"Para não perder a rota, é necessário seguir um caminho; se não puder desviar das pedras, ajunte-as e forme uma calçada sedimentada por palavras."
Prepare-se para o "sim"
No altar, durante a celebração de seu casamento, responda sim, com convicção.
- Você promete amá-lo(a) e respeitá-lo(a) quando advirem as doenças, porque na saúde é muito fácil amar alguém?
- Você promete amá-lo(a) e respeitá-lo(a) quando a pobreza bater à sua porta, porque é muito mais fácil amar alguém quando as suas contas estão em dia e a prosperidade está sempre à sua volta?
- Você promete amá-lo(a) e respeitá-lo(a) mesmo nos dias mais tristes, depressivos e desmotivadores, porque quando você e ele(a) estão alegres tudo é encarado como uma grande festa?
- Você promete amá-lo(a) e respeitá-lo(a) quando ele(a) discordar de você, porque tudo é muito simples quando seu(sua) companheiro(a) aceita tudo o que você faz ou diz?
O Sorriso da Alegria
Muitas vezes a Alegria passa pertinho de nós, e nem nos damos conta. Às vezes ela vem disfarçada de esperança, às vezes de sucesso. Quantas páginas de livro a Alegria renderia! Encaixaria perfeitamente em muitas crônicas, fecharia inúmeros romances e quanta felicidade marcaria os contos infantis!
Ontem mesmo, a Alegria se aproximou de mim. Pareceu que ela queria dizer alguma coisa, mas ela apenas sorriu. E sorriso da Alegria é sincero e contagiante. Se ela sorri, não devolvemos o sorriso por educação; iluminamos nosso semblante e vibramos interiormente! Afinal, Alegria é visita ilustríssima em nosso lar.
Hoje eu procurei por ela o dia inteiro. Encontrei a Alegria na hora de cozinhar; ela veio com bastante apetite e até me parabenizou pelo aroma e pelo sabor da comida; depois, encontrei a Alegria quando arrumei a cama e passei aspirador na casa; a Alegria fez sinal de "legal!" e eu sorri; continuei procurando a Alegria, porque ela deve ser nossa companheira inseparável, e a encontrei enquanto esfregava o vaso sanitário. Novamente ela nada falou, apenas transmitiu a mensagem de que estava ao meu lado.
A companhia da Alegria não deve ser desperdiçada. Nós somos a mão, e a Alegria, a luva.
ENGRENAGEM DO CRIME
A sua cidade está
segura? Você tem certeza de que, na sua vizinhança, há pessoas idôneas? E quando
você tem um grande sonho e sua família não apoia? E se um filho seu se envolve
com drogas? Ou você ama uma pessoa que age com violência contra você? Quando
menos você esperar, alguém poderá destruir a sua tranquilidade, armando uma
verdadeira, completa e destrutiva engrenagem
do crime.
Carla da Silva é uma mulher independente, proprietária de
casa e vida próprias. É solteira, vive do trabalho em uma indústria e está
feliz, porém, tem uma grande ambição: escrever uma história real, com
personagens baseados em pessoas de carne e osso que lhe sirvam de inspiração, e
com uma narrativa desta natureza, alcançar milhões de pessoas com os mesmos
problemas, sonhos, dificuldades e aspirações.
Sua natural
curiosidade levou-a a conhecer Estéfanie,
vocalista de uma banda que almejava cantar profissionalmente. Depois vieram Vinícius, Peter e Eduardo, que
juntamente com Estéfanie, encararam o desafio de se projetarem no meio
artístico. Carla conheceu, porém, as dificuldades que a cantora enfrentava com
seus pais, que reprovavam seus sonhos.
Investigando,
Carla descobriu em Peter um
adolescente presunçoso, que continuava na banda devido a sua paixão pela
cantora; e em Eduardo, um talento
nato para a música. Já em Vinícius ela
encontrou um garoto rebelde, que vivia se metendo em encrenca.
A intenção de
Carla era de, simplesmente, narrar a vida dos quatro adolescentes, entretanto,
ela foi sugada para um labirinto de perigos, principalmente ao se defrontar com
Ivo, um homem misterioso, que
projetava um cruel plano com Vera¸ contra
os habitantes da cidade de Joinville. A parceria que eles mantinham com Afonso, um funcionário público que lhes
garantia informações confidenciais sobre a prefeitura, aterrorizou Carla que,
àquela altura, já estava totalmente enredada nas ocorrências.
Não demorou para que
Carla chegasse a Ricardo, fundador e
mantenedor de uma clínica para tratamento de dependentes químicos. Enquanto sua
clínica sofria ameaças, Ricardo
conhecia e se tornava amigo de Ângela,
que por sua vez, era casada com Alberto,
que se revoltava com acusações injustas e, consequente, abalava o próprio
casamento.
Carla tentou
libertar-se daqueles casos em que embarcara imprudentemente, contudo, seu
envolvimento prosseguia quando soube que Castro,
capitão da polícia militar responsável pelo departamento de investigação
criminal em Joinville e sua equipe formada por César e, nada mais nada menos que Vera (!), investigavam três casos: o roubo de uma planta – o
mapeamento da tubulação de gás natural na cidade; a ameaça à clínica de
recuperação de dependentes químicos de Ricardo,
e um caso que envolvia um assalto à indústria de explosivos, onde Alberto exercia a função de vendedor.
Ao mesmo tempo em
que Carla tentava entrevistar os integrantes da banda e se esforçava para não
penetrar mais profundamente naquela teia de crimes, conheceu Vanessa em um pronto-socorro, uma jovem que vinha sendo agredida
fisicamente pelo marido Pedro, e a
quem amava, apesar de tudo, fato que indignou Carla e intrigou ao mesmo tempo.
Embora Carla tivesse plena consciência da trama
em que estava abarcando, ela não teve mais chance de escapar de seu pior
inimigo: a aguçada curiosidade. Fortemente armada com uma percepção sagaz e uma
memória invejável, além de suas inseparáveis agendas e canetas, perscrutou
todas as evidências sob vários ângulos para alcançar as desejadas revelações.
Descanso
A Luz encontra o Dia,
e encobre a Sombra da Tristeza
sob um véu de Pureza.
Eterniza um momento e encontra
algo de valor, grande como o Sol,
vigoroso como o Amor,
encantador como a Natureza.
E em seu esplendor o arrebol
demarca a paisagem incandescente,
que cativa e anuncia que mais um dia
termina para outro recomeçar.
E a Luz, puríssima, vem do céu,
para trazer a Paz tão almejada,
abençoada pelo Criador.
demarca a paisagem incandescente,
que cativa e anuncia que mais um dia
termina para outro recomeçar.
E a Luz, puríssima, vem do céu,
para trazer a Paz tão almejada,
abençoada pelo Criador.
A Vida
Quando ando por aí, vejo a Vida passar por mim.
Ela é bonita; melhor, linda. Linda, mesmo!
E tem um cheiro suave de flores do campo,
e passa por mim, assim, tão tranquila.
A Vida é boa, honesta, eu diria até, "vivida".
Isso! E até misteriosa.
Às vezes ela me convida a trabalhar mais,
e às vezes ela prefere me chamar para não fazer nada.
Ela tem senso de humor, essa danada dessa Vida;
de vez em quando dou umas boas gargalhadas!
Ninguém imagina a Vida assim, desse jeito,
tão descontraída.
Nem sempre a Vida está no melhor dos seus dias.
A Vida também sofre de TPM, acredite!
Ela vai de um pico a outro em um milésimo de segundo!
Às vezes até sobra para mim...
Essa Vida... todo dia ela passa por mim,
e todo dia ela sorri e me convida para ser como ela.
Todo instante ela pede para que eu não a ignore;
a Vida também sofre de carência... pudera!
Mas é verdade, toda vez que ando por aí eu a vejo,
solta como o vento, suave como a fragrância das flores,
severa como o trovão, grata como a amiga mais íntima,
e alegre, sempre alegre, por me ver todos os dias.
Ela é bonita; melhor, linda. Linda, mesmo!
E tem um cheiro suave de flores do campo,
e passa por mim, assim, tão tranquila.
A Vida é boa, honesta, eu diria até, "vivida".
Isso! E até misteriosa.
Às vezes ela me convida a trabalhar mais,
e às vezes ela prefere me chamar para não fazer nada.
Ela tem senso de humor, essa danada dessa Vida;
de vez em quando dou umas boas gargalhadas!
Ninguém imagina a Vida assim, desse jeito,
tão descontraída.
Nem sempre a Vida está no melhor dos seus dias.
A Vida também sofre de TPM, acredite!
Ela vai de um pico a outro em um milésimo de segundo!
Às vezes até sobra para mim...
Essa Vida... todo dia ela passa por mim,
e todo dia ela sorri e me convida para ser como ela.
Todo instante ela pede para que eu não a ignore;
a Vida também sofre de carência... pudera!
Mas é verdade, toda vez que ando por aí eu a vejo,
solta como o vento, suave como a fragrância das flores,
severa como o trovão, grata como a amiga mais íntima,
e alegre, sempre alegre, por me ver todos os dias.
Raízes
Algo me prende.
Raízes...
me enclausura:
teias...
trama contra mim,
captura.
A trama da teia
enreda na veia,
anestesia a ideia.
As raízes e os neurônios
embaraçam -
ondas cerebrais
com ondas do mar.
Enraizar a segurança...
Ramificar o crescimento;
Tecer a trama da vida.
Raízes...
me enclausura:
teias...
trama contra mim,
captura.
A trama da teia
enreda na veia,
anestesia a ideia.
As raízes e os neurônios
embaraçam -
ondas cerebrais
com ondas do mar.
Enraizar a segurança...
Ramificar o crescimento;
Tecer a trama da vida.
O Título do Blog
Realizar qualquer projeto é difícil, já que exige iniciativas que a dúvida trata de podar. Antes de agir é preciso dedicação e planejamento para que alcancemos nossas metas. Contudo, para começar a caminhada incerta é realmente inevitável dar o primeiro passo.
Desde que o sonho de me tornar, de fato, escritora, passou da área onírica para a da captação de recursos e realização, foi essencial prosseguir em uma jornada de 17 anos lendo, escrevendo, lendo e reescrevendo. Como toda atividade paralela ao compromisso de se autossustentar financeiramente, empregando excelência em responsabilidade na tarefa da qual se depende para sobreviver, diversas vezes o sonho foi interrompido, substituído pela necessidade de manter os pés bem fixos ao chão, enraizados de tal forma que não se pudesse voar.
Entretanto, esquecer do sonho, jamais. Por quê? Porque antes mesmo de escrever eu já criava. Desde os cinco anos, as histórias já fizeram parte de minha vida. Ou seja, existo somente porque Deus me permitiu a condição de criar.
A ideia do blog nasceu do desejo de desengavetar os textos para que sejam lidos e criticados, pois é a única maneira para o pleno desenvolvimento da arte de escrever. Quanto à denominação arcaica do blog - Edilene e sua Máquina de Escrever, o significado vai muito além do evocado pelos termos; mais do que uma máquina de datilografia, Máquina de Escrever trata-se do instrumento utilizado no momento para expressar o potencial criativo e também uma homenagem a minha amiga Paula Ribeiro, que sugeriu o título e sempre foi uma grande incentivadora.
Davi - Histórias Bíblicas – Adaptação Alpha 2007
Davi
Davi era um jovem pastor de ovelhas. Todas as
manhãs, ele cuidava das ovelhas de seu pai. Bem cedinho as levava para o pasto
para se alimentarem e beberem água. Além disso, cuidava para que os animais
ferozes ficassem bem longe delas!
Davi tocava harpa no meio do campo. Cantava o
senhor é meu pastor, nada me faltará.
Davi estava sempre contente, apesar de passar o
dia inteiro sozinho no campo, porque sabia que Deus estava o tempo todo cuidando
dele, pois Deus está em todo lugar.
Um dia, um leão atacou uma ovelha e Davi matou
o leão. Não sentiu medo, porque confiou que Deus o protegeria.
Davi cuidou da ovelha até que sarasse, usou um
bálsamo para curar as feridas.
Certo dia, o pai de Davi chamado Jessé recebeu
a visita de Samuel, um homem com barba branca e comprida, já velho, um bom
servo de Deus. Deus havia mandado Samuel revelar que um dos filhos de Jessé se
tornaria rei de Israel.
Jessé tinha oito filhos que Samuel viu um a um,
até o último que era Davi. Então, ungiu Davi com azeite precioso com ótimo
perfume dentro de um chifre oco de boi.
Davi achou estranho que Deus o houvesse
escolhido para ser rei, logo ele, um simples pastor de ovelhas, mas acreditou
porque sabia que Deus sempre cumpria o que prometia.
DAVI DEVE IR AO PALÁCIO DO REI
Na história da semana passada, conhecemos
Davi, que mesmo jovem, se mostrava muito firme em sua fé em Deus. Também vimos
que Samuel, enviado por Deus, revelou que Davi será rei do povo de Israel no
lugar do rei Saul.
Hoje, vamos continuar a história,
acompanhando mais um pouquinho sobre a vida de Davi.
Vocês lembram que falamos sobre o rei Saul,
não lembram? Ele vivia num e-nor-me palácio, e lá estava ele, sentado em uma
linda cadeira de ouro, que era seu trono. Ele se vestia com roupas caras, usava
uma coroa tão pesada, tinha de tudo, nada, nadinha mesmo, lhe faltava. Ele até
tinha uma porção de empregados, que satisfaziam todas as vontades do rei.
Assim, se o rei tinha vontade de comer batata-frita, ele apenas dizia: “Tragam
uma boa porção de batata-frita para mim, e tem que ser rápido-ligeiro, que
minha vontade não pode esperar!”
Era até engraçado um homem daquele tamanho
ficar mandando e desmandando do jeito que lhe desse na cabeça.
Outro dia, ele quis comer um hambúrguer do
Mc Donald’s com refrigerante. Os empregados dele tiveram que improvisar, porque
nem conheciam o tal hambúrguer. Esse rei...
Só que, apesar de ter de tudo, o rei Saul
andava estressado, uma pilha de nervos, estava entrando em parafuso. Imaginem
que ele ficava tão zangado, mas tão zangado, que gritava com todo mundo,
quebrava objetos, louças, rasgava cortinas, ameaçava colocar todo mundo no olho
da rua.
E sabem por que motivo ele estava daquele
jeito?
Vocês lembram do Samuel, aquele que disse a
Davi que ele vai ser rei? Então, o Samuel foi lá no palácio real e contou a
Saul que Deus havia dito que Saul não será rei por muito mais tempo e que um
outro rei governará Israel. Só que Samuel guardou segredo que Davi será
coroado, pois bem sabia que Saul iria ficar bem nervosinho...
E não deu outra. O rei Saul sentiu raiva do
outro que seria rei em seu lugar. Apesar de Saul não obedecer mais a Deus, ele
sabia que Deus cumpriria a promessa, mais cedo ou mais tarde. Aí o Saul começou
a sofrer por antecipação e em vez de pedir perdão a Deus, ficou ainda mais
desobediente, revoltado, orgulhoso e mandão. Não deixava mais ninguém em paz!
Além disso, o rei Saul queria que seu
filho, que se chamava Jônatas, fosse rei e não o que Deus escolhera.
Apesar de todas as coisas ruins que o rei
estava aprontando, os empregados sentiam pena dele, porque sabiam que Deus não
estava mais em seu coração, e no lugar havia muita maldade. Aí eles tiveram uma
idéia. Resolveram sugerir que o rei Saul contratasse uma pessoa para tocar para
ele e, quem sabe, a música aliviasse a sua tensão.
“É uma ótima idéia!”, falou Saul.
Agora adivinhem quem foi tocar para o rei
Saul? Isso mesmo! Davi!
Os empregados do rei foram rapidinho buscar
Davi antes que Saul mudasse de idéia, pois conheciam a boa música que Davi
tocava na harpa. Apostaram que depois que Davi tocasse, o rei Saul melhoraria.
Davi então chegou de mansinho no palácio
com sua harpa e olhou para o rei, que zanzava batendo os pés e gritava. Saul
estava com uma cara de poucos amigos, ranzinza, com o humor péssimo. Eu, no
lugar de Davi, iria dar meia-volta e sair de fininho, para não sobrar pra mim.
Eu, hein!
Mas Davi, que já tinha enfrentado um leão
maior do que ele, não tinha medo de cara feia, não!
Começou a tocar sua harpa e a música suave
se propagou pelo palácio. O rei Saul se aproximou de Davi e ficou bem calmo.
Sentou em seu trono e continuou ouvindo a música. Parou até de pensar naquele
outro, que mais tarde iria ser rei.
O rei se sentiu melhor. Havia se curado com
a música da harpa e começou a gostar de Davi, achando que era um bom rapaz.
Também quis que Davi ficasse sempre com ele no palácio.
Mas se o Saul soubesse...
DAVI E O GIGANTE GOLIAS
Um dia, aconteceu uma guerra em Israel.
Guerra quer dizer que existe alguém de
mau, alguém que não concorda com as coisas que acontecem, e para resolver as
desavenças briga pra valer. Foi o que aconteceu em Israel na época que o rei
Saul governava aquele país. Umas pessoas muito más, que se chamavam filisteus e
que não gostavam do jeito de viver do povo de Israel, invadiram o país para
roubar as ovelhas, o trigo e, além de tudo, fazer o povo de Israel de escravos!
Invasor é uma pessoa que não tem respeito
por aquilo que pertence a outra pessoa e entra em um lugar sem ser convidado.
Além de ser super mal-educado, um invasor não pensa em fazer o melhor para as
pessoas, ao contrário, tem intenção de tomar tudo para si.
O rei Saul, então, juntou todos os seus
mais fortes e mais valentes soldados e foi até o acampamento dos filisteus. Só
que ele não conseguiu expulsá-los, porque havia um homem enorme, do tamanho de
uma árvore, forte, malvado e bem bravo, que metia medo em todos os soldados do
rei Saul. Esse soldado tão temido se chamava Golias.
Golias estava bem preparado para a batalha:
ele tinha uma lança, uma faca grande dependurada na cintura, vestia uma couraça
(tipo um colete à prova de balas) e usava um capacete de cobre. Golias zombava
de todo mundo, pois todos tremiam de medo quando o viam.
E Davi, onde é que ele tinha se metido?
Pois até três de seus irmãos eram soldados.
Davi estava em casa ajudando seu pai a
tomar conta de tudo enquanto os irmãos estavam na frente de batalha. Aí ele
recebeu do pai uma importante tarefa, que era levar pão e trigo para os
soldados.
Quando chegou no acampamento dos soldados,
Davi conheceu o malvado Golias e sentiu uma raiva dele! Também, o grandalhão
zombava de todo mundo, e o que era pior! Praguejava e zombava de Deus! Ah, isso
Davi não podia aceitar de jeito nenhum! O tal gigante não tinha o direito de
cometer tamanha injustiça.
Então, Davi decidiu ir falar com o rei
Saul. Os soldados acharam graça de Davi. Ora, um indefeso pastorzinho... Ele ia
virar pudim, o pobre coitado! Mas Davi tanto insistiu, que conseguiu convencer
Saul que desejava lutar com Golias. Saul entregou-lhe uma espada, vestiu uma
couraça de ferro e colocou na cabeça do pastorzinho o capacete de cobre.
Entretanto, aquela parafernalha era tão pesada que Davi tratou de tirar tudo.
Ora, ele tinha certeza de que Deus iria ajudá-lo a derrotar o gigante, pois já
ajudara a matar o leão.
Que pastorzinho resolvido esse nosso Davi!
Acreditam que ele levou somente a vara e uma arma parecida com um estilingue?
Eu fiquei de cara! Eu tinha medo até do mau humor do rei Saul, imaginem se eu
iria arriscar a minha pele lutando contra um homem maior do que eu? Eu, hein!
Mas o Davi não era de correr da briga, não! Muito pelo contrário. Ele começou a
andar na direção de Golias e eu só fechei meus olhos...
Coitado do Davi! Aquele gigante malvado vai
acabar com ele!
Aí, eu ganhei um pouquinho de coragem e
olhei o que iria acontecer. Davi ajuntou cinco pedras e guardou-as no bolso. “O
que esse rapaz pensa que vai fazer?”, eu pensei.
O gigante veio com tudo pra cima de Davi,
só que antes que pudesse arremessar sua lança, Davi tinha colocado uma pedra no
estilingue, mirou e atirou. A pedra acertou em cheio bem no meio da testa do
tal gigante. Bem feito! Quem mandou zombar de Deus? Precisava de uma boa lição.
Quando o gigante caiu no chão, o solo
estremeceu feito um terremoto. É porque o gigante, além de malvado, era guloso,
e estava bem obeso...
Em seguida, Davi correu e cortou a cabeça
de Golias e assim, provou que Deus estava mesmo junto com ele.
Ah! E o resto dos filisteus?
Eles se apavoraram e deram no pé, pois não
queriam morrer como Golias. Os soldados de Saul gritavam vivas para Davi e
trataram de expulsar os invasores.
Saul ficou tão agradecido e resolveu que
Davi seria chefe dos soldados. Jônatas, filho de Saul, era muito amigo de Davi
e lhe deu de presente sua capa, sua espada, seu arco e seu cinto de estimação.
Davi estava contente, porque o rei gostava
dele, porque era amigo do príncipe e, melhor de tudo, era amigo de Deus. Por
isso teve coragem para enfrentar Golias: por causa de sua fé.
A lança e a moringa
O rei Saul não aprende, mesmo! Já se
esqueceu que Davi o havia ensinado a amar os inimigos e deixou que a inveja
tomasse conta dele de novo. Voltou a perseguir Davi, e certo dia, depois de
tanto procurar, seus soldados armaram a tenda e ficaram do lado de fora,
vigiando.
O rei Saul, lógico, se acomodou dentro da
tenda, fincou a lança no chão ao seu lado e deixou a moringa com água para
beber durante a noite. Não passou muito tempo e todos estavam roncando, até os
soldados.
Estava bem escuro, quando Davi e seu amigo
Abisai se aproximaram cautelosamente da tenda. Abisai quis aproveitar para dar
cabo do malvado e invejoso rei, mas Davi não permitiu. Em vez disso, Davi e
Abisai levaram a lança e a moringa junto com eles.
Esperaram amanhecer e então Davi chamou bem
alto por Saul. O rei envergonhou-se mais uma vez, porque viu que Davi era, de
fato, um bom homem e quis fazer as pazes, convidando Davi para voltar para o
palácio.
Davi, porém, que não era bobo nem nada, não
aceitou o convite, porque sabia que Saul esqueceria facilmente a lição
aprendida. Devolveu a lança e a moringa e foi embora para uma terra bem
distante.
Davi torna-se rei
Davi morava em uma terra bem distante, mas soube que os
filisteus provocaram uma guerra quando novamente invadiram Israel. Saul e
Jônatas morreram no combate e Davi, quando recebeu a notícia, ficou muito
triste e não conseguiu comer nem beber. Chorou o dia inteiro, porque gostava do
rei Saul e de Jônatas, seu amigo.
Mas aí aconteceu uma coisa maravilhosa!
Deus cumpriu a promessa que fez quando Davi ainda era um
pastorzinho e depois de tanto tempo, Davi tornou-se rei.
Ele ficou muito feliz e agradecido. Era um rei bondoso e justo,
porque obedecia sempre a Deus. Então compôs um hino de agradecimento: “Deus é o
meu pastor, nada me faltará.”
Todos os servos o escutavam e no céu também Deus escutava, como
nos campos de Belém.
Davi torna-se rei
Davi estava morando em um lugar muito distante, porque não
queria mais se arriscar a encontrar Saul.
Mas um dia, Davi recebeu uma notícia muito triste.
Ele soube que Israel estava novamente em guerra, que o lugar
onde Davi morava estava sendo atacado e destruído pelos filisteus. Os invasores
estavam muito armados e com grande número de homens e cavalos. Eles tinham de
tudo: arcos e flechas com fogo, catapultas, lanças, espadas. Mais do que isso,
possuíam homens fortes e maus, que queriam tomar posse das terras de Israel,
roubar a comida e escravizar o povo.
Se fosse hoje em dia, seria uma catástrofe, pois as armas são
muito mais poderosas e mortais. As bombas, granadas, metralhadoras, canhões,
mísseis, torpedos, tanques de guerra, destruiriam milhares de pessoas.
O rei Saul e seu filho Jônatas precisaram juntar todos os
soldados do país e lutar com muita coragem para vencer a guerra. Eles conseguiram
expulsar os invasores, mas aconteceu uma coisa muito triste: eles morrreram.
O rei Saul havia sido castigado por toda a sua maldade e Davi
então não precisava mais morar naquela terra tão distante, pois agora não havia
mais ninguém para persegui-lo.
Só que Davi não se alegrou nada com aquela notícia. Ele sofreu
muito com a morte do rei Saul e mais ainda pela morte de seu amigo Jônatas. Sua
tristeza era tão grande, tão grande, que cortava o coração. Coitado! Ele
preferiu ficar sozinho e chorar. Não conseguiu comer nem beber durante o dia
inteiro. Ele ficou realmente arrasado. Quando anoiteceu, ele tocou na harpa uma
música muito triste em homenagem ao seu amigo.
Esse dia foi muito triste. Mas chegou um dia muito alegre.
Fazia muito tempo, quando Davi era apenas um pastor de ovelhas,
Samuel viera lhe dizer que Deus o havia escolhido para ser rei. E as promessas
que Deus faz são sempre cumpridas, sem dúvida nenhuma. Pode demorar, mas Deus
nunca esquece.
Davi voltou para Israel, que perdera seu rei Saul na guerra e
então Davi foi aclamado rei. O povo o elegeu, porque confiava em Davi, sabia
que era um homem que obedecia a Deus e queria o bem de todos.
Davi foi coroado rei e muito aplaudido. O povo dizia
repetidamente: “Davi! Davi! Davi é o nosso rei!” Davi foi morar no palácio e se
tornou chefe de todo o país.
Ele estava feliz e muito agradecido por Deus ter confiado a ele
um cargo tão importante. Sabia que teria muito trabalho, pois daquele momento
em diante liderava homens e tinha uma grande responsabilidade. Nunca se
esqueceu de que um dia fora um simples pastorzinho e queria fazer tudo certo,
tudo como Deus mandava, porque Davi amava muito a Deus.
Davi sempre pensava como Deus sempre o protegera e então pegava
a harpa e tocava e cantava como antigamente no campo: “O Senhor é meu pastor e
nada me faltará.”
Seus servos escutavam em silêncio o belo hino e agradeciam,
porque Deus lhes havia dado um rei bondoso e justo. E Deus também os escutava.
Fada-Madrinha
Era uma vez uma princesa chamada Edilene e um
príncipe chamado Márcio. Eles viviam felizes em seu lindo e bem administrado
reino. Seus súditos adoravam-nos, pois estes eram muito amorosos com todas as
pessoas e tratavam a todos com igualdade.
Certo dia, o reino
de Márcio e Edilene foi atingido por uma devastadora tempestade e um furacão
destruiu o castelo. O príncipe foi arrastado para longe por um violento ciclone
e a princesa ficou à mercê de um destino imprevisível.
Desolada, a princesa
resolveu recomeçar a vida em uma cidade muito distante chamada Joinville.
Omitiu ter sido uma princesa e passou a ganhar o próprio sustento trabalhando
em uma fábrica da região. A pobre princesa que antes cuidava de leves afazeres
domésticos e dos seus delicados bordados, crochês, pinturas e literatura,
via-se agora com a necessidade de sobreviver em um ambiente hostil, rude.
Trabalhava em uma máquina que todos os dias vazava óleo em abundância. A
princesa, entretanto, tinha o objetivo de reencontrar o seu amado príncipe,
razão que fazia com que ela levasse o trabalho a sério.
Mesmo que todos os
dias precisasse fazer curativos em suas frágeis mãozinhas e lavar suas roupas
extremamente sujas de óleo, mantinha a firme esperança de mudar de vida e
recuperar sua autoestima abalada pela ausência de seu amado.
Após dois anos
trabalhando na produção daquela fábrica que a acolhera, a saúde da princesa
ficou debilitada. Seu precário estado emocional era visível e ela foi tomada
por muitas dúvidas. Sua fé também enfraquecera. Chorava todos os dias depois do
trabalho e não se sentia motivada a continuar vivendo. Sobretudo, a falta de
notícias do príncipe decepcionava-a profundamente.
Porém, como a princesa
colaborava com a administração de seu reino e muitas atividades eram atribuídas
a ela, tinha muita experiência no campo burocrático e da comunicação.
Naturalmente, quando sua máquina quebrava, para agilizar o conserto, telefonava
para a central de atendimento e abria uma ordem de serviço. Assim, ficou
conhecida pelos atendentes, pois era extremamente educada e cordial.
Certo dia, enquanto
a princesa limpava o equipamento no qual trabalhava, apareceu Magali, que se
apresentou como Fada-Madrinha. Apareceu vestida de bondade, envolta em um raio
de esperança. Embaraçada por estar suja de óleo, graxa, suor e possuir
hematomas nos braços e pernas, a princesa escutou-a com atenção. A
fada-madrinha Magali trouxera novo ânimo e, a um passe de mágica movimentando
seu rádio de condão, um facho de estrelas transformou a princesa em uma
atendente da central.
A princesa,
revigorada, agradeceu ao pai do céu por ter enviado um anjo em forma de
Fada-Madrinha. Com a presença constante de sua Fada-Madrinha Magali, a princesa
Edilene adquiriu conhecimentos indispensáveis à realização de suas atividades. Executou
um bom trabalho e foi reconhecida como uma boa atendente da central.
Agora, munida de
novos meios de comunicação, passou a fazer uma busca para localizar seu amado. A
saudade de sua terra natal sensibilizava profundamente a princesa, entretanto,
proporcionava motivação para que ela planejasse como reconstruir seu reino. Mesmo
assim, passaram-se anos sem que a ela obtivesse notícias do príncipe.
A Fada-Madrinha
percebera a prostração da princesa e, ao conhecer o sofrimento que avassalava
seu sensível coração, realizou uma varredura de todos os continentes por meio
da internet. Acionou equipes de busca em todos os países, cidades e vilarejos.
Apesar de todas as tentativas, o príncipe não foi encontrado.
Contudo, a princesa
não se deixava abater. Sentia que seu amado continuava vivo e acreditava na
pureza de seu coração.
Não conformada com o
fracasso das buscas, a Fada-Madrinha resolveu mudar a estratégia de suas
investigações. Procurara em todos os lugares existentes no planeta, mas não
chegara a mais evidente das conclusões: a procura necessitava de um toque
mágico. A mão de Deus.
Acionada a
ferramenta essencial, o momento de encontro aconteceu. Após anos de separação,
o príncipe Márcio foi encontrado. Ele voltara ao reino devastado e trabalhara
arduamente para reconstruí-lo. Concomitantemente, procurou a esposa amada, que
preenchia inteiramente seu viver.
Magali, novamente
envolta em um raio de bondade, transportou a princesa até o reino e presenciou,
com enorme felicidade, a união do casal. Discretamente se retirou para viajar
de volta a sua cidade, acompanhada de longe pelos acenos agradecidos de Márcio
e Edilene.
A Estrela Esperança
Chego ao denso arvoredo
e escalo íngreme penedo;
vejo tremular estrela brilhante
como centelha no horizonte.
De arco-íris, inocente, brinca
sob o índigo firmamento;
minha alma, em reavivamento,
sente como brilha ainda mais linda.
Pontilhando o universo
Surge bela constelação;
Admirada, com Deus converso,
reacendo a luz do coração.
Por meio da estrela o Criador
diante do brilho incandescente:
filha, não sinta mais dor.
Com vigor o anoitecer atravessa
Mostra que a esperança nunca cessa;
Madruga junto com o alvorecer.
Revigorada, da rocha desço,
da bela estrela me despeço,
e vou com o Pai novamente em meu ser.
TEMPO DE FUGA - SINOPSE
Arlete, uma jovem professora, e Ingrid, mulher arrogante e de caráter duvidoso, tornam-se reféns em um assalto a banco e são sequestradas pela quadrilha de Juarez. Tendo a morte como alternativa, elas são levadas para a favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, onde passam a viver sob constante vigilância.
Enfrentam circunstâncias perigosas, mas não deixam de sonhar com o retorno para o seu verdadeiro lar. O que não imaginam é que a Polícia Federal está à espreita e a libertação delas depende da captura do chefe do tráfico.
Enquanto aguardam o momento oportuno para escapar das mãos dos sequestradores, Arlete é estimulada a lecionar para alguns estudantes da vizinhança e Ingrid colabora com a organização de uma pequena sala de aula. Entretanto, o tempo de fuga pode acontecer a qualquer momento e elas terão que deixar tudo para trás.
Enquanto aguardam o momento oportuno para escapar das mãos dos sequestradores, Arlete é estimulada a lecionar para alguns estudantes da vizinhança e Ingrid colabora com a organização de uma pequena sala de aula. Entretanto, o tempo de fuga pode acontecer a qualquer momento e elas terão que deixar tudo para trás.
Poesia - CONFIGURAÇÃO EXCLUSIVA
Eu não sonhava com você
e nem esperava te encontrar.
Queria apenas conhecer
instantes de insensatez
e soprar minha embriaguez.
Sua presença, censura,
De descompasso causador,
seus gestos, doçura,
meu coração encheu de amor.
Na configuração exclusiva do meu ser
você vem e se mistura.
Sua face desvanece,
temo te perder,
porque sua dignidade é minha cura.
E eu te procuro a cada alvorecer,
você, um sonho que me acorda,
a felicidade de viver,
Poesia - GPS DA PAIXÃO
quando eu me sinto perdido.
Abro um livro e vejo palavras
voando em minha direção.
As palavras procuram abrigo
e penetram no meu coração.
Mesmo assim, as investigo
pra saber o que encerrarão.
Há palavras, só palavras
que seu destino não alcançam.
Há palavras, só palavras
dentro do meu coração.
Continuo desnorteado,
sem saber onde te procurar;
pelas palavras, desorientado,
sinto vontade de te amar.
Um instante de hesitação,
porém, preciso te encontrar,
Saber de ti, minha ilusão,
Te descobrir, te abraçar.
Então sem demora eu ligo
o GPS da paixão,
me comunico contigo
e te encontro, meu coração.
Há palavras, só palavras
que querem te encontrar.
Há palavras, tantas palavras
minha bússola é seu coração.
Poesia - EM DEFESA
Seus olhos, indiscretos, me perscrutavam,
buscavam respostas na minha essência;
seu olhar penetrante me envaidecia,
minha alma solitária invadia.
Tentei ignorar o que seus olhos imaginavam,
quis fugir de você e me esconder,
refugiar-me em minha verdade constante,
mas, nem que eu quisesse, te esqueceria.
Veja só o que você fez comigo:
Deixou-me indefesa,
oscilou minha certeza,
e agora corro em defesa
do que acredito e sigo.
Continuou olhando atentamente,
e eu, sem graça e com pudor,
com voz sumida respondi presente,
e você me olhou com ardor.
Coragem não lhe faltava
para dizer do que gostava:
dos meus olhos que transmitem doçura,
Poesia - BRUMAS DA SEDUÇÃO
Acabo caindo num irrefletido engano
quando seu elogio minha alma abranda;
diante do semblante serenado,
faz-me esquecer a vida que anda.
Seu olhar incide sobre mim
com tão doce e sincera ilusão,
e eu me envolvo, enfim,
nas brumas de sua sedução.
Sigo você nervosamente
na caminhada ofegante;
ouço o que diz meu coração
e desatenta, perco a direção.
Confesso, contrariada,
das virtudes, abalada,
dos princípios que não troco:
espero te rever, mas não posso.
Ilusão de alguém que agora flutua
nas carícias lânguidas da aurora
e na velocidade da luz em alta hora
parte do aposento para a lua.
Não me é permitido te amar,
declarar-me nem pensar!
devo afastar-me do seu encanto,
mesmo que em sentido pranto.
Perder-me assim não devo mais,
iludir-me em sonhos, jamais!
pois você apareceu e já passou,
Poesia - ENIGMA DE UMA EMOÇÃO
Achei que fosse brincadeira,
mas você apareceu
do jeito que prometera.
Meus olhos, das órbitas
quase fora,
minhas pernas enterneceram.
Pensei um segundo: E agora?
Que coisa é essa,
de querer agir depressa,
te impedir, que é o certo,
fingir que não me interessa?
Quando te avistei,
fechei o coração
já comprometido.
À sua aproximação
me retraí
e estendi a mão.
Queria conversar contigo,
Mostrar minha alma,
Em teu semblante serenar,
buscando abrigo.
Postura indigna,
O correto é esquecer,
Mas quanto bem faz
a lembrança
deste doce enigma.
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