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Joinville, Santa Catarina, Brazil

Poesia - PENSAMENTO EM VOCÊ

Voar cada vez mais alto,
sonhar com cada instante
ao lado seu.
Tudo o que faço
fica largado no ar,
porque não consigo
desistir do pensamento
constante em você.

A razão manda parar,
o coração, não, jamais,
ele só quer te amar,
cada instante muito mais.

Enquanto eu viver,
não esquecerei dos sonhos,
cada hora que eu quiser
voarei para perto de você.

Meus olhos transbordam,
meu coração se entregou
a esse amor, essa paixão.
Não esqueça
de quem sempre te amou.

Poesia - BOLADO

Fiquei bolado, tô estressado.
Você me chama de ignorante,
ciumento e arrogante,
mas fica ligada,
a insensível é você.

Você finge que quer zoar
sem ninguém pra incomodar,
garota, você se acha,
mas não é nenhuma musa.
Vê se passa uma borracha
nesse jeito de metida
e me encara, me usa.

Não aceita minha companhia,
banca a independente,
só que no fundo é carente.
Faz de conta que sou mais um,
mas, gata, tô sabendo,
que você, mesmo metida,
tá sofrendo, tá sofrendo.

Poesia - DESENHO PERFEITO

Não entendo porque você é tão lindo,
Deus criou seu rosto como o desenho perfeito.
Seu sorriso encanta, seu olhar me envolve,
você está muito longe, mas eu quero tentar.

Falar não é fácil para alguém como eu,
tão insegura, tão pouco madura.
Eu quero falar, penso em entregar
o meu coração e a alma pura.

É amor o que eu sinto, entenda,
não é jogo, somente sou sensível,
só sei falar a verdade:
que você é o desenho perfeito.

Poesia - SONHO ENCONTRAR VOCÊ

Sonho em encontrar você
e da forma mais pura
contar toda a verdade:
estou apaixonada.

Não é crise, nem dúvida,
não dá pra levar tudo
a ferro e fogo,
estou apaixonada.

Não quero explicação
pro que eu sinto,
só sei que estou apaixonada.

Cada vez que te vejo,
admiro mais e mais o seu jeito,
estou apaixonada.

Quero seu bem,
não se faça de inocente,
não é pra brincar,
estou apaixonada.

O coração não brinca,
o amor não joga,
não dou folga,
estou apaixonada.

Poesia - FRASE FEITAS

Quantas vezes tentei,
em vão, te esquecer,
mas a razão perdeu.
Tantas vezes invento
frases feitas e então
lamento as imperfeitas.

Ficar frente a frente
é a maior ilusão
que alguém diferente
como eu possa ter.

Não é possível,
sou tão covarde,
é inadmissível
faltar com a verdade.

Intercede por meu coração,
querida amada,
amor, se entrega à paixão,
estou na sua balada.

Poesia - O UNIVERSO AGUARDA O SEU SIM

O universo aguarda o seu sim,
amor da minha vida.
Não tenha medo de mim,
serei seu guia, confia.

Serei a luz de um farol,
orientando cada passo seu,
piscarei como uma estrela
na noite fria,
giro em torno
do seu eixo, meu sol.

O amor é o maior cuidado,
é a alegria mais profunda.
E não há no mundo
maior devotado
que a bússola da minha paixão.

Me deixe ser o seu caminho,
flor do meu mais precioso dia,
não quero continuar sozinho,
fica junto de mim e confia.

Poesia - CUPIDO INTERNAUTA

O cupido resolveu trocar
o arco e a flecha do amor,
deu uma de moderninho
e acabou na internet.

Com tanta gente apaixonada,
mas difícil de se acertar,
o cupido ficou estressado
achando que era um fracassado.

De repente, surgiu uma solução
o cupido acertou em cheio,
flechou os corações
pelo computador.

Satisfeito ele ficou,
todo mundo estava feliz,
sua missão ele cumpriu
ao replicar a paixão.

Só que o cupido se empolgou
e as mensagens ele misturou,
deu o maior rolo
e todo mundo ganhou bolo.

O cupido se apressou
em consertar a confusão.
Tudo deu certo afinal,
na web ele uniu todo casal.

Poesia - SE VOCE PUDESSE ME NOTAR

Imaginar o amor é tão lindo,
sentir paixão é muito melhor;
meus desejos eu sei de cor,
esse sentimento vem me atraindo.

Penso em você quando alvorece,
mais um dia em que posso te ver;
essa vontade não me deixa esquecer,
cada vez mais o amor no peito floresce.

Ninguém pode nem sonhar
o quanto você é especial,
você tem o seu lugar
no meu mundo de ilusão.

Se você pudesse me notar,
e perceber toda minha paixão,
saberia como me amar
e eu te faria feliz.

Poesia - VALORES

Tenho tanto para olhar,
mas nada para enxergar;
sou rico de vida,
mas pobre de amor.
Possuo bens e imóveis,
e não conquistei uma família.
Valores numéricos preenchem
minha conta bancária,
mas os valores humanos
se esvaem sem remorso.
Passo os dias trabalhando,
contudo, não trabalho para o melhor.
Posso compartilhar,
nada me falta a não ser o desejo de doar.
Uma mudança ajuda.
Casa nova, carro novo,
guardarroupa novo, outro visual,
aparência renovada.
Não era essa mudança
que traria o essencial.
Olhar e ver, mas sem enxergar
não muda realmente.
Mudança é relativo,
transformação é essencial.
Preciso reconquistar
o espaço irracional
entre as somas financeiras
e redefinir o que espero de mim mesmo.

Poesia - OS MINUTOS DO MEU PENSAMENTO

Passo cada minuto pensando em você, imaginando uma conversa de amigos, trocando frases sem sentido, eu só ouvindo, pois me acho tola perto da sua segurança.
Imagino você saindo de casa, beijando sua mãe, abraçando o seu pai, afagando o cãozinho. Vejo você chegando à escola, se apressando para não perder a primeira aula. Olho você quando está ouvindo MP3 em seu smartphone. Aprecio seu jeito bem humorado e seu sorriso e lamento quando o vejo pensativo e desmotivado, tentando segurar a barra e dar um jeito no mundo inteiro.
Às vezes, vejo você discursando sobre física nuclear e ensinando algoritmos a jovens dependentes de educação escolar. Penso que você é inteligente demais, pois suas equações e raízes matemáticas representam hieróglifos para minha humilde ignorância.
Submeto-me a um momento de delírio em que minha pele toca a sua, porém, fujo assustada do pensamento. Obra de meus 16 anos inexperientes de amor e doação. Então viajo nas vagas lembranças da imaginação que me conduz ao caos de um instante que nunca aconteceu. Sonho. Fantasio. Ilusão de menina imaculada que desperta para a vibração de um coração em turbulência, afetado por canções românticas e cenas pitorescas de paixão e pureza.
E descubro que desejo ver você a cada instante, mas o embaraço quando lhe encontro causa formigamento nas pernas e o meu coração quer provar que consegue ser atleta saltando bem no meio do esôfago contraído. E novamente estou aqui, esperando que você passe por mim, porque só posso lhe observar, o que me provoca uma sensação de extremo encantamento frente a você, vivido, lindo, inteligente, prático. É o meu jeito de amar você.

Prosa Poética - A SINFONIA DA PAIXÃO

Palavra dita na hora certa, um tanto inquieta, sugestão onírica de demasiado enlevo; sensação vaga, porém, pulsante, corre desvairada por entre litros de glóbulos vermelhos.
O olhar curioso, irracional, capta na menina dos olhos – pupilas semelhantes a portas abertas da alma, a melancolia daqueles que são surpreendidos como alvos de perscrutação.
As palavras e o olhar – determinantes de direção como seres independentes que esquadrinham a rocha, destroçam-na e em seguida a lapidam com paciência, agem na robustez aparente e tornam dóceis as emoções fervilhantes.
Dias e noites chegam e se vão, entretanto, o pensamento, ansioso, permanece feito flor trepadeira, crescendo a cada instante e se emaranhando em derredor do coração.
Fadas, duendes, princesas, reis, heróis participam da fábula e, do encantamento ao êxtase basta um faz-de-conta.
O amor à primeira vista é culminante para o conflito de emoções e a peneira dos valores é sacudida. Resta o interesse sincero, a devoção, a confiança e a sede pela continuidade da história primaveril.
A fragrância exalada no primeiro contato evoca a pureza do espírito, este despido de qualquer mediocridade, não menos iludido com a perspectiva da felicidade.
Um abraço parceiro – convite para a inocência, busca o prêmio mais almejado. A respiração rarefeita, o corpo trêmulo e sem força para se desvencilhar da intensidade do aconchego, permite o primeiro toque, indeciso, suave, sôfrego, material e simultaneamente sublime.
As mãos se alcançam e se tocam e os dedos também se entrelaçam como um abraço. A epiderme nua recolhe impressões táteis que conduz ao hipotálamo e os neurônios, nervosos, estralam feito galhos secos, depois explodem em delirante fusão.
A face ruboriza-se, atraindo a temperatura pirética e os olhos se fecham, deixando a audição amplificada e aflorando a sensibilidade latente. Subitamente, o maestro congela o tempo e paralisa a batuta no ar até movimentá-la freneticamente indicando o clímax do concerto.
Arrepios, como ondas elétricas, percorrem a região periférica das terminações nervosas durante o momento em que os lábios se tocam, estes macios, delicados, pacientes, doces. A orquestra toca em desvario, os acordes soam no compasso cardiorrespiratório dos seres que se consagram em um só através da reciprocidade de sentimentos.
       Palavras, neste momento de eternidade, cedem lugar aos aplausos dos corações resgatados pelo júbilo. Olhos sorriem ao se encontrar imersos na águas do desejo que se acalmam. Dúvidas findam a quimera e o universo se torna apenas um esboço da plenitude.

Roteiro para Teatro - VIAGEM PELA BÍBLIA (adaptação)

Introdução: é uma atividade desenvolvida por uma professora com sua turma da 4ª série na disciplina de religião.
Trata-se de uma viagem pela Bíblia, explorando um mapa da antiga Jerusalém, incentivando a imaginação e a sensibilidade, proporcionando às crianças o conhecimento de uma parte da trajetória de Jesus.
A emoção é tão forte, que as crianças realmente sentem que estavam presentes nas diversas situações que foram conduzidas pela professora.
Então, embarque nessa viagem e descubra na forma mais simples o encontro com Jesus!

ROTEIRO

(As crianças entram em cena, aos poucos, trazendo lençóis usados e vários retalhos de tecidos.)
(Sabrina): Por que será que a Dona Clara pediu pra gente trazer estes lençóis e estes retalhos de tecidos pra aula de hoje?
(Bruna): Não faço nem idéia, mas estou super curiosa.
(Juliana): Bom, deve ser alguma coisa muito legal, porque a Dona Clara é muito divertida.
(Tainá): Olha, lá! A Dona Clara tá chegando!
(A professora aparece e está apressada. Ela está vestida com uma túnica azul e vermelha e deixa as crianças ainda mais curiosas.)
(Suelen): Que roupa esquisita!
(Dona Clara): Olá, crianças! Desculpem o atraso!
(Fernanda): Professora, por que a senhora está vestida desse jeito?
(Dona Clara): É porque vamos ter uma aula diferente. Vamos fazer um passeio pela Bíblia! Vamos nos aprontar. Vocês trouxeram o que eu pedi?
(Todos): Simmm!
(Dona Clara ajuda as crianças a produzirem seus figurinos semelhantes aos dos tempos antigos. Depois, Dona Clara estica um mapa no quadro.
(Dona Clara): Vejam! Esta é a planta da cidade de Jerusalém.
(As alunas fazem cara de não gostar da idéia).
(Vanessa): Essa não! Geografia?!
(Dona Clara continua falando, mas as crianças não prestam mais atenção e conversam entre si.)
(Cochicho): ...
(Cochicho): ...
(Cochicho): ...
(Cochicho): ...
(Dona Clara) Ei! Eu estou falando sério! Vamos fazer uma importante viagem e é preciso que vocês prestem muita atenção para não se perderem pelo caminho.
(Tainá): Acho que a Dona Clara está ficando biruta.
(Então Dona Clara liga uma música bem suave e aponta novamente o mapa).
(Dona Clara): Agora fechem os olhos e fiquem todas juntas. Um, dois, três!
(Um breve silêncio e todas abrem os olhos).
(Dona Clara): Parece que a nossa máquina do tempo nos deixou em Betânia, na época da celebração da Páscoa.
(Sabrina): Será que eles não vão estranhar a nossa roupa?
(Dona Clara): Não se preocupem. É muito comum estrangeiros virem pra cá nesta data.
(Todas caminham, olhando para os lados, como se estivessem admiradas com a multidão que há nas ruas. De repente, a professora aponta:)
(Dona Clara): Vejam! Lá está Judas Iscariotes reclamando que aquela mulher massageou os pés de Jesus com um bálsamo muito caro.
(Géssica): Mas que pão-duro!
(Bruna): E agora? Para onde ele está indo?
(Dona Clara): Ele irá até os principais sacerdotes e entregará Jesus em troca de 30 moedas de prata.
(Géssica): 30 moedas de prata? Quanto é isso?
(Dona Clara): É mais ou menos o preço que pagavam por um escravo. Venham, vamos seguir Jesus. Ele vai se reunir com seus discípulos para a ceia.
(Dona Clara e as crianças escondem-se e observam).
(Juliana): O que Jesus está dizendo, Dona Clara?
(Dona Clara): Ele diz: “Um de vós me trairá!
(Uma criança levanta de seu esconderijo e cochicha com a professora).
(Suelen): Mas, professora! Temos que ir lá avisar Jesus que o traidor é Judas!
(Bruna): É, professora! Ele vai receber 30 moedas de prata para entregá-lo para os soldados romanos!
(Dona Clara): Fiquem quietas e se abaixem! Nós não podemos interferir na História.
(A professora levanta-se e pede para as crianças seguirem-na).
(Dona Clara): Jesus está indo para o monte das Oliveiras.
(Bruna): Ele vai sozinho?
(Dona Clara): Não, os discípulos vão com ele. Olhem! Jesus pediu para três de seus discípulos – João, Pedro e Tiago, para vigiarem enquanto ele ora.
(Jéssica): Dona Clara! Eles pegaram no sono!
(Sabrina): Veja, Dona Clara! Judas está se aproximando com uma porção de gente!
(Tainá): Estão armados!
(Vanessa): Dona Clara, vamos lá acordar os discípulos!
(Suelen): Eles vão prender Jesus! Temos que impedi-los!
(Dona Clara): Fiquem aqui! Eu já expliquei que não podemos mudar o rumo da História, pois isso já aconteceu há mais de dois mil anos...
(Tainá): Por que Judas está beijando Jesus?
(Dona Clara): É o sinal para identificar Jesus.
(Sabrina): Eles estão prendendo Jesus!
(Juliana): Onde estão os discípulos?
(Dona Clara): Eles fugiram.
(Suelen): Abandonaram Jesus? Mas que covardes!
(Tainá): Olhem! Um dos discípulos está seguindo Jesus de longe.
(Dona Clara): É Pedro, ele vai negar que conhece Jesus três vezes.
(Vanessa): Mas que mentiroso!
(Dona Clara): Vamos!
(Bruna): Onde estamos, Dona Clara?
(Dona Clara): Estamos na casa de Caifás, que é o sumo sacerdote. Ele está procurando uma maneira de condenar Jesus.
(Juliana): Esse tal de Caifás está rasgando a roupa de Jesus. Que atrevido!
(Dona Clara): Ele está dando a sentença. Condenou Jesus à morte na cruz.
(Todos): Nãããooo!!!
(Tainá): Professora, vamos lá?
(Vanessa): Precisamos dizer que Jesus não fez nada de errado!
(Dona Clara): Fiquem calmas, ou vamos voltar imediatamente ao século XXI!
(Suelen): Agora os soldados estão levando Jesus. Para onde vão?
(Dona Clara): Vão levá-lo para Pôncio Pilatos, que é o governador.
(Tainá): Dona clara, olhe lá: é o Judas! O que ele está fazendo?
(Dona Clara): Ele se arrependeu, porque Jesus foi condenado e está tentando devolver as moedas.
(Tainá): Parece que ele não conseguiu. Está jogando as moedas no chão!
(Juliana): O que vai acontecer com ele?
(Dona Clara): Ele vai se enforcar em uma árvore.
(Suelen): Escutem! Pôncio Pilatos está falando alguma coisa para a multidão.
(Tainá): Ele perguntou quem deve soltar: Barrabás ou Jesus?
(Dona Clara e todas as crianças juntas): Jesus! Soltem Jesus! Ele é inocente!
(Juliana): Ele está lavando as mãos em uma bacia.
(Dona Clara): Nessa época, o costume de lavar as mãos na frente do povo queria dizer que Pôncio Pilatos não se responsabilizava pela morte de Jesus.
(Dona Clara e as crianças caminham chorando, como se estivessem acompanhando Jesus enquanto ele carrega a cruz).
(Todas): Jesus!
(Tainá): Temos que voltar, professora?
(Dona Clara): Infelizmente, sim, crianças. Nós não podemos mudar aquilo que já aconteceu há mais de dois mil anos, mas podemos fazer diferente daqui pra frente. Vamos! Segurem as mãos, fechem os olhos e... um, dois, três!
(Dona Clara): Pronto, estamos de volta.
(As crianças abrem os olhos, mas mantém silêncio. Todas olham umas para as outras).
(Vanessa): Foi um sonho?
(Tainá): Eu não sei.
(Suelen): Como isso foi possível? Nós vimos tudo!
(Juliana): Parece que estivemos mesmo lá!
(Jéssica): E Jesus, professora? O que aconteceu com ele?
(Dona Clara suspira e responde com tristeza:)
(Dona Clara): Jesus foi crucificado e, por amor à humanidade, morreu para perdoar nossos pecados.
(Jéssica): Mas, Dona Clara! Ele era inocente...
(Sabrina): Foi uma grande injustiça o que fizeram com ele.
(Dona Clara): Mas podemos nos alegrar, porque Jesus ressuscitou!
(Todas): Ressuscitou?
(Dona Clara): Sim! Ele está vivo e está em nosso meio!
(Dona Clara vai até a lousa e retira o mapa da cidade de Jerusalém. Ela mostra o verso do mapa e uma criança diz:)
(Suelen): Dona Clara! Tem uma coisa escrita aqui atrás!
(Todas lêem juntas a mensagem deixada por Jesus).


Espalhem a palavra de Deus, que é o meu Pai, pelo mundo afora.”

Crônica - A VITÓRIA DE JÔ

No dia do 63º aniversário de minha mãe, a família toda ganhou uma nova vida de presente. Esta nova vida tem ainda 13 semanas e 6 dias e traz consigo felicidade, uma alegria sem tamanho, pois agora vou ser tia de verdade. Já sou tia de quatro sobrinhos lindíssimos – duas moças, um jovem garoto e uma pré-adolescente, maravilhosos e espetaculares. Sou fã deles. Mas eu era apenas uma tia postiça.
A minha irmã Jô, com quem compartilhei toda a infância, será mãe de um garotinho. Quanta ternura senti na voz dela quando me deu a notícia! É uma emoção nova, uma perspectiva de renovação da família, uma benção que Deus, em sua infinita misericórdia, nos concede.
Ainda me lembro da Jô miudinha, com perninha finas, cabelo bem curtinho, bochechas salientes em risos de alegria brincando no meio dos pés de tangerina, ou em volta dos tanques de peixes, ou resgatando nossas bonecas dos poderes do mal. Parece que foi ontem que ela tenta se equilibrar na monareta, tentando aprender a pedalar. Os fracassos continuavam um após outro mesmo após horas de treino em que ajudávamos meu pai e eu. Quando finalmente nós desistimos, vimos a pequena Jô embarcando na bicicleta e, com um ar decidido, descer pedalando a ladeira de nossa casa. Eu vibrei e saí correndo e gritando: “A Jô conseguiu! A Jô conseguiu!” A vitória era minha também.
E hoje ela conseguiu muito mais do que uma simples conquista, pois além de ter se tornado independente muito cedo, deu um passo ainda mais convicto quando decidiu dar início a uma linda e abençoada família.