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Joinville, Santa Catarina, Brazil

Crônia - CASAMENTO E FIDELIDADE

            Estejais sempre unidos no firme propósito da paz, pois através da harmonia é possível reconciliar-vos. Não sejais promíscuos, nem perversos, nem egoístas, sinais de fraqueza humana natural carente de muito trabalho por realizar. Sois imagens do Criador de tudo o que se enxerga e daquilo que não se vê, mas que se sabe que existe através das pesquisas físico-químicas.
Pois bem, a infidelidade é gerada por egoísmo, pela vaidade exacerbada que cada homem e cada mulher trazem naturalmente dentro de si. Não é obra do acaso promover encontros entre os seres, mas o objetivo é sempre o resgate espiritual daqueles que se deixam levar pelas suas ambições em detrimento dos princípios universais. Não se pode separar o joio do trigo sem discernimento e a maturidade espiritual se alcança com bastante empenho.
Sejais perseverantes na fé e não vos deixais contaminar pelas imundícies pagãs, frutos de desventuranças e impropérios oriundos de deslizes morais.
O egoísmo trata-se do ato de pensardes somente em vós e nos prazeres que almejas. A família – vosso bem maior, não deve ser relegada ao esquecimento. Lutais, pois, pelas vossas famílias, por torná-las cada dia mais unidas mediante vossas atitudes. Honrais vosso casamento, como bem o fazeis, casais unidos pelos laços do amor, da fé, da valorização dos vossos respectivos cônjuges. Tornais vossas uniões matrimoniais exemplos de perseverança para as futuras gerações e desmancheis as rusgas do pecado que teima em separar-vos. Não oculteis vossas fragilidades, mas tomai vossas fraquezas como sinais de cuidado para as desavenças não advirem. Buscais sempre o Mestre para expor vossas dúvidas e entregais a ele vossos temores. Nos momentos de insônia, rogais ao Pai para que vosso sono seja por ele abençoado. Não caieis em tentações, vilanias, revoltas, concupiscências nem aventuras imorais, porque vosso corpo é templo divino do Espírito Santo que tem o poder de santificar-vos se assim o desejardes. Sejais fiéis no pouco e Deus vos será fiel no muito.

Crônica - TESTOSTERONA, PRA QUE TE QUERO?

Indizível vontade de calar. Quantas vezes tivera eu desejo inevitável de falar, falar, falar...? Estranhos opostos do temperamento feminino empregam artifícios maquiavélicos com o secreto intuito de desestabilização racional e emocional.
Sou tagarela em potencial. Quando foi que me tornei reclusa do meu próprio pensamento? Escapar da incongruência que o labirinto cerebral – estimulado pelas complicações sentimentais inefáveis, demonstra ao desarticular a voz, se trata de uma luta desigual em que minha estima vai a nocaute.
Hoje sorri e até arranquei risos das pessoas com as quais divido minhas horas de profissão extenuante. Sou alegre e normalmente bem-humorada, pois tenho uma vida feliz. Amo minha família e recebo apoio o tempo inteiro. Tenho poucas preocupações, mas aquele sentimentozinho medíocre permanece lançando seu veneno em meu centro nervoso.
Descubro, finalmente, a causa, mas não consegui ainda desafiar a consequência, tomando posição superior frente ao problema agressivo. A insegurança fortemente vinculada à minha estima é resultado dos altos níveis de testosterona produzidos não somente em meu organismo como também em minha alma. Fico a desejar um antídoto que reverta o hirsutismo, mas será possível encontrá-lo? Nem as soluções fitoterápicas, nem as médicas, nem mesmo as estéticas parecem funcionar.
Lá no fundo pesa a sensação de parecer diferente, de chamar atenção para algo aflitivo e não menos repugnante do que filamentos vigorosos que cobrem a epiderme facial. Às vezes, cortá-los se assemelha a abrir uma “transamazônica” em plena mata nativa e densa. E essa sensação tão pérfida e voraz como um enxame de cupins, arruína toda a estrutura externa – o lado que se vê, e a interna, não menos inerme aos ataques discrepantes de discriminação.
Por isso trabalho sempre com a qualidade interior, pois mais vale o conteúdo do que a embalagem. Se em meu corpo corre testosterona além da conta, pouco importa: ela não impede de eu fazer valer a minha existência.

Anedota - TOALHA DE “SEGUNDA”

Conversávamos eu e meu marido, quando eu lhe disse que precisava ir a uma loja para comprar algumas toalhas de segunda. Ele, rapidamente, perguntou-me:
- Por que de segunda?
- Ah, pra eu... - gaguejei.
- Por que não pode ser de domingo, de terça, de quarta? - Ele continuou, sério.
Eu caí na gargalhada. Mas que furo!

IDEOLOGIAS

“Uma das virtudes do ser humano é a capacidade de aprender, outra a humildade de ensinar.”

“Felizes somos nós que podemos escolher qual o alimento que iremos ingerir primeiro.”

Crônica - ESPELHOS DA ALMA

Meu exacerbado complexo de inferioridade repele os espelhos, visto que estes me mostram o que sou de verdade: minhas imperfeições físicas, as características hirsutas, a falta de vaidade. Além de honestos, os espelhos devolvem o reflexo do contingente intrínseco do meu ser, desbravando corajosamente minha personalidade, descortinando meu temperamento e desafiando as fronteiras intransponíveis de meus pensamentos.
Não é que eu decida abominar os espelhos; é que estes objetos invadem o território que segrego à minha limitada existência, exercendo um poder absoluto de atração. Se passo por eles, volto logo os olhos e até mesmo estagno o passo para fitar a imagem que insiste em me encarar. Como se não bastassem a superioridade e o autoritarismo em me plantar diante do espectro, os espelhos racham minha estrutura ao notabilizarem a minha passagem.
Não quero parecer bela, e os espelhos insistem em contrariar meu propósito. “Por que não refletem meus escrúpulos, meu senso de decência, minha integridade moral, meus princípios éticos e meu aspecto espiritual, sem os quais eu não sobreviveria?”, assim penso enquanto volvo os olhos e interajo com a imagem inerte: sobrancelhas unidas em uma linha quase contínua de incompreensão e desatino.
Tento ignorá-los, espelhos de minha alma, mas por que me atraem? Vasculho nos seus olhos os segredos e respostas que vigiam e, consequentemente, abro os portões quando decifro a senha. Adentro no obscuro aposento de vaidades, no recôndito calabouço dos complexos infundados. Permito-me um momento de contemplação. Descubro-me.
Sou eu mesma dentro dos espelhos: uma criatura singularmente atraente, dotada de características exclusivas que me agradam, de subjetividades únicas e preciosas que me orgulham. Não tem jeito. Aceito-me. Que me perdoe o obstinado complexo de inferioridade, mas amo meu reflexo e adoro ser exatamente do jeito que sou.

Crônica - A REALIDADE PARA QUEM SONHA

Cintia é mãe e pai há 13 anos, idade que o Pedro Henrique completou por esses dias. Cabe a ela também a tarefa de ser mãe da própria mãe, que às vezes, parece ter menos idade que o neto.
-     Sim, a mãe pensa que é criança pequena agora que não pode ficar uma noite sozinha? – pergunta Cintia, irritada.
Cintia agora quer viver, já não aceita críticas, pois cuida da própria vida há mais anos do que muito marmanjo por aí. Vive com pouco mais de um salário mínimo; o pai do garoto não paga pensão. Como se o dinheiro compensasse o filho da falta de interesse do próprio pai. Dinheiro não traz felicidade, contudo, ajuda a pagar a conta do mercado, o material escolar, o tênis que apertou, a calça jeans que encurtou. Provavelmente melhoraria a autoestima do garoto que sofre bullyng devido ao precoce excesso de peso. Cintia então segue sua vida: assalariada, com pouco dinheiro e muito suor, autoestima quase nenhuma, mas tem fé e um propósito: casar.
Depois de anos impacientemente longos, de muitas dores, desprezos, acertos e enganos, Cintia enxerga sobre as nuvens de chuva de sua luta desigual um homem com ternura, apaixonada, aquele com quem ela sonhara, orara e Deus concedera. Na ânsia de amar e ser amada, mergulha no mar de inquietude de sua alma sofrida e resgata a pérola da felicidade reprimida, com esplendor, glória, alento, complemento, magnitude, vestimenta de saudade, nudez angelical.
Mas tem sua mãe, que agora se sente renegada a um plano inferior e usa artifícios e chantagens para desmotivar a vida de seguir seu curso. Dentro do ser humano impera o egoísmo. Compartilhar a filha, a mãe e recentemente a mulher é dose demais. Estão todos ainda encontrando seus subtons para harmonizar e pacificar a convivência e gerar amor incondicional ao lar.

Poesia - MAIS UM ANO QUE SE PASSA

Mais um ano que se passa
Outra vez você esquece
no convívio junto a ti
transformava sua presença
e curava minha carência
te busco em toda parte
e luto contra o pavor
que sinto em te perder.

Vem, amor, veja quem sou
Não esqueça o que passou
Os anos passam
Mas meu amor por você não.

Quem sabe, você sozinha
No quarto, na cozinha,
Sem vontade para nada
Possa vir à sua lembrança
Bons momentos que vivemos
E então sentirá saudades
E a saudade lhe mostrará
O quanto fomos felizes.

Vejo teu olhar
Em todo lugar
Encontro você
No meu pensamento
Basta amar
E depois sonhar
Em teus braços
Busco alento
Preciso de você.

Poesia - AMIGO-IRMÃO

Simplesmente serias
Amigo-irmão,
que transcende proteção,
tu mesmo vivias,
no intervalo dos dias,
estendendo tua mão.

Amigo-irmão,
presente na incerteza
de conhecidos ou não,
que entende a beleza
da pintura e da demão
com toques de leveza.

Adulto com jeito de garoto,
de coração puro,
olhar de artista maroto,
alma pintada de ouro,
Amigo-irmão,
anjo de percepção.

Um risco, um rabisco
logo se transforma em hibisco;
dentro de tua essência,
Amigo-irmão,
é revelada tua aptidão,
motivo de reverência.

Cantas lindas canções,
ablas espanhol,
speaking english,
parla italiano,
equivales ao artista,
Amigo-irmão.

Buscas, com tua presença,
alegrar e emocionar,
ao amigo na convalescença
procuras ajudar,
isso é realmente dom,
Amigo-irmão.

És tu estupendo,
um artista a quem rendo
respeito e admiração,
e, assim sendo,
de enorme coração,
serás sempre meu amigo-irmão.

Crônica - ELOGIO VERSUS CRÍTICA

Hoje retornei do trabalho com a satisfatória sensação do dever cumprido graças a um elogio indireto que partiu do líder da equipe em que exerço minhas funções de auxiliar de produção. O olhar de admiração que ele lançou ao ver o estoque recuperado e garantido para o próximo turno bastou para meu bem-estar.
Recentemente meu marido revelou sentir admiração por mim, pelo meu senso de responsabilidade, pela força de vontade de trabalhar e por atributos que dizem respeito apenas a nós dois. Posso comparar seu elogio a um combustível altamente poderoso capaz de me superar dia a dia. E é desse tipo de “combustível” que todas as pessoas necessitam.
Entretanto, agimos corretamente durante a vida inteira, sendo bons profissionais ou cuidando de nossas famílias e somente somos lembrados quando, eventualmente, cometemos alguma espécie de incorreção. Parece que todos observam o último instante e não a dedicação de anos a fio. Não é possível tomarmos todas as decisões corretas o tempo todo ou acertarmos sempre. Mas a crítica aparece, submetendo o responsável pelo engano a advertências e até mesmo punições.
Elogiar proporciona sensação de bem-estar para quem está sendo aplaudido. O elogio deve ser transparente e sincero e deve demonstrar gratidão e satisfação por parte do líder e da equipe. A motivação acontece naturalmente.
A crítica, por sua vez, pode ser prejudicial quando expressada de maneira indelicada, já que o mau uso da linguagem exerce um poder negativo de depreciação. É possível transformar um excelente profissional em um autômato devido a influência de um julgamento precipitado em relação a um fato ou, em contrapartida, alavancar a capacidade produtiva do mesmo profissional através da comunicação correta ao criticar. A crítica, neste caso, é altamente eficaz.
Também não elogie o tempo inteiro. Saiba quem elogiar. Muitas vezes, um bom profissional pode se tornar prepotente, arrogante e acreditar que é imbatível por ser bajulado, desqualificando o próprio trabalho. É indispensável elogiar seu subordinado no trabalho, seu patrão, sua esposa ou marido, seus filhos, amigos, vizinhos, e também saber o momento certo para criticar, fazendo isso sempre de forma educada para valorizar o ser humano.

Crônica - A “DOENÇA DO PENSAMENTO”

Se há algo com o qual me preocupo é em ser útil para as pessoas que me circundam, sejam elas parentes, vizinhos, conhecidos ou não. Ademais, não encontraria razão plausível para merecer viver sem promover a bem-aventurança e sem exercer o ofício da solidariedade de acordo com as habilidades que desenvolvi.
Você já conviveu com algum depressivo ou já vivenciou na própria pele os efeitos altamente nocivos da depressão? Saiba que antigamente, por volta da década de 70, já existiam pessoas com esta que denomino como a “doença do pensamento”. Na época, os sintomas do sistema nervoso não eram levados a sério e aqueles que relatavam, por exemplo, sentir pânico, tão comum nos dias atuais, era considerado manhoso, vadio, fraco, além de ser submetido a humilhações e desvalorizado publicamente, acarretando maior incidência de baixa autoestima. Quando a depressão se alastrou de forma a exigir a produção de farmacocinéticos para combater a doença, é que ela foi tratada como um mal físico e psicológico, indispensável de tratamento a médio e longo prazo.
A depressão não é caracterizada por um estado ou sentimento isolado de desmotivação ou desgosto. Estar deprimido porque algum acontecimento lhe afeta é um aspecto, contudo, estar depressivo significa um conjunto de sintomas, estados, em que não há circunstâncias os provocando diretamente, mas um ciclo de contribuições malfazejas capazes de afetar crianças ou adultos saudáveis, pessoas que sobrevivem sem dignidade ou milionários, homens ou mulheres, independentemente de idade ou qualquer fator de diferença social.
Quando você está deprimido apenas consegue pensar em coisas ruins. Pensamentos ruins atraem energia ruim. Você julga-se inútil, desprovido de beleza exterior, desproporcional fisicamente, ignorante, confuso e não merece continuar vivendo. O complexo de inferioridade atinge o ápice produzindo emoções negativas e transmite a “bactéria” da “doença do pensamento” para todo o sistema nervoso. O doente delira em sua febre imaginária e, inconscientemente, decide sofrer, embora ninguém goste do sofrimento. Então se desencadeia uma série de sintomas de mal-estar, como sudorese e calafrios, tonturas, enjoos, fraqueza, cansaço e a pessoa começa a acreditar que está gravemente doente, necessitando urgente de apoio, mas sem disposição para se ajudar.
Caso você esteja com algum destes sintomas, avalie se não é vítima da “doença do pensamento”. Consulte um médico e se o resultado for um tratamento com antidepressivos, aceite e siga a orientação médica rigorosamente. Lembre-se de que a depressão também é uma doença e somente será curada se você decidir interromper o processo de desenvolvimento do negativismo. Pense sempre positivamente, mesmo quando acredita que todo problema que enfrenta é irreversível. Comece a olhar mais no espelho e dizer coisas boas a respeito de si mesmo. O melhor antídoto para a “doença do pensamento” está na forma como você se vê e enxerga o mundo ao seu redor.


Crônica - OS LIMITES DE NOSSO PODER

O salmo 139,16 afirma que Deus escreveu todos os dias de cada ser humano no livro da vida mesmo antes de termos nascido. Mas então porque tanto padecimento, apesar das pessoas tentarem agir conforme a vontade de Deus?
Quantas milhares de gotas formam uma tempestade? Quantas centenas de milhares de folhas constituem uma floresta? Quantas dezenas de milhares de toneladas de pedra formam um rochedo? É humanamente impossível medir tais dimensões com precisão, no entanto, o Pai celeste criou tudo o que se vê e o que não se vê e conhece as minúcias de sua obra. Feliz daquele que crê mesmo sem ter visto, disse Jesus, ao manifestar-se ao grupo de apóstolos após sua ressurreição. A essência da fé cristã é esta: aceitar com complacência o poder absoluto do Criador, mesmo sem compreender de que forma Ele intercede por suas criaturas ou sem conhecer a Sua receita.
Quando interagimos com Deus, encontramos a segurança necessária para nosso desenvolvimento intelectual e espiritual, de tal sorte que entregamos nossa vida à sua obra, incondicionalmente. Observemos o exemplo de Paulo que, de perseguidor de cristãos, tornou-se anunciador do Evangelho a diversos povos. Deus elegeu-o para a missão de evangelização e Paulo aceitou e se entregou ao plano do Senhor. Quão felizes poderemos ser quando abnegarmos nossas próprias ambições em favor de um trabalho grandioso para o qual o Pai nos chama! Que extrema felicidade encontraremos agradando ao nosso Criador! Paulo não se preocupou antes da hora e no momento em que foi chamado atendeu prontamente aos planos de Deus.
Importante não é saber de que jeito as coisas acontecem, e sim, agradecer por aquilo que ocorre, pois as experiências conflitantes nos fazem subir um degrau na escala da vida. Confiar que Deus dirige nossa vida desde antes de sermos formados é abrir as portas da alegria e do autoconhecimento. Em todos os momentos, bons ou ruins, sejam erguidos louvores a Deus, que tudo vê e tudo sabe e que a vivência diária não passe perto do abismo da descrença e da dúvida!