelo menos era o que parecia para mim aos quatro anos de idade). Tudo era
enorme e assustador, inclusive as tais mariposas que esbarravam no vidro do lampião
e que eu chamava de bruxas. Quando
elas ficavam imóveis em um local ao alcance de meus olhos, eu ficava
observando-as de longe, com tanto medo que, a qualquer bater de asas era eu
quem batia em retirada para baixo do
meu cobertor.
Lembro-me da coceira que eu sentia no nariz,
provocada pelo pó macio que se desprendia das asas dos insetos quando voavam.
Talvez eu fosse alérgica e ninguém pensava em tal hipótese. Minha mãe contava
que no tempo em que ela era criança ninguém reclamava de dor-aqui-dor-ali; cólicas menstruais, então, nem pensar! Qualquer
mal-estar que sentissem era muito bem dissimulado para não levar uma respeitosa
bronca.
A energia elétrica fora instalada em 1980,
o que alegrou a comunidade e trouxe também novidade para minha vida. Naquela
época, eu enfrentava um período turbulento, já que precisava me adaptar a
dividir meu tão precioso colinho com a
irmã que nascera recentemente.
Crescemos
e eu havia ficado mais corajosa. Enfrentava as mariposas e torcia para que
faltasse energia para vê-las bem de perto, sombras agigantadas pelo lampião a
gás.
Crônica - NA PASSARELA DA BIODIVERSIDADE
Na marginal da rua vice-prefeito Luiz Carlos Garcia, aqui perto, a prefeitura construiu um passeio público, aproveitando o espaço vago entre a rua e o rio. Houve até inauguração do novíssimo espaço de lazer. Placas com a história dos rios da região e com leis sobre a preservação ambiental foram incrustadas em enormes pedras de granito lapidadas em formato de colunas. A base do passeio (ora essa! Passeio? Desculpe, ainda não atualizei meu vocabulário arcaico. Hoje em dia a palavra apropriada é calçada. Cal-ça-da. Somente para eu me lembrar) foi feita com placas de pedras usadas com esta finalidade. Paralelamente ao passeio, ou melhor, à calçada, foram plantadas grama e diversas árvores, das ornamentais às frutíferas. Grandes lixeiras foram instaladas e a iluminação complementou a paisagem que, anteriormente, não passava de uma extensão de capim, onde somente existia uma estreita trilha para as pessoas caminharem.
Alguns anos depois, a tão utilizada calçada apresenta alguns problemas. Sem dreno, as enchentes provocam erosão nas margens do rio, as chuvas torrenciais de verão, veranico, primavera e até outono (ô tempo bom em que se sabia em que estação do ano nos encontrávamos!) encharcam o gramado e as placas de pedra não possuem mais o devido apoio no solo irregular. Por sorte, a comunidade do Jardim Resplendor toma conta daquele caminho, fazendo a limpeza. A prefeitura mantém o passeio preservado apesar dos vândalos terem destruído as lixeiras. Sempre existe alguém que não gosta de dividir nada com ninguém e aproveita para estragar o bem comum.
Mas não são esses detalhes que impedem a comunidade de aproveitar a academia ao ar livre. É preciso caminhar na passarela em um final de tarde de domingo para sentir o frescor do vento na beira-rio após um quente dia de verão. Então se vêem o desfile de chinelos, sandálias, rodas, tênis, famílias inteiras, inclusive seus animais de estimação, caminhando em segurança no passeio. Crianças brincando de bicicleta, namorados marcando encontros, casais se recuperando das tensões do dia-a-dia, idosos aproveitando o pequeno espaço para aquecer os ossos enrijecidos, desportistas praticando corrida, empresários trocando as gravatas por camisetas soltas e bermudões, mães passeando com seus filhos, pessoas de todas as raças se misturando no vaivém da marginal.
Alguns anos depois, a tão utilizada calçada apresenta alguns problemas. Sem dreno, as enchentes provocam erosão nas margens do rio, as chuvas torrenciais de verão, veranico, primavera e até outono (ô tempo bom em que se sabia em que estação do ano nos encontrávamos!) encharcam o gramado e as placas de pedra não possuem mais o devido apoio no solo irregular. Por sorte, a comunidade do Jardim Resplendor toma conta daquele caminho, fazendo a limpeza. A prefeitura mantém o passeio preservado apesar dos vândalos terem destruído as lixeiras. Sempre existe alguém que não gosta de dividir nada com ninguém e aproveita para estragar o bem comum.
Mas não são esses detalhes que impedem a comunidade de aproveitar a academia ao ar livre. É preciso caminhar na passarela em um final de tarde de domingo para sentir o frescor do vento na beira-rio após um quente dia de verão. Então se vêem o desfile de chinelos, sandálias, rodas, tênis, famílias inteiras, inclusive seus animais de estimação, caminhando em segurança no passeio. Crianças brincando de bicicleta, namorados marcando encontros, casais se recuperando das tensões do dia-a-dia, idosos aproveitando o pequeno espaço para aquecer os ossos enrijecidos, desportistas praticando corrida, empresários trocando as gravatas por camisetas soltas e bermudões, mães passeando com seus filhos, pessoas de todas as raças se misturando no vaivém da marginal.
Crônica - VITÓRIA NA MADRUGADA
O despertador do celular toca a música que
mais gosto, só que às duas horas da madrugada qualquer composição musical que
interrompa meu sono repousante acaba se tornando a mais desprezível. Solto um
bocejo e troco por um gemido. Ai, que despertador insuportável!
-
Ó, céus! Agora me lembrei!
Preciso dar no pé!
Levanto de um salto no quarto escuro, pego
a roupa que deixei separada sobre o encosto da cadeira e, com os olhos
semiabertos, vejo-me em desabalada carreira pelo corredor e me enfio embaixo de
uma ducha quente. Ainda sinto “areia” nos olhos. Ai, minha cama tão
quentinha...
Termino o banho, volto para o quarto. No
meio do caminho, dou uma topada na porta. Com todo esse barulho meu marido deve
ter caído sem paraquedas de seus sonhos. Enfim, procuro a bolsa e sigo para a
cozinha. Passo café; depois mastigo um pão dormido; tomo meu antidepressivo, escovo
os dentes, lavo mais uma vez o rosto para afugentar os resquícios de sono
interrompido. Abro a tranca superior da porta, em seguida, a inferior e,
finalmente, dou dois giros na chave e pronto! Estou livre para observar as
estrelas e o luar de ontem... Ops! Onde é que foram parar aquelas estrelas
faiscantes? E aquele luar tão intenso? Bom, ao menos não está chovendo. Penduro
minha bolsa no guidão da minha bike,
atravesso o corredor da garagem e ganho a rua. Sigo pela madrugada cinzenta com
o objetivo de chegar a tempo de garantir uma vaga para consultar a clínica
geral com a qual estou me tratando. Puxo fôlego e aspiro o ar noturno... Cof,
cof, cof! Tosse de última hora ainda por cima!
Chego ao meu destino, o posto de saúde do Costa e Silva, bairro
onde resido. Para minha grata surpresa, não há ninguém. Ora essa! Então sou a
primeira? Que inédito! Olho para o relógio e suspiro aliviada: 03:40. São somente três horas de espera aqui neste
solitário posto. Começo a pensar se não seria melhor que já tivesse chegado
mais pessoas. Não faz mal, não estou completamente só, minha proteção vem do
alto. Nada de ruim vai acontecer comigo e posso aproveitar para exercitar a virtude
da paciência (logo eu, que sou a paciência em pessoa, número e grau superlativo!
Mas como é mesmo que anda minha ansiedade? Até torci meu tornozelo devido a
minha controladíssima paciência...). Por sorte, trouxe meu ponto cruz.
Lá se vão os minutos e as horas. Alivio-me
ao presenciar a chegada do segundo corajoso da madrugada. Conversamos um pouco
durante um quarto de hora, quando um senhor toma a terceira posição na fila do sistema único de saúde. Único mesmo, já
que nós, pobres trabalhadores, não temos mesmo muita opção.
E assim os minutos prosseguem seu curso
ininterrupto até formarem as horas. Chega a quarta pessoa. Os minutos não
cansam. Chega o quinto. As horas empilham os minutos. Vem o sexto e o sétimo e
o oitavo...
Espere aí! O que houve hoje? Impressionante!
Não é que sobraram vagas!
O posto de saúde abre, enfim, às sete horas.
Em seguida, a agente comunitária nos cumprimenta e distribui as tão merecidas
fichas. Aí volto a me lembrar da música chata do celular, da minha cama
quentinha, do turismo na escuridão da casa, da topada na porta do quarto, do
café, das trancas da porta, da decepção com o tempo nublado, das pedaladas, da
tosse, do bordado que larguei para participar das conversas e, finalmente, da
primeira posição da fila do SUS.
Abro um sorriso, pois nem tudo está
perdido. Até que enfim saí na frente, com honras de um maratonista vitorioso.
Poesia - QUERO ENVELHECER AO SEU LADO
Faz muito tempo que eu queria te dizer isso,
Que você é minha pedra preciosa,
Minha estrada, o caminho por onde sigo,
Minha lua, meu sol, minha casa,
É você que alimenta o meu viver.
Quase te perdi para o meu trabalho,
Mas foi a tempo que reconheci
Que estava errado, o tempo inteiro,
Você lutava pra vencer a solidão,
E me esperava e eu não te amava.
Mas fiquei embevecido com seu corpo
Que me esperava, ansioso por um toque,
Ávido de esperança por um abraço,
Lânguido, desejoso, mas também puro,
Apaixonei-me de novo, te amo, não tem jeito.
Quero envelhecer ao seu lado,
Quero vê-la com cabelos brancos,
Bem, olhe pra mim, já tenho os meus,
Agora falta você, mas tão jovem,
Os anos para você não passam tão depressa.
Sou confiante de que Deus está agora mesmo
Aqui ao nosso lado, nos fazendo felizes,
Dando-nos oportunidade para recomeçarmos,
Assim como as árvores, que perdem suas folhas
Durante o outono, mas na primavera se renovam.
Sinto medo quando você fica longe,
Pois a distância é como um veneno,
As horas separados são torturantes,
Quero vê-la, senti-la, amá-la,
Como se sempre fosse a primeira vez.
Conseguimos rir juntos ao nos declararmos,
Depois de tantos conflitos e tantas dúvidas,
E seus olhos voltaram a brilhar,
Fulgurantes, como jabuticabas,
Revelando a pureza de sua alma.
Como me arrependo em te ignorar,
Mas você sabe o quanto te amo,
Às vezes a cabeça não está boa,
Mas o coração sempre está
Te procurando, certamente.
Você sabe que eu te amo,
Não há nada que perturbe nosso amor,
Não se sinta desprezada
Se não te procuro, pois respeito
O seu cansaço e o seu descanso.
Repousa no meu peito, doce amor meu,
Não pense que deixei de te amar,
É somente o horário das obrigações
Que nos separa, e nada mais,
Não sofra, mesmo longe, você está em mim.
Diga que também me ama,
Para mim também é importante te ouvir,
Não responda que vai desistir,
Nós estamos quase chegando,
A nossa jornada não tem fim.
Precisamos um do outro,
Eu preciso de você, minha vida,
Minha paixão, mulher linda
Que Deus me deu,
Mulher pura como os anjos.
Quero vê-la confiante, firme,
Constante, deslumbrante,
Basta olhar para mim,
Olhos de jabuticaba,
Para abrilhantar meu coração.
Penso em você a todo instante,
E luto por você, razão da minha existência.
Não se preocupe tanto,
Você é exclusivamente minha
E assim sou todo seu.
Quero envelhecer ao seu lado,
Fazer com que seus olhos brilhem sempre,
Sussurrar palavras de amor,
Cantar, cuidar de você,
Razão da minha presença neste mundo.
Que você é minha pedra preciosa,
Minha estrada, o caminho por onde sigo,
Minha lua, meu sol, minha casa,
É você que alimenta o meu viver.
Quase te perdi para o meu trabalho,
Mas foi a tempo que reconheci
Que estava errado, o tempo inteiro,
Você lutava pra vencer a solidão,
E me esperava e eu não te amava.
Mas fiquei embevecido com seu corpo
Que me esperava, ansioso por um toque,
Ávido de esperança por um abraço,
Lânguido, desejoso, mas também puro,
Apaixonei-me de novo, te amo, não tem jeito.
Quero envelhecer ao seu lado,
Quero vê-la com cabelos brancos,
Bem, olhe pra mim, já tenho os meus,
Agora falta você, mas tão jovem,
Os anos para você não passam tão depressa.
Sou confiante de que Deus está agora mesmo
Aqui ao nosso lado, nos fazendo felizes,
Dando-nos oportunidade para recomeçarmos,
Assim como as árvores, que perdem suas folhas
Durante o outono, mas na primavera se renovam.
Sinto medo quando você fica longe,
Pois a distância é como um veneno,
As horas separados são torturantes,
Quero vê-la, senti-la, amá-la,
Como se sempre fosse a primeira vez.
Conseguimos rir juntos ao nos declararmos,
Depois de tantos conflitos e tantas dúvidas,
E seus olhos voltaram a brilhar,
Fulgurantes, como jabuticabas,
Revelando a pureza de sua alma.
Como me arrependo em te ignorar,
Mas você sabe o quanto te amo,
Às vezes a cabeça não está boa,
Mas o coração sempre está
Te procurando, certamente.
Você sabe que eu te amo,
Não há nada que perturbe nosso amor,
Não se sinta desprezada
Se não te procuro, pois respeito
O seu cansaço e o seu descanso.
Repousa no meu peito, doce amor meu,
Não pense que deixei de te amar,
É somente o horário das obrigações
Que nos separa, e nada mais,
Não sofra, mesmo longe, você está em mim.
Diga que também me ama,
Para mim também é importante te ouvir,
Não responda que vai desistir,
Nós estamos quase chegando,
A nossa jornada não tem fim.
Precisamos um do outro,
Eu preciso de você, minha vida,
Minha paixão, mulher linda
Que Deus me deu,
Mulher pura como os anjos.
Quero vê-la confiante, firme,
Constante, deslumbrante,
Basta olhar para mim,
Olhos de jabuticaba,
Para abrilhantar meu coração.
Penso em você a todo instante,
E luto por você, razão da minha existência.
Não se preocupe tanto,
Você é exclusivamente minha
E assim sou todo seu.
Quero envelhecer ao seu lado,
Fazer com que seus olhos brilhem sempre,
Sussurrar palavras de amor,
Cantar, cuidar de você,
Razão da minha presença neste mundo.
Poesia - SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO
Sexta-feira da paixão,
A dor é desesperadora.
O coração quebrantado clama:
Libertem nosso Jesus!
Deus, por que tem que acontecer?
Por que permites que o mal possa vencer?
Por que deixas Jesus sofrer?
Ele só falou de amor para o povo viver.
Jesus está lá, dependurado
No holocausto de uma cruel cruz;
Suplantado pela injustiça
De um povo insano, ludibriado.
Não deixes Jesus morrer, Senhor!
Clamo a ti neste momento.
Pai, livra-o deste tormento,
Que presencio com imensa dor.
Onde estás, Deus, neste instante?
Onde foi parar a sua glória?
A legião do mal grita confiante:
É chegada a hora da nossa vitória!
Jesus faleceu, não quero acreditar!
Desespero-me, Pai, acabou!
A terra tremeu e o manto do céu se rasgou;
Para onde foi o santo que veio nos salvar?
Porém, nós, pecadores,
De seus desígnios desconfiamos;
Formamos um povo ingrato,
Quando não alimentamos nossa fé.
Vimos Cristo morrer e lamentamos,
Sem lembrarmos-nos das profecias:
Deus enviará seu próprio filho
Ao mundo de heresias.
A vitória da maldade três dias dura,
Com renovado ânimo bradamos:
Jesus Cristo ressuscitou!
Deus conclui a sua obra.
Jesus sofreu para que tenhamos vida,
Pois Deus nos chama à alegria,
Quer ver sua família reunida,
Com amor e santa paz todo dia.
Duvidamos de Deus e de sua promessa
De que os bons ao céu chegarão.
O Senhor nos fala ao coração:
Esperemos, pois ele ao mundo regressa.
Sejamos firmes, dia a dia,
Ajamos com fé inabalável,
Pois o Senhor é indelével,
E sua justiça não é tardia.
A dor é desesperadora.
O coração quebrantado clama:
Libertem nosso Jesus!
Deus, por que tem que acontecer?
Por que permites que o mal possa vencer?
Por que deixas Jesus sofrer?
Ele só falou de amor para o povo viver.
Jesus está lá, dependurado
No holocausto de uma cruel cruz;
Suplantado pela injustiça
De um povo insano, ludibriado.
Não deixes Jesus morrer, Senhor!
Clamo a ti neste momento.
Pai, livra-o deste tormento,
Que presencio com imensa dor.
Onde estás, Deus, neste instante?
Onde foi parar a sua glória?
A legião do mal grita confiante:
É chegada a hora da nossa vitória!
Jesus faleceu, não quero acreditar!
Desespero-me, Pai, acabou!
A terra tremeu e o manto do céu se rasgou;
Para onde foi o santo que veio nos salvar?
Porém, nós, pecadores,
De seus desígnios desconfiamos;
Formamos um povo ingrato,
Quando não alimentamos nossa fé.
Vimos Cristo morrer e lamentamos,
Sem lembrarmos-nos das profecias:
Deus enviará seu próprio filho
Ao mundo de heresias.
A vitória da maldade três dias dura,
Com renovado ânimo bradamos:
Jesus Cristo ressuscitou!
Deus conclui a sua obra.
Jesus sofreu para que tenhamos vida,
Pois Deus nos chama à alegria,
Quer ver sua família reunida,
Com amor e santa paz todo dia.
Duvidamos de Deus e de sua promessa
De que os bons ao céu chegarão.
O Senhor nos fala ao coração:
Esperemos, pois ele ao mundo regressa.
Sejamos firmes, dia a dia,
Ajamos com fé inabalável,
Pois o Senhor é indelével,
E sua justiça não é tardia.
Poesia - NÃO QUERO TE ESQUECER
Achei que fosse uma brincadeira,
Mas você, seguro, apareceu,
Do jeito que prometera.
Meus olhos, das órbitas quase fora,
Minhas pernas enterneceram.
Pensei um segundo: E agora?
Que coisa é essa,
De querer agir depressa,
Te impedir, que é o certo,
Fingir que não me interessa?
Quando te avistei,
Tomei atitude decisiva,
Triste episódio da minha vida.
O coração, já comprometido, fechei.
À sua aproximação
me retraí e te dei a mão.
Queria conversar contigo,
Mostrar minha alma,
Em teu semblante buscar abrigo.
Postura indigna,
O correto é esquecer,
Mas quanto bem faz a lembrança
Deste doce enigma!
Sou como a criança
Que se entusiasma
Com a bolha de sabão,
cresci na nuança,
e me maravilho ainda
Com uma forte emoção.
Mas você, seguro, apareceu,
Do jeito que prometera.
Meus olhos, das órbitas quase fora,
Minhas pernas enterneceram.
Pensei um segundo: E agora?
Que coisa é essa,
De querer agir depressa,
Te impedir, que é o certo,
Fingir que não me interessa?
Quando te avistei,
Tomei atitude decisiva,
Triste episódio da minha vida.
O coração, já comprometido, fechei.
À sua aproximação
me retraí e te dei a mão.
Queria conversar contigo,
Mostrar minha alma,
Em teu semblante buscar abrigo.
Postura indigna,
O correto é esquecer,
Mas quanto bem faz a lembrança
Deste doce enigma!
Sou como a criança
Que se entusiasma
Com a bolha de sabão,
cresci na nuança,
e me maravilho ainda
Com uma forte emoção.
Poesia - BRUMAS DE SEDUÇÃO
Acabo caindo num irrefletido engano
Quando seu elogio minha alma abranda;
Diante do semblante serenado,
Faz-me esquecer a vida que anda.
Seu olhar incide sobre mim
Com tão doce e sincera ilusão,
E eu me envolvo, enfim,
Nas brumas de sua sedução.
Sigo você nervosamente
Na caminhada ofegante;
Ouço o que diz meu coração
E desatenta, perco a direção.
Confesso, contrariada,
Das virtudes, abalada,
Dos princípios que não troco:
Espero te rever, mas não posso.
Ilusão de alguém que agora flutua
Nas carícias lânguidas da aurora
E na velocidade da luz em alta hora
Parte do aposento para a lua.
Não me é permitido te amar,
Ouvir suas declarações nem pensar!
Devo afastar-me do seu encanto
Mesmo que em sentido pranto.
Perder-me assim não devo mais,
Iludir-me em sonhos, jamais!
Pois você apareceu e já passou,
Mas vale a lembrança que restou.
Quando seu elogio minha alma abranda;
Diante do semblante serenado,
Faz-me esquecer a vida que anda.
Seu olhar incide sobre mim
Com tão doce e sincera ilusão,
E eu me envolvo, enfim,
Nas brumas de sua sedução.
Sigo você nervosamente
Na caminhada ofegante;
Ouço o que diz meu coração
E desatenta, perco a direção.
Confesso, contrariada,
Das virtudes, abalada,
Dos princípios que não troco:
Espero te rever, mas não posso.
Ilusão de alguém que agora flutua
Nas carícias lânguidas da aurora
E na velocidade da luz em alta hora
Parte do aposento para a lua.
Não me é permitido te amar,
Ouvir suas declarações nem pensar!
Devo afastar-me do seu encanto
Mesmo que em sentido pranto.
Perder-me assim não devo mais,
Iludir-me em sonhos, jamais!
Pois você apareceu e já passou,
Mas vale a lembrança que restou.
Poesia - SONHO EM FICAR CONTIGO
Seus olhos me perscrutavam indiscretos,
Buscavam respostas na minha essência,
Seu olhar penetrante me envaidecia,
Minha alma solitária invadia.
Tentei ignorar o que seus olhos imaginavam,
Quis fugir de você e me esconder,
E salva na minha verdade constante,
Mas, nem que eu quisesse, te esqueceria.
Veja só o que você fez comigo:
Me deixou indefesa,
Oscilou minha certeza
E agora sonho em ficar contigo.
Continuou olhando atentamente,
E eu, sem graça e com pudor,
Com voz sumida respondi presente,
E você me olhou com mais amor.
Coragem não lhe faltava
Para dizer que de mim gostava,
Que meus olhos transmitem doçura,
E que mesmo menina, pareço madura.
Veja só o que você fez comigo:
Me deixou indefesa,
Oscilou minha certeza
E agora sonho em ficar contigo.
Buscavam respostas na minha essência,
Seu olhar penetrante me envaidecia,
Minha alma solitária invadia.
Tentei ignorar o que seus olhos imaginavam,
Quis fugir de você e me esconder,
E salva na minha verdade constante,
Mas, nem que eu quisesse, te esqueceria.
Veja só o que você fez comigo:
Me deixou indefesa,
Oscilou minha certeza
E agora sonho em ficar contigo.
Continuou olhando atentamente,
E eu, sem graça e com pudor,
Com voz sumida respondi presente,
E você me olhou com mais amor.
Coragem não lhe faltava
Para dizer que de mim gostava,
Que meus olhos transmitem doçura,
E que mesmo menina, pareço madura.
Veja só o que você fez comigo:
Me deixou indefesa,
Oscilou minha certeza
E agora sonho em ficar contigo.
Poesia - GPS DA PAIXÃO
As palavras não fazem sentido
Quando eu me sinto perdido.
Abro um livro e vejo palavras
Voando em minha direção.
As palavras procuram abrigo
E penetram o meu coração.
Mesmo assim, as investigo
Pra saber o que realmente são.
Há palavras, só palavras
Que seu destino não alcançam.
Há palavras, só palavras
Dentro do meu coração.
Continuo desnorteado
Sem saber onde te procurar;
Pelas palavras, desorientado,
Sinto vontade de te amar.
Um instante de hesitação
Porém, preciso te encontrar,
Saber de ti, minha ilusão,
Te descobrir, te abraçar.
Então sem demora eu ligo
O GPS da paixão,
Me comunico contigo
E te encontro, meu coração.
Há palavras, só palavras
Que querem te encontrar.
Há palavras, tantas palavras
Minha bússola é seu coração.
Quando eu me sinto perdido.
Abro um livro e vejo palavras
Voando em minha direção.
As palavras procuram abrigo
E penetram o meu coração.
Mesmo assim, as investigo
Pra saber o que realmente são.
Há palavras, só palavras
Que seu destino não alcançam.
Há palavras, só palavras
Dentro do meu coração.
Continuo desnorteado
Sem saber onde te procurar;
Pelas palavras, desorientado,
Sinto vontade de te amar.
Um instante de hesitação
Porém, preciso te encontrar,
Saber de ti, minha ilusão,
Te descobrir, te abraçar.
Então sem demora eu ligo
O GPS da paixão,
Me comunico contigo
E te encontro, meu coração.
Há palavras, só palavras
Que querem te encontrar.
Há palavras, tantas palavras
Minha bússola é seu coração.
Poesia - NA CONFIGURAÇÃO EXCLUSIVA DO MEU SER
Eu não sonhava com você
E nem esperava te encontrar
Queria apenas conhecer instantes de insensatez
E soprar de leve toda minha embriaguez.
Sua presença, censura,
De descompasso causador,
seus gestos, doçura,
meu coração encheu de amor.
Na configuração exclusiva do meu ser
Você vem e se mistura.
Sua face desvanece, temo te perder,
Porque sua dignidade é minha cura.
E eu te procuro a cada alvorecer
Você, um sonho que me acorda,
A felicidade de viver
Um coração que de amor transborda.
E nem esperava te encontrar
Queria apenas conhecer instantes de insensatez
E soprar de leve toda minha embriaguez.
Sua presença, censura,
De descompasso causador,
seus gestos, doçura,
meu coração encheu de amor.
Na configuração exclusiva do meu ser
Você vem e se mistura.
Sua face desvanece, temo te perder,
Porque sua dignidade é minha cura.
E eu te procuro a cada alvorecer
Você, um sonho que me acorda,
A felicidade de viver
Um coração que de amor transborda.
Poesia - NECESSIDADES INDECISAS
O Verde da minha vida não se limita à flora,
Nem o Amarelo às jazidas de ouro exploradas outrora,
Quanto menos o Vermelho à financeira instabilidade
Ou o Azul se prende a uma década de cumplicidade.
Um Branco sonho me faz despertar,
E me levanto Negro por uma xícara de bem-estar.
Cinza o dia passo a contar migalhas de atenção,
Visto-me de esperança de fugir da solidão,
Cubro-me com um manto dourado,
E preparo-me para ver-me então,
Repousando em imaterial estado.
Nem o Amarelo às jazidas de ouro exploradas outrora,
Quanto menos o Vermelho à financeira instabilidade
Ou o Azul se prende a uma década de cumplicidade.
Um Branco sonho me faz despertar,
E me levanto Negro por uma xícara de bem-estar.
Cinza o dia passo a contar migalhas de atenção,
Visto-me de esperança de fugir da solidão,
Cubro-me com um manto dourado,
E preparo-me para ver-me então,
Repousando em imaterial estado.
Poesia - O TEMPO NÃO PÁRA
O relógio soa: tic-tac-tic-tac-tic-tac.
Os ponteiros parecem se movimentar com o peso de um canhão,
prontos para a contagem regressiva e o disparo: pummm!
Explodiu a idéia contraditória,
que foi arremessada para fora do universo.
O relógio continua tictaqueando incessante,
ajudado pelo sistema automático de liga-desliga do refrigerador.
As idéias deslizam no papel,
enquanto os pernilongos matraqueiam,
ávidos pelo doce sabor do sangue.
O refrigerador então silencia por alguns minutos... poucos.
O tic-tac-tic-tac-tic-tac incomoda,
parece uma prisão dos sentidos,
trazendo a mórbida sensação
de que cada minuto que passa
representa um minuto a menos para viver.
O tic-tac conta as horas
e relembra que a vida passa rápido demais.
E se ele leva consigo os minutos do meu viver,
quantos tic-tac ainda me resta esperar?
Os ponteiros parecem se movimentar com o peso de um canhão,
prontos para a contagem regressiva e o disparo: pummm!
Explodiu a idéia contraditória,
que foi arremessada para fora do universo.
O relógio continua tictaqueando incessante,
ajudado pelo sistema automático de liga-desliga do refrigerador.
As idéias deslizam no papel,
enquanto os pernilongos matraqueiam,
ávidos pelo doce sabor do sangue.
O refrigerador então silencia por alguns minutos... poucos.
O tic-tac-tic-tac-tic-tac incomoda,
parece uma prisão dos sentidos,
trazendo a mórbida sensação
de que cada minuto que passa
representa um minuto a menos para viver.
O tic-tac conta as horas
e relembra que a vida passa rápido demais.
E se ele leva consigo os minutos do meu viver,
quantos tic-tac ainda me resta esperar?
Poesia - CONSPIRAÇÃO
Pelo universo vagam, distantes,
os olhos da Aurora matinal.
O Sol chega tranqüilo,
superaquece a Superfície dos Sentidos
e desaparece num piscar de olhos.
As Estrelas incandescentes
iniciam a combustão dos sentidos
e a Terra entra em ebulição.
Os Aerossóis espalham pelo mundo inteiro
a Fragrância resultante da evaporação cutânea,
ameaçando a camada de ozônio
da Infelicidade.
O Som então marca Presença
com a respiração ofegante
do Cansaço e do Delírio.
O Choque Térmico dos desejos,
tem o Sabor da Eternidade.
As Ondas de Encantamento do mar
acalmam-se na Praia da Serenidade,
indo e vindo para o reencontro
com a Ilha da Saudade.
os olhos da Aurora matinal.
O Sol chega tranqüilo,
superaquece a Superfície dos Sentidos
e desaparece num piscar de olhos.
As Estrelas incandescentes
iniciam a combustão dos sentidos
e a Terra entra em ebulição.
Os Aerossóis espalham pelo mundo inteiro
a Fragrância resultante da evaporação cutânea,
ameaçando a camada de ozônio
da Infelicidade.
O Som então marca Presença
com a respiração ofegante
do Cansaço e do Delírio.
O Choque Térmico dos desejos,
tem o Sabor da Eternidade.
As Ondas de Encantamento do mar
acalmam-se na Praia da Serenidade,
indo e vindo para o reencontro
com a Ilha da Saudade.
Poesia - PROCURA-SE SUBSTANTIVOS, ADJETIVOS E VERBOS
Preciso de adjetivos brilhantes,
como a água pura que o sol reflete,
Preciso de substantivos abstratos,
como o ar que não se vê e não se toca,
Preciso de verbos intransitivos,
como chuvas que no solo se infiltram.
Sinto falta dos eufemismos,
tão doces e sutis.
Procuro esquecer os pleonasmos,
vícios da monotonia.
Dôo os superlativos ou troco
por advérbios de intensidade.
Empresto os gêneros e números,
mas faço questão das locuções pronominais.
Audaciosa o racional e o subjetivo misturo,
aspectos emocionais ao concreto determino,
mas continuo insensata busca
de substantivos, adjetivos e verbos.
como a água pura que o sol reflete,
Preciso de substantivos abstratos,
como o ar que não se vê e não se toca,
Preciso de verbos intransitivos,
como chuvas que no solo se infiltram.
Sinto falta dos eufemismos,
tão doces e sutis.
Procuro esquecer os pleonasmos,
vícios da monotonia.
Dôo os superlativos ou troco
por advérbios de intensidade.
Empresto os gêneros e números,
mas faço questão das locuções pronominais.
Audaciosa o racional e o subjetivo misturo,
aspectos emocionais ao concreto determino,
mas continuo insensata busca
de substantivos, adjetivos e verbos.
Poesia - VIDA ASSALARIADA
Jornada traiçoeira, refém do estrago
De trabalho ocioso, descaso,
O tempo parado, ultrapassado
Doença que se instala.
Lesão cruel que nada impede
o operário-artista de se apresentar
no picadeiro-expediente,
corda bamba do cliente insatisfeito.
Enquanto o Instituto brinca de peteca,
bolinha de gude, amarelinha,
capricha na lei do embrulho,
enrolado, feito peixe em jornal.
De trabalho ocioso, descaso,
O tempo parado, ultrapassado
Doença que se instala.
Lesão cruel que nada impede
o operário-artista de se apresentar
no picadeiro-expediente,
corda bamba do cliente insatisfeito.
Enquanto o Instituto brinca de peteca,
bolinha de gude, amarelinha,
capricha na lei do embrulho,
enrolado, feito peixe em jornal.
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