Nada mais interessa
do que o penetrante e desvairado olhar,
e assim, um murmúrio tímido o dia cessa.
Divagações e sonhos lânguidos
que, de pensar, causam medo,
se escondem nas lacunas do segredo.
Espasmos ao peito surgem, cativantes,
nas paredes sombras trêmulas, inquietantes,
logo se incidem sobre o catre
e impaciente som na alma emitem.
Receio flutua, repentino, como bolha de sabão,
mas se desfaz no espaço dos segundos que se vão.
Os limites, momentos esquecidos,
retornam, imperativos,
enquanto a dor da ausência se antecipa
na iminência da saudade.
Dentro do baú dos sonhos o desejo se confina,
distante da esperança que não se pode prender.
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