Amadurecimento e desenvolvimento são paralelos, caminham juntos em um estreito e equilibrado relacionamento. Aproximam-se do discernimento, o ato de separar o que é certo daquilo que é equivocado de acordo com princípios morais, éticos, religiosos e profissionais.
Compreender o que significa amadurecer não é possível sem que as atitudes comprovem o próprio entendimento. Não basta dizer: “Eu sou uma pessoa madura e me relaciono muito bem com os outros” se, diante de situações imprevistas, os atos demonstrem o inverso.
Há casos de pessoas que, embora dotadas de exuberante beleza e contem com a juventude, lamentavelmente transmitem mensagens inadequadas como egoísmo, instabilidade emocional voltada à irritabilidade ao menor sinal de contrariedade, vingança e distorção de caráter. Tais pessoas, em ambiente profissional, esforçam-se apenas por si mesmas, não aprenderam a aceitar a diversidade de opiniões e por isso mesmo sofrem ao receberem respostas negativas as suas sugestões autoritárias. Não têm a visão geral da atividade que realizam, porque dão as costas quando são recriminadas e não admitem quando estão erradas.
Recentemente presenciei um companheiro de trabalho sendo “levado nas costas” pelos outros membros da nossa equipe, e não bastasse sua fraca atuação na execução das tarefas, deliberadamente provocava queda na produtividade. Alertado sobre as sérias dificuldades e o prejuízo gerado, alegou em própria defesa: “Não sou trouxa para trabalhar pelos outros.” Porém, eu mesma fui um dos “burros de carga”.
A visão de companheirismo, bonomia e lealdade é alicerçada nos ditames do amadurecimento e desenvolvimento. Todos têm os mesmos direitos e as mesmas obrigações e é imprescindível saber expressar a verdade de forma que ninguém se sinta agredido verbalmente, pois o que diferencia é a forma como as convicções pessoais são expostas. Toda ação provoca uma reação. Temos a possibilidade de escolher entre a aceitação da crítica ou a imposição dos argumentos que julgarmos convenientes. Podemos ser os “burros de carga”, pessoas adultas envolvidas e determinadas à realização de um compromisso comum, ou nos contentarmos em evitar ser “trouxas” em prol de interesses particulares. Continuo do primeiro lado, apesar da carga da responsabilidade, pois é o caminho do desenvolvimento.
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