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Joinville, Santa Catarina, Brazil

Prepare-se para o "sim"


No altar, durante a celebração de seu casamento, responda sim, com convicção.
 - Você promete amá-lo(a) e respeitá-lo(a) quando advirem as doenças, porque na saúde é muito fácil amar alguém?
- Você promete amá-lo(a) e respeitá-lo(a) quando a pobreza bater à sua porta, porque é muito mais fácil amar alguém quando as suas contas estão em dia e a prosperidade está sempre à sua volta?
- Você promete amá-lo(a) e respeitá-lo(a) mesmo nos dias mais tristes, depressivos e desmotivadores, porque quando você e ele(a) estão alegres tudo é encarado como uma grande festa?
- Você promete amá-lo(a) e respeitá-lo(a) quando ele(a) discordar de você, porque tudo é muito simples quando seu(sua) companheiro(a) aceita tudo o que você faz ou diz?

O Sorriso da Alegria

Muitas vezes a Alegria passa pertinho de nós, e nem nos damos conta. Às vezes ela vem disfarçada de esperança, às vezes de sucesso. Quantas páginas de livro a Alegria renderia! Encaixaria perfeitamente em muitas crônicas, fecharia inúmeros romances e quanta felicidade marcaria os contos infantis!

Ontem mesmo, a Alegria se aproximou de mim. Pareceu que ela queria dizer alguma coisa, mas ela apenas sorriu. E sorriso da Alegria é sincero e contagiante. Se ela sorri, não devolvemos o sorriso por educação; iluminamos nosso semblante e vibramos interiormente! Afinal, Alegria é visita ilustríssima em nosso lar.

Hoje eu procurei por ela o dia inteiro. Encontrei a Alegria na hora de cozinhar; ela veio com bastante apetite e até me parabenizou pelo aroma e pelo sabor da comida; depois, encontrei a Alegria quando arrumei a cama e passei aspirador na casa; a Alegria fez sinal de "legal!" e eu sorri; continuei procurando a Alegria, porque ela deve ser nossa companheira inseparável, e a encontrei enquanto esfregava o vaso sanitário. Novamente ela nada falou, apenas transmitiu a mensagem de que estava ao meu lado.

A companhia da Alegria não deve ser desperdiçada. Nós somos a mão, e a Alegria, a luva.  



ENGRENAGEM DO CRIME





A sua cidade está segura? Você tem certeza de que, na­ sua vizinhança, há pessoas idôneas? E quando você tem um grande sonho e sua família não apoia? E se um filho seu se envolve com drogas? Ou você ama uma pessoa que age com violência contra você? Quando menos você esperar, alguém poderá destruir a sua tranquilidade, armando uma verdadeira, completa e destrutiva engrenagem do crime.

Carla da Silva é uma mulher independente, proprietária de casa e vida próprias. É solteira, vive do trabalho em uma indústria e está feliz, porém, tem uma grande ambição: escrever uma história real, com personagens baseados em pessoas de carne e osso que lhe sirvam de inspiração, e com uma narrativa desta natureza, alcançar milhões de pessoas com os mesmos problemas, sonhos, dificuldades e aspirações.

Sua natural curiosidade levou-a a conhecer Estéfanie, vocalista de uma banda que almejava cantar profissionalmente. Depois vieram Vinícius, Peter e Eduardo, que juntamente com Estéfanie, encararam o desafio de se projetarem no meio artístico. Carla conheceu, porém, as dificuldades que a cantora enfrentava com seus pais, que reprovavam seus sonhos.

Investigando, Carla descobriu em Peter um adolescente presunçoso, que continuava na banda devido a sua paixão pela cantora; e em Eduardo, um talento nato para a música. Já em Vinícius ela encontrou um garoto rebelde, que vivia se metendo em encrenca.

A intenção de Carla era de, simplesmente, narrar a vida dos quatro adolescentes, entretanto, ela foi sugada para um labirinto de perigos, principalmente ao se defrontar com Ivo, um homem misterioso, que projetava um cruel plano com Vera¸ contra os habitantes da cidade de Joinville. A parceria que eles mantinham com Afonso, um funcionário público que lhes garantia informações confidenciais sobre a prefeitura, aterrorizou Carla que, àquela altura, já estava totalmente enredada nas ocorrências.

Não demorou para que Carla chegasse a Ricardo, fundador e mantenedor de uma clínica para tratamento de dependentes químicos. Enquanto sua clínica sofria ameaças, Ricardo conhecia e se tornava amigo de Ângela, que por sua vez, era casada com Alberto, que se revoltava com acusações injustas e, consequente, abalava o próprio casamento.

Carla tentou libertar-se daqueles casos em que embarcara imprudentemente, contudo, seu envolvimento prosseguia quando soube que Castro, capitão da polícia militar responsável pelo departamento de investigação criminal em Joinville e sua equipe formada por César e, nada mais nada menos que Vera (!), investigavam três casos: o roubo de uma planta – o mapeamento da tubulação de gás natural na cidade; a ameaça à clínica de recuperação de dependentes químicos de Ricardo, e um caso que envolvia um assalto à indústria de explosivos, onde Alberto exercia a função de vendedor.

Ao mesmo tempo em que Carla tentava entrevistar os integrantes da banda e se esforçava para não penetrar mais profundamente naquela teia de crimes, conheceu Vanessa em um pronto-socorro, uma jovem que vinha sendo agredida fisicamente pelo marido Pedro, e a quem amava, apesar de tudo, fato que indignou Carla e intrigou ao mesmo tempo.

Embora Carla tivesse plena consciência da trama em que estava abarcando, ela não teve mais chance de escapar de seu pior inimigo: a aguçada curiosidade. Fortemente armada com uma percepção sagaz e uma memória invejável, além de suas inseparáveis agendas e canetas, perscrutou todas as evidências sob vários ângulos para alcançar as desejadas revelações.

Descanso

A Luz encontra o Dia,
e encobre a Sombra da Tristeza
sob um véu de Pureza.
Eterniza um momento e encontra
algo de valor, grande como o Sol,
vigoroso como o Amor,
encantador como a Natureza.
E em seu esplendor o arrebol
demarca a paisagem incandescente,
que cativa e anuncia que mais um dia
termina para outro recomeçar.
E a Luz, puríssima, vem do céu,
para trazer a Paz tão almejada,
abençoada pelo Criador.

A Vida

Quando ando por aí, vejo a Vida passar por mim.
Ela é bonita; melhor, linda. Linda, mesmo!
E tem um cheiro suave de flores do campo,
e passa por mim, assim, tão tranquila.

A Vida é boa, honesta, eu diria até, "vivida".
Isso! E até misteriosa.
Às vezes ela me convida a trabalhar mais,
e às vezes ela prefere me chamar para não fazer nada.

Ela tem senso de humor, essa danada dessa Vida;
de vez em quando dou umas boas gargalhadas!
Ninguém imagina a Vida assim, desse jeito,
tão descontraída.

Nem sempre a Vida está no melhor dos seus dias.
A Vida também sofre de TPM, acredite!
Ela vai de um pico a outro em um milésimo de segundo!
Às vezes até sobra para mim...

Essa Vida... todo dia ela passa por mim,
e todo dia ela sorri e me convida para ser como ela.
Todo instante ela pede para que eu não a ignore;
a Vida também sofre de carência... pudera!

Mas é verdade, toda vez que ando por aí eu a vejo,
solta como o vento, suave como a fragrância das flores,
severa como o trovão, grata como a amiga mais íntima,
e alegre, sempre alegre, por me ver todos os dias.

Raízes

Algo me prende.
Raízes...
me enclausura:
teias...
trama contra mim,
captura.

A trama da teia
enreda na veia,
anestesia a ideia.
As raízes e os neurônios
embaraçam -
ondas cerebrais
com ondas do mar.

Enraizar a segurança...
Ramificar o crescimento;
Tecer a trama da vida.

O Título do Blog

     

         Realizar qualquer projeto é difícil, já que exige iniciativas que a dúvida trata de podar. Antes de agir é preciso dedicação e planejamento para que alcancemos nossas metas. Contudo, para começar a caminhada incerta é realmente inevitável dar o primeiro passo.

      Desde que o sonho de me tornar, de fato, escritora, passou da área onírica para a da captação de recursos e realização, foi essencial prosseguir em uma jornada de 17 anos lendo, escrevendo, lendo e reescrevendo. Como toda atividade paralela ao compromisso de se autossustentar financeiramente, empregando excelência em responsabilidade na tarefa da qual se depende para sobreviver, diversas vezes o sonho foi interrompido, substituído pela necessidade de manter os pés bem fixos ao chão, enraizados de tal forma que não se pudesse voar.

     Entretanto, esquecer do sonho, jamais. Por quê? Porque antes mesmo de escrever eu já criava. Desde os cinco anos, as histórias já fizeram parte de minha vida. Ou seja, existo somente porque Deus me permitiu a condição de criar.

     A ideia do blog nasceu do desejo de desengavetar os textos para que sejam lidos e criticados, pois é a única maneira para o pleno desenvolvimento da arte de escrever. Quanto à denominação arcaica do blog - Edilene e sua Máquina de Escrever, o significado vai muito além do evocado pelos termos; mais do que uma máquina de datilografia, Máquina de Escrever trata-se do instrumento utilizado no momento para expressar o potencial criativo e também uma homenagem a minha amiga Paula Ribeiro, que sugeriu o título e sempre foi uma grande incentivadora.

Davi - Histórias Bíblicas – Adaptação Alpha 2007

Davi

Davi era um jovem pastor de ovelhas. Todas as manhãs, ele cuidava das ovelhas de seu pai. Bem cedinho as levava para o pasto para se alimentarem e beberem água. Além disso, cuidava para que os animais ferozes ficassem bem longe delas!
Davi tocava harpa no meio do campo. Cantava o senhor é meu pastor, nada me faltará.
Davi estava sempre contente, apesar de passar o dia inteiro sozinho no campo, porque sabia que Deus estava o tempo todo cuidando dele, pois Deus está em todo lugar.
Um dia, um leão atacou uma ovelha e Davi matou o leão. Não sentiu medo, porque confiou que Deus o protegeria.
Davi cuidou da ovelha até que sarasse, usou um bálsamo para curar as feridas.
Certo dia, o pai de Davi chamado Jessé recebeu a visita de Samuel, um homem com barba branca e comprida, já velho, um bom servo de Deus. Deus havia mandado Samuel revelar que um dos filhos de Jessé se tornaria rei de Israel.
Jessé tinha oito filhos que Samuel viu um a um, até o último que era Davi. Então, ungiu Davi com azeite precioso com ótimo perfume dentro de um chifre oco de boi.
Davi achou estranho que Deus o houvesse escolhido para ser rei, logo ele, um simples pastor de ovelhas, mas acreditou porque sabia que Deus sempre cumpria o que prometia.

DAVI DEVE IR AO PALÁCIO DO REI

Na história da semana passada, conhecemos Davi, que mesmo jovem, se mostrava muito firme em sua fé em Deus. Também vimos que Samuel, enviado por Deus, revelou que Davi será rei do povo de Israel no lugar do rei Saul.
Hoje, vamos continuar a história, acompanhando mais um pouquinho sobre a vida de Davi.
Vocês lembram que falamos sobre o rei Saul, não lembram? Ele vivia num e-nor-me palácio, e lá estava ele, sentado em uma linda cadeira de ouro, que era seu trono. Ele se vestia com roupas caras, usava uma coroa tão pesada, tinha de tudo, nada, nadinha mesmo, lhe faltava. Ele até tinha uma porção de empregados, que satisfaziam todas as vontades do rei. Assim, se o rei tinha vontade de comer batata-frita, ele apenas dizia: “Tragam uma boa porção de batata-frita para mim, e tem que ser rápido-ligeiro, que minha vontade não pode esperar!
Era até engraçado um homem daquele tamanho ficar mandando e desmandando do jeito que lhe desse na cabeça.
Outro dia, ele quis comer um hambúrguer do Mc Donald’s com refrigerante. Os empregados dele tiveram que improvisar, porque nem conheciam o tal hambúrguer. Esse rei...
Só que, apesar de ter de tudo, o rei Saul andava estressado, uma pilha de nervos, estava entrando em parafuso. Imaginem que ele ficava tão zangado, mas tão zangado, que gritava com todo mundo, quebrava objetos, louças, rasgava cortinas, ameaçava colocar todo mundo no olho da rua.
E sabem por que motivo ele estava daquele jeito?
Vocês lembram do Samuel, aquele que disse a Davi que ele vai ser rei? Então, o Samuel foi lá no palácio real e contou a Saul que Deus havia dito que Saul não será rei por muito mais tempo e que um outro rei governará Israel. Só que Samuel guardou segredo que Davi será coroado, pois bem sabia que Saul iria ficar bem nervosinho...
E não deu outra. O rei Saul sentiu raiva do outro que seria rei em seu lugar. Apesar de Saul não obedecer mais a Deus, ele sabia que Deus cumpriria a promessa, mais cedo ou mais tarde. Aí o Saul começou a sofrer por antecipação e em vez de pedir perdão a Deus, ficou ainda mais desobediente, revoltado, orgulhoso e mandão. Não deixava mais ninguém em paz!
Além disso, o rei Saul queria que seu filho, que se chamava Jônatas, fosse rei e não o que Deus escolhera.
Apesar de todas as coisas ruins que o rei estava aprontando, os empregados sentiam pena dele, porque sabiam que Deus não estava mais em seu coração, e no lugar havia muita maldade. Aí eles tiveram uma idéia. Resolveram sugerir que o rei Saul contratasse uma pessoa para tocar para ele e, quem sabe, a música aliviasse a sua tensão.
É uma ótima idéia!”, falou Saul.
Agora adivinhem quem foi tocar para o rei Saul? Isso mesmo! Davi!
Os empregados do rei foram rapidinho buscar Davi antes que Saul mudasse de idéia, pois conheciam a boa música que Davi tocava na harpa. Apostaram que depois que Davi tocasse, o rei Saul melhoraria.
Davi então chegou de mansinho no palácio com sua harpa e olhou para o rei, que zanzava batendo os pés e gritava. Saul estava com uma cara de poucos amigos, ranzinza, com o humor péssimo. Eu, no lugar de Davi, iria dar meia-volta e sair de fininho, para não sobrar pra mim. Eu, hein!
Mas Davi, que já tinha enfrentado um leão maior do que ele, não tinha medo de cara feia, não!
Começou a tocar sua harpa e a música suave se propagou pelo palácio. O rei Saul se aproximou de Davi e ficou bem calmo. Sentou em seu trono e continuou ouvindo a música. Parou até de pensar naquele outro, que mais tarde iria ser rei.
O rei se sentiu melhor. Havia se curado com a música da harpa e começou a gostar de Davi, achando que era um bom rapaz. Também quis que Davi ficasse sempre com ele no palácio.
Mas se o Saul soubesse...

DAVI E O GIGANTE GOLIAS

Um dia, aconteceu uma guerra em Israel.
Guerra quer dizer que existe alguém de mau, alguém que não concorda com as coisas que acontecem, e para resolver as desavenças briga pra valer. Foi o que aconteceu em Israel na época que o rei Saul governava aquele país. Umas pessoas muito más, que se chamavam filisteus e que não gostavam do jeito de viver do povo de Israel, invadiram o país para roubar as ovelhas, o trigo e, além de tudo, fazer o povo de Israel de escravos!
Invasor é uma pessoa que não tem respeito por aquilo que pertence a outra pessoa e entra em um lugar sem ser convidado. Além de ser super mal-educado, um invasor não pensa em fazer o melhor para as pessoas, ao contrário, tem intenção de tomar tudo para si.
O rei Saul, então, juntou todos os seus mais fortes e mais valentes soldados e foi até o acampamento dos filisteus. Só que ele não conseguiu expulsá-los, porque havia um homem enorme, do tamanho de uma árvore, forte, malvado e bem bravo, que metia medo em todos os soldados do rei Saul. Esse soldado tão temido se chamava Golias.
Golias estava bem preparado para a batalha: ele tinha uma lança, uma faca grande dependurada na cintura, vestia uma couraça (tipo um colete à prova de balas) e usava um capacete de cobre. Golias zombava de todo mundo, pois todos tremiam de medo quando o viam.
E Davi, onde é que ele tinha se metido? Pois até três de seus irmãos eram soldados.
Davi estava em casa ajudando seu pai a tomar conta de tudo enquanto os irmãos estavam na frente de batalha. Aí ele recebeu do pai uma importante tarefa, que era levar pão e trigo para os soldados.
Quando chegou no acampamento dos soldados, Davi conheceu o malvado Golias e sentiu uma raiva dele! Também, o grandalhão zombava de todo mundo, e o que era pior! Praguejava e zombava de Deus! Ah, isso Davi não podia aceitar de jeito nenhum! O tal gigante não tinha o direito de cometer tamanha injustiça.
Então, Davi decidiu ir falar com o rei Saul. Os soldados acharam graça de Davi. Ora, um indefeso pastorzinho... Ele ia virar pudim, o pobre coitado! Mas Davi tanto insistiu, que conseguiu convencer Saul que desejava lutar com Golias. Saul entregou-lhe uma espada, vestiu uma couraça de ferro e colocou na cabeça do pastorzinho o capacete de cobre. Entretanto, aquela parafernalha era tão pesada que Davi tratou de tirar tudo. Ora, ele tinha certeza de que Deus iria ajudá-lo a derrotar o gigante, pois já ajudara a matar o leão.
Que pastorzinho resolvido esse nosso Davi! Acreditam que ele levou somente a vara e uma arma parecida com um estilingue? Eu fiquei de cara! Eu tinha medo até do mau humor do rei Saul, imaginem se eu iria arriscar a minha pele lutando contra um homem maior do que eu? Eu, hein! Mas o Davi não era de correr da briga, não! Muito pelo contrário. Ele começou a andar na direção de Golias e eu só fechei meus olhos...
Coitado do Davi! Aquele gigante malvado vai acabar com ele!
Aí, eu ganhei um pouquinho de coragem e olhei o que iria acontecer. Davi ajuntou cinco pedras e guardou-as no bolso. “O que esse rapaz pensa que vai fazer?”, eu pensei.
O gigante veio com tudo pra cima de Davi, só que antes que pudesse arremessar sua lança, Davi tinha colocado uma pedra no estilingue, mirou e atirou. A pedra acertou em cheio bem no meio da testa do tal gigante. Bem feito! Quem mandou zombar de Deus? Precisava de uma boa lição.
Quando o gigante caiu no chão, o solo estremeceu feito um terremoto. É porque o gigante, além de malvado, era guloso, e estava bem obeso...
Em seguida, Davi correu e cortou a cabeça de Golias e assim, provou que Deus estava mesmo junto com ele.
Ah! E o resto dos filisteus?
Eles se apavoraram e deram no pé, pois não queriam morrer como Golias. Os soldados de Saul gritavam vivas para Davi e trataram de expulsar os invasores.
Saul ficou tão agradecido e resolveu que Davi seria chefe dos soldados. Jônatas, filho de Saul, era muito amigo de Davi e lhe deu de presente sua capa, sua espada, seu arco e seu cinto de estimação.
Davi estava contente, porque o rei gostava dele, porque era amigo do príncipe e, melhor de tudo, era amigo de Deus. Por isso teve coragem para enfrentar Golias: por causa de sua fé.

A lança e a moringa

O rei Saul não aprende, mesmo! Já se esqueceu que Davi o havia ensinado a amar os inimigos e deixou que a inveja tomasse conta dele de novo. Voltou a perseguir Davi, e certo dia, depois de tanto procurar, seus soldados armaram a tenda e ficaram do lado de fora, vigiando.
O rei Saul, lógico, se acomodou dentro da tenda, fincou a lança no chão ao seu lado e deixou a moringa com água para beber durante a noite. Não passou muito tempo e todos estavam roncando, até os soldados.
Estava bem escuro, quando Davi e seu amigo Abisai se aproximaram cautelosamente da tenda. Abisai quis aproveitar para dar cabo do malvado e invejoso rei, mas Davi não permitiu. Em vez disso, Davi e Abisai levaram a lança e a moringa junto com eles.
Esperaram amanhecer e então Davi chamou bem alto por Saul. O rei envergonhou-se mais uma vez, porque viu que Davi era, de fato, um bom homem e quis fazer as pazes, convidando Davi para voltar para o palácio.
Davi, porém, que não era bobo nem nada, não aceitou o convite, porque sabia que Saul esqueceria facilmente a lição aprendida. Devolveu a lança e a moringa e foi embora para uma terra bem distante.

Davi torna-se rei

Davi morava em uma terra bem distante, mas soube que os filisteus provocaram uma guerra quando novamente invadiram Israel. Saul e Jônatas morreram no combate e Davi, quando recebeu a notícia, ficou muito triste e não conseguiu comer nem beber. Chorou o dia inteiro, porque gostava do rei Saul e de Jônatas, seu amigo.
Mas aí aconteceu uma coisa maravilhosa!
Deus cumpriu a promessa que fez quando Davi ainda era um pastorzinho e depois de tanto tempo, Davi tornou-se rei.
Ele ficou muito feliz e agradecido. Era um rei bondoso e justo, porque obedecia sempre a Deus. Então compôs um hino de agradecimento: “Deus é o meu pastor, nada me faltará.”
Todos os servos o escutavam e no céu também Deus escutava, como nos campos de Belém.

Davi torna-se rei
Davi estava morando em um lugar muito distante, porque não queria mais se arriscar a encontrar Saul.
Mas um dia, Davi recebeu uma notícia muito triste.
Ele soube que Israel estava novamente em guerra, que o lugar onde Davi morava estava sendo atacado e destruído pelos filisteus. Os invasores estavam muito armados e com grande número de homens e cavalos. Eles tinham de tudo: arcos e flechas com fogo, catapultas, lanças, espadas. Mais do que isso, possuíam homens fortes e maus, que queriam tomar posse das terras de Israel, roubar a comida e escravizar o povo.
Se fosse hoje em dia, seria uma catástrofe, pois as armas são muito mais poderosas e mortais. As bombas, granadas, metralhadoras, canhões, mísseis, torpedos, tanques de guerra, destruiriam milhares de pessoas.
O rei Saul e seu filho Jônatas precisaram juntar todos os soldados do país e lutar com muita coragem para vencer a guerra. Eles conseguiram expulsar os invasores, mas aconteceu uma coisa muito triste: eles morrreram.
O rei Saul havia sido castigado por toda a sua maldade e Davi então não precisava mais morar naquela terra tão distante, pois agora não havia mais ninguém para persegui-lo.
Só que Davi não se alegrou nada com aquela notícia. Ele sofreu muito com a morte do rei Saul e mais ainda pela morte de seu amigo Jônatas. Sua tristeza era tão grande, tão grande, que cortava o coração. Coitado! Ele preferiu ficar sozinho e chorar. Não conseguiu comer nem beber durante o dia inteiro. Ele ficou realmente arrasado. Quando anoiteceu, ele tocou na harpa uma música muito triste em homenagem ao seu amigo.
Esse dia foi muito triste. Mas chegou um dia muito alegre.
Fazia muito tempo, quando Davi era apenas um pastor de ovelhas, Samuel viera lhe dizer que Deus o havia escolhido para ser rei. E as promessas que Deus faz são sempre cumpridas, sem dúvida nenhuma. Pode demorar, mas Deus nunca esquece.
Davi voltou para Israel, que perdera seu rei Saul na guerra e então Davi foi aclamado rei. O povo o elegeu, porque confiava em Davi, sabia que era um homem que obedecia a Deus e queria o bem de todos.
Davi foi coroado rei e muito aplaudido. O povo dizia repetidamente: “Davi! Davi! Davi é o nosso rei!” Davi foi morar no palácio e se tornou chefe de todo o país.
Ele estava feliz e muito agradecido por Deus ter confiado a ele um cargo tão importante. Sabia que teria muito trabalho, pois daquele momento em diante liderava homens e tinha uma grande responsabilidade. Nunca se esqueceu de que um dia fora um simples pastorzinho e queria fazer tudo certo, tudo como Deus mandava, porque Davi amava muito a Deus.
Davi sempre pensava como Deus sempre o protegera e então pegava a harpa e tocava e cantava como antigamente no campo: “O Senhor é meu pastor e nada me faltará.”
Seus servos escutavam em silêncio o belo hino e agradeciam, porque Deus lhes havia dado um rei bondoso e justo. E Deus também os escutava.

Fada-Madrinha

Era uma vez uma princesa chamada Edilene e um príncipe chamado Márcio. Eles viviam felizes em seu lindo e bem administrado reino. Seus súditos adoravam-nos, pois estes eram muito amorosos com todas as pessoas e tratavam a todos com igualdade.

Certo dia, o reino de Márcio e Edilene foi atingido por uma devastadora tempestade e um furacão destruiu o castelo. O príncipe foi arrastado para longe por um violento ciclone e a princesa ficou à mercê de um destino imprevisível.

Desolada, a princesa resolveu recomeçar a vida em uma cidade muito distante chamada Joinville. Omitiu ter sido uma princesa e passou a ganhar o próprio sustento trabalhando em uma fábrica da região. A pobre princesa que antes cuidava de leves afazeres domésticos e dos seus delicados bordados, crochês, pinturas e literatura, via-se agora com a necessidade de sobreviver em um ambiente hostil, rude. Trabalhava em uma máquina que todos os dias vazava óleo em abundância. A princesa, entretanto, tinha o objetivo de reencontrar o seu amado príncipe, razão que fazia com que ela levasse o trabalho a sério.

Mesmo que todos os dias precisasse fazer curativos em suas frágeis mãozinhas e lavar suas roupas extremamente sujas de óleo, mantinha a firme esperança de mudar de vida e recuperar sua autoestima abalada pela ausência de seu amado.

Após dois anos trabalhando na produção daquela fábrica que a acolhera, a saúde da princesa ficou debilitada. Seu precário estado emocional era visível e ela foi tomada por muitas dúvidas. Sua fé também enfraquecera. Chorava todos os dias depois do trabalho e não se sentia motivada a continuar vivendo. Sobretudo, a falta de notícias do príncipe decepcionava-a profundamente.

Porém, como a princesa colaborava com a administração de seu reino e muitas atividades eram atribuídas a ela, tinha muita experiência no campo burocrático e da comunicação. Naturalmente, quando sua máquina quebrava, para agilizar o conserto, telefonava para a central de atendimento e abria uma ordem de serviço. Assim, ficou conhecida pelos atendentes, pois era extremamente educada e cordial.

Certo dia, enquanto a princesa limpava o equipamento no qual trabalhava, apareceu Magali, que se apresentou como Fada-Madrinha. Apareceu vestida de bondade, envolta em um raio de esperança. Embaraçada por estar suja de óleo, graxa, suor e possuir hematomas nos braços e pernas, a princesa escutou-a com atenção. A fada-madrinha Magali trouxera novo ânimo e, a um passe de mágica movimentando seu rádio de condão, um facho de estrelas transformou a princesa em uma atendente da central.

A princesa, revigorada, agradeceu ao pai do céu por ter enviado um anjo em forma de Fada-Madrinha. Com a presença constante de sua Fada-Madrinha Magali, a princesa Edilene adquiriu conhecimentos indispensáveis à realização de suas atividades. Executou um bom trabalho e foi reconhecida como uma boa atendente da central.

Agora, munida de novos meios de comunicação, passou a fazer uma busca para localizar seu amado. A saudade de sua terra natal sensibilizava profundamente a princesa, entretanto, proporcionava motivação para que ela planejasse como reconstruir seu reino. Mesmo assim, passaram-se anos sem que a ela obtivesse notícias do príncipe.

A Fada-Madrinha percebera a prostração da princesa e, ao conhecer o sofrimento que avassalava seu sensível coração, realizou uma varredura de todos os continentes por meio da internet. Acionou equipes de busca em todos os países, cidades e vilarejos. Apesar de todas as tentativas, o príncipe não foi encontrado.

Contudo, a princesa não se deixava abater. Sentia que seu amado continuava vivo e acreditava na pureza de seu coração.

Não conformada com o fracasso das buscas, a Fada-Madrinha resolveu mudar a estratégia de suas investigações. Procurara em todos os lugares existentes no planeta, mas não chegara a mais evidente das conclusões: a procura necessitava de um toque mágico. A mão de Deus.

Acionada a ferramenta essencial, o momento de encontro aconteceu. Após anos de separação, o príncipe Márcio foi encontrado. Ele voltara ao reino devastado e trabalhara arduamente para reconstruí-lo. Concomitantemente, procurou a esposa amada, que preenchia inteiramente seu viver.

Magali, novamente envolta em um raio de bondade, transportou a princesa até o reino e presenciou, com enorme felicidade, a união do casal. Discretamente se retirou para viajar de volta a sua cidade, acompanhada de longe pelos acenos agradecidos de Márcio e Edilene.


A Estrela Esperança


Chego ao denso arvoredo
e escalo íngreme penedo;
vejo tremular estrela brilhante
como centelha no horizonte.

De arco-íris, inocente, brinca
sob o índigo firmamento;
minha alma, em reavivamento,
sente como brilha ainda mais linda.

Pontilhando o universo
Surge bela constelação;
Admirada, com Deus converso,
reacendo a luz do coração.

Por meio da estrela o Criador
transmite mensagem pungente;
diante do brilho incandescente:
filha, não sinta mais dor.

Com vigor o anoitecer atravessa
Mostra que a esperança nunca cessa;
Madruga junto com o alvorecer.

Revigorada, da rocha desço,
da bela estrela me despeço,
e vou com o Pai novamente em meu ser.

TEMPO DE FUGA - SINOPSE


  Arlete, uma jovem professora, e Ingrid, mulher arrogante e de caráter duvidoso, tornam-se reféns em um assalto a banco e são sequestradas pela quadrilha de Juarez. Tendo a morte como alternativa, elas são levadas para a favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, onde passam a viver sob constante vigilância.
                
    Enfrentam circunstâncias perigosas, mas não deixam de sonhar com o retorno para o seu verdadeiro lar. O que não imaginam é que a Polícia Federal está à espreita e a libertação delas depende da captura do chefe do tráfico.

 Enquanto aguardam o momento oportuno para escapar das mãos dos sequestradores, Arlete é estimulada a lecionar para alguns estudantes da vizinhança e Ingrid colabora com a organização de uma pequena sala de aula. Entretanto, o tempo de fuga pode acontecer a qualquer momento e elas terão que deixar tudo para trás.



Poesia - CONFIGURAÇÃO EXCLUSIVA

Eu não sonhava com você
e nem esperava te encontrar.
Queria apenas conhecer
instantes de insensatez
e soprar minha embriaguez.

Sua presença, censura,
De descompasso causador,
seus gestos, doçura,
meu coração encheu de amor.

Na configuração exclusiva do meu ser
você vem e se mistura.
Sua face desvanece,
temo te perder,
porque sua dignidade é minha cura.

E eu te procuro a cada alvorecer,
você, um sonho que me acorda,
a felicidade de viver,
coração que de amor transborda.

Poesia - GPS DA PAIXÃO

As palavras não fazem sentido
quando eu me sinto perdido.
Abro um livro e vejo palavras
voando em minha direção.

As palavras procuram abrigo
e penetram no meu coração.
Mesmo assim, as investigo
pra saber o que encerrarão.

Há palavras, só palavras
que seu destino não alcançam.
Há palavras, só palavras
dentro do meu coração.

Continuo desnorteado,
sem saber onde te procurar;
pelas palavras, desorientado,
sinto vontade de te amar.

Um instante de hesitação,
porém, preciso te encontrar,
Saber de ti, minha ilusão,
Te descobrir, te abraçar.

Então sem demora eu ligo
o GPS da paixão,
me comunico contigo
e te encontro, meu coração.

Há palavras, só palavras
que querem te encontrar.
Há palavras, tantas palavras
minha bússola é seu coração.

Poesia - EM DEFESA

Seus olhos, indiscretos, me perscrutavam,
buscavam respostas na minha essência;
seu olhar penetrante me envaidecia,
minha alma solitária invadia.

Tentei ignorar o que seus olhos imaginavam,
quis fugir de você e me esconder,
refugiar-me em minha verdade constante,
mas, nem que eu quisesse, te esqueceria.

Veja só o que você fez comigo:
Deixou-me indefesa,
oscilou minha certeza,
e agora corro em defesa
do que acredito e sigo.

Continuou olhando atentamente,
e eu, sem graça e com pudor,
com voz sumida respondi presente,
e você me olhou com ardor.

Coragem não lhe faltava
para dizer do que gostava:
dos meus olhos que transmitem doçura,
e que mesmo menina, pareço madura.

Poesia - BRUMAS DA SEDUÇÃO

Acabo caindo num irrefletido engano
quando seu elogio minha alma abranda;
diante do semblante serenado,
faz-me esquecer a vida que anda.

Seu olhar incide sobre mim
com tão doce e sincera ilusão,
e eu me envolvo, enfim,
nas brumas de sua sedução.

Sigo você nervosamente
na caminhada ofegante;
ouço o que diz meu coração
e desatenta, perco a direção.

Confesso, contrariada,
das virtudes, abalada,
dos princípios que não troco:
espero te rever, mas não posso.

Ilusão de alguém que agora flutua
nas carícias lânguidas da aurora
e na velocidade da luz em alta hora
parte do aposento para a lua.

Não me é permitido te amar,
declarar-me nem pensar!
devo afastar-me do seu encanto,
mesmo que em sentido pranto.

Perder-me assim não devo mais,
iludir-me em sonhos, jamais!
pois você apareceu e já passou,
terna lembrança que ficou.

Poesia - ENIGMA DE UMA EMOÇÃO

Achei que fosse brincadeira,
mas você apareceu
do jeito que prometera.

Meus olhos, das órbitas
quase fora,
minhas pernas enterneceram.
Pensei um segundo: E agora?

Que coisa é essa,
de querer agir depressa,
te impedir, que é o certo,
fingir que não me interessa?

Quando te avistei,
fechei o coração
já comprometido.
À sua aproximação
me retraí
e estendi a mão.

Queria conversar contigo,
Mostrar minha alma,
Em teu semblante serenar,
buscando abrigo.

Postura indigna,
O correto é esquecer,
Mas quanto bem faz
a lembrança
deste doce enigma.