Elisabete estacionou o carro na garagem de sua casa e antes de abrir a porta para sair, deu um beijo rápido em Paulo. Em seguida, convidou-o para entrar na casa.
- Quer comer alguma coisa? – perguntou ela, enquanto colocava a bolsa em uma mesa.
- Não, obrigado. Aliás, eu nem devia estar aqui – respondeu ele, um pouco leve por causa da bebida. – Onde estão seus pais?
- Deixe de se preocupar e relaxe, Paulo. Eu já disse que sou a dona da casa. Faz muito tempo que cuido do meu próprio nariz. Vem...
Ela pegou a mão dele e puxou-o para a sala, provocando-o com beijos rápidos. Ele sentou na poltrona e observou-a, surpreso, enquanto ela tirava seus sapatos.
- Isso é pra você se sentir mais à vontade – explicou ela, totalmente segura das atitudes que estava tomando.
Ela apanhou um controle remoto que estava sobre a mesa de centro e ligou o aparelho de som, que tocou um CD de música romântica, criando um clima mais afetivo entre eles.
- Quer dançar?
Após alguns instantes de hesitação, ele levantou e tirou-a para dançar.
- Não fique na defensiva – sussurrou ela, enquanto dançavam. – Eu apenas quero que me ame. Eu me sinto tão sozinha. Você também sofre com a solidão?
- Sim – murmurou ele.
Ela beijou-o e empurrou-o devagar de volta para a poltrona. Sentou em seu colo e desabotoou sua camisa.
- Você está tenso – comentou ela, enquanto massageava os ombros másculos. Mordiscou os lóbulos das orelhas e então ele se rendeu, abraçando-a impulsivamente.
- Elisabete, não é certo... – contestou ele, beijando o corpo dela.
- Por que? O fato de você ser casado não significa absolutamente nada para mim...
Paulo parou com as carícias repentinamente, recuperando o autocontrole. Empurrou-a de seu colo, vestiu a camisa e calçou rapidamente os sapatos, apressando-se em voltar para seu refúgio. Elisabete ficou terrivelmente frustrada com seu fracasso e exigiu explicações enquanto ele se vestia. Paulo, por sua vez, explodiu em uma exclamação colérica e sofrida.
- Se o casamento não significa nada para você, para mim é tudo!
- Mas, Paulo, eu não quis dizer isso... Aonde você vai?
- Pra minha casa, como eu já devia ter feito há muito tempo!
- Deixe que eu levo você...
- Não! Me deixe em paz!
Ele saiu da casa e correu na rua escura, enquanto enxugava as lágrimas que escorriam por sua face.
Elisabete observou-o até sumir de vista. Uma confusão de sentimentos ameaçava sua segurança, porque fora a primeira vez que ela experimentara a rejeição. Ódio e frustração opunham-se à sensação ardente causada pela lembrança do toque de Paulo e, de certa forma, ela soube que ele era o homem de que precisava.
- Paulo, você não poderia ter escolhido hora melhor para surgir em minha vida – falou ela, enquanto sorria contente com a súbita ideia que iluminara sua mente.
- Quer comer alguma coisa? – perguntou ela, enquanto colocava a bolsa em uma mesa.
- Não, obrigado. Aliás, eu nem devia estar aqui – respondeu ele, um pouco leve por causa da bebida. – Onde estão seus pais?
- Deixe de se preocupar e relaxe, Paulo. Eu já disse que sou a dona da casa. Faz muito tempo que cuido do meu próprio nariz. Vem...
Ela pegou a mão dele e puxou-o para a sala, provocando-o com beijos rápidos. Ele sentou na poltrona e observou-a, surpreso, enquanto ela tirava seus sapatos.
- Isso é pra você se sentir mais à vontade – explicou ela, totalmente segura das atitudes que estava tomando.
Ela apanhou um controle remoto que estava sobre a mesa de centro e ligou o aparelho de som, que tocou um CD de música romântica, criando um clima mais afetivo entre eles.
- Quer dançar?
Após alguns instantes de hesitação, ele levantou e tirou-a para dançar.
- Não fique na defensiva – sussurrou ela, enquanto dançavam. – Eu apenas quero que me ame. Eu me sinto tão sozinha. Você também sofre com a solidão?
- Sim – murmurou ele.
Ela beijou-o e empurrou-o devagar de volta para a poltrona. Sentou em seu colo e desabotoou sua camisa.
- Você está tenso – comentou ela, enquanto massageava os ombros másculos. Mordiscou os lóbulos das orelhas e então ele se rendeu, abraçando-a impulsivamente.
- Elisabete, não é certo... – contestou ele, beijando o corpo dela.
- Por que? O fato de você ser casado não significa absolutamente nada para mim...
Paulo parou com as carícias repentinamente, recuperando o autocontrole. Empurrou-a de seu colo, vestiu a camisa e calçou rapidamente os sapatos, apressando-se em voltar para seu refúgio. Elisabete ficou terrivelmente frustrada com seu fracasso e exigiu explicações enquanto ele se vestia. Paulo, por sua vez, explodiu em uma exclamação colérica e sofrida.
- Se o casamento não significa nada para você, para mim é tudo!
- Mas, Paulo, eu não quis dizer isso... Aonde você vai?
- Pra minha casa, como eu já devia ter feito há muito tempo!
- Deixe que eu levo você...
- Não! Me deixe em paz!
Ele saiu da casa e correu na rua escura, enquanto enxugava as lágrimas que escorriam por sua face.
Elisabete observou-o até sumir de vista. Uma confusão de sentimentos ameaçava sua segurança, porque fora a primeira vez que ela experimentara a rejeição. Ódio e frustração opunham-se à sensação ardente causada pela lembrança do toque de Paulo e, de certa forma, ela soube que ele era o homem de que precisava.
- Paulo, você não poderia ter escolhido hora melhor para surgir em minha vida – falou ela, enquanto sorria contente com a súbita ideia que iluminara sua mente.
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