Sexta-feira da paixão,
A dor é desesperadora.
O coração quebrantado clama:
Libertem nosso Jesus!
Deus, por que tem que acontecer?
Por que permites que o mal possa vencer?
Por que deixas Jesus sofrer?
Ele só falou de amor para o povo viver.
Jesus está lá, dependurado
No holocausto de uma cruel cruz;
Suplantado pela injustiça
De um povo insano, ludibriado.
Não deixes Jesus morrer, Senhor!
Clamo a ti neste momento.
Pai, livra-o deste tormento,
Que presencio com imensa dor.
Onde estás, Deus, neste instante?
Onde foi parar a sua glória?
A legião do mal grita confiante:
É chegada a hora da nossa vitória!
Jesus faleceu, não quero acreditar!
Desespero-me, Pai, acabou!
A terra tremeu e o manto do céu se rasgou;
Para onde foi o santo que veio nos salvar?
Porém, nós, pecadores,
De seus desígnios desconfiamos;
Formamos um povo ingrato,
Quando não alimentamos nossa fé.
Vimos Cristo morrer e lamentamos,
Sem lembrarmos-nos das profecias:
Deus enviará seu próprio filho
Ao mundo de heresias.
A vitória da maldade três dias dura,
Com renovado ânimo bradamos:
Jesus Cristo ressuscitou!
Deus conclui a sua obra.
Jesus sofreu para que tenhamos vida,
Pois Deus nos chama à alegria,
Quer ver sua família reunida,
Com amor e santa paz todo dia.
Duvidamos de Deus e de sua promessa
De que os bons ao céu chegarão.
O Senhor nos fala ao coração:
Esperemos, pois ele ao mundo regressa.
Sejamos firmes, dia a dia,
Ajamos com fé inabalável,
Pois o Senhor é indelével,
E sua justiça não é tardia.

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