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Joinville, Santa Catarina, Brazil

Poesia - BRUMAS DE SEDUÇÃO

Acabo caindo num irrefletido engano
Quando seu elogio minha alma abranda;
Diante do semblante serenado,
Faz-me esquecer a vida que anda.


Seu olhar incide sobre mim
Com tão doce e sincera ilusão,
E eu me envolvo, enfim,
Nas brumas de sua sedução.


Sigo você nervosamente
Na caminhada ofegante;
Ouço o que diz meu coração
E desatenta, perco a direção.


Confesso, contrariada,
Das virtudes, abalada,
Dos princípios que não troco:
Espero te rever, mas não posso.


Ilusão de alguém que agora flutua
Nas carícias lânguidas da aurora
E na velocidade da luz em alta hora
Parte do aposento para a lua.


Não me é permitido te amar,
Ouvir suas declarações nem pensar!
Devo afastar-me do seu encanto
Mesmo que em sentido pranto.


Perder-me assim não devo mais,
Iludir-me em sonhos, jamais!
Pois você apareceu e já passou,
Mas vale a lembrança que restou.

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