O relógio soa: tic-tac-tic-tac-tic-tac.
Os ponteiros parecem se movimentar com o peso de um canhão,
prontos para a contagem regressiva e o disparo: pummm!
Explodiu a idéia contraditória,
que foi arremessada para fora do universo.
O relógio continua tictaqueando incessante,
ajudado pelo sistema automático de liga-desliga do refrigerador.
As idéias deslizam no papel,
enquanto os pernilongos matraqueiam,
ávidos pelo doce sabor do sangue.
O refrigerador então silencia por alguns minutos... poucos.
O tic-tac-tic-tac-tic-tac incomoda,
parece uma prisão dos sentidos,
trazendo a mórbida sensação
de que cada minuto que passa
representa um minuto a menos para viver.
O tic-tac conta as horas
e relembra que a vida passa rápido demais.
E se ele leva consigo os minutos do meu viver,
quantos tic-tac ainda me resta esperar?
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