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Joinville, Santa Catarina, Brazil

Prepare-se para o "sim"


No altar, durante a celebração de seu casamento, responda sim, com convicção.
 - Você promete amá-lo(a) e respeitá-lo(a) quando advirem as doenças, porque na saúde é muito fácil amar alguém?
- Você promete amá-lo(a) e respeitá-lo(a) quando a pobreza bater à sua porta, porque é muito mais fácil amar alguém quando as suas contas estão em dia e a prosperidade está sempre à sua volta?
- Você promete amá-lo(a) e respeitá-lo(a) mesmo nos dias mais tristes, depressivos e desmotivadores, porque quando você e ele(a) estão alegres tudo é encarado como uma grande festa?
- Você promete amá-lo(a) e respeitá-lo(a) quando ele(a) discordar de você, porque tudo é muito simples quando seu(sua) companheiro(a) aceita tudo o que você faz ou diz?

O Sorriso da Alegria

Muitas vezes a Alegria passa pertinho de nós, e nem nos damos conta. Às vezes ela vem disfarçada de esperança, às vezes de sucesso. Quantas páginas de livro a Alegria renderia! Encaixaria perfeitamente em muitas crônicas, fecharia inúmeros romances e quanta felicidade marcaria os contos infantis!

Ontem mesmo, a Alegria se aproximou de mim. Pareceu que ela queria dizer alguma coisa, mas ela apenas sorriu. E sorriso da Alegria é sincero e contagiante. Se ela sorri, não devolvemos o sorriso por educação; iluminamos nosso semblante e vibramos interiormente! Afinal, Alegria é visita ilustríssima em nosso lar.

Hoje eu procurei por ela o dia inteiro. Encontrei a Alegria na hora de cozinhar; ela veio com bastante apetite e até me parabenizou pelo aroma e pelo sabor da comida; depois, encontrei a Alegria quando arrumei a cama e passei aspirador na casa; a Alegria fez sinal de "legal!" e eu sorri; continuei procurando a Alegria, porque ela deve ser nossa companheira inseparável, e a encontrei enquanto esfregava o vaso sanitário. Novamente ela nada falou, apenas transmitiu a mensagem de que estava ao meu lado.

A companhia da Alegria não deve ser desperdiçada. Nós somos a mão, e a Alegria, a luva.  



ENGRENAGEM DO CRIME





A sua cidade está segura? Você tem certeza de que, na­ sua vizinhança, há pessoas idôneas? E quando você tem um grande sonho e sua família não apoia? E se um filho seu se envolve com drogas? Ou você ama uma pessoa que age com violência contra você? Quando menos você esperar, alguém poderá destruir a sua tranquilidade, armando uma verdadeira, completa e destrutiva engrenagem do crime.

Carla da Silva é uma mulher independente, proprietária de casa e vida próprias. É solteira, vive do trabalho em uma indústria e está feliz, porém, tem uma grande ambição: escrever uma história real, com personagens baseados em pessoas de carne e osso que lhe sirvam de inspiração, e com uma narrativa desta natureza, alcançar milhões de pessoas com os mesmos problemas, sonhos, dificuldades e aspirações.

Sua natural curiosidade levou-a a conhecer Estéfanie, vocalista de uma banda que almejava cantar profissionalmente. Depois vieram Vinícius, Peter e Eduardo, que juntamente com Estéfanie, encararam o desafio de se projetarem no meio artístico. Carla conheceu, porém, as dificuldades que a cantora enfrentava com seus pais, que reprovavam seus sonhos.

Investigando, Carla descobriu em Peter um adolescente presunçoso, que continuava na banda devido a sua paixão pela cantora; e em Eduardo, um talento nato para a música. Já em Vinícius ela encontrou um garoto rebelde, que vivia se metendo em encrenca.

A intenção de Carla era de, simplesmente, narrar a vida dos quatro adolescentes, entretanto, ela foi sugada para um labirinto de perigos, principalmente ao se defrontar com Ivo, um homem misterioso, que projetava um cruel plano com Vera¸ contra os habitantes da cidade de Joinville. A parceria que eles mantinham com Afonso, um funcionário público que lhes garantia informações confidenciais sobre a prefeitura, aterrorizou Carla que, àquela altura, já estava totalmente enredada nas ocorrências.

Não demorou para que Carla chegasse a Ricardo, fundador e mantenedor de uma clínica para tratamento de dependentes químicos. Enquanto sua clínica sofria ameaças, Ricardo conhecia e se tornava amigo de Ângela, que por sua vez, era casada com Alberto, que se revoltava com acusações injustas e, consequente, abalava o próprio casamento.

Carla tentou libertar-se daqueles casos em que embarcara imprudentemente, contudo, seu envolvimento prosseguia quando soube que Castro, capitão da polícia militar responsável pelo departamento de investigação criminal em Joinville e sua equipe formada por César e, nada mais nada menos que Vera (!), investigavam três casos: o roubo de uma planta – o mapeamento da tubulação de gás natural na cidade; a ameaça à clínica de recuperação de dependentes químicos de Ricardo, e um caso que envolvia um assalto à indústria de explosivos, onde Alberto exercia a função de vendedor.

Ao mesmo tempo em que Carla tentava entrevistar os integrantes da banda e se esforçava para não penetrar mais profundamente naquela teia de crimes, conheceu Vanessa em um pronto-socorro, uma jovem que vinha sendo agredida fisicamente pelo marido Pedro, e a quem amava, apesar de tudo, fato que indignou Carla e intrigou ao mesmo tempo.

Embora Carla tivesse plena consciência da trama em que estava abarcando, ela não teve mais chance de escapar de seu pior inimigo: a aguçada curiosidade. Fortemente armada com uma percepção sagaz e uma memória invejável, além de suas inseparáveis agendas e canetas, perscrutou todas as evidências sob vários ângulos para alcançar as desejadas revelações.

Descanso

A Luz encontra o Dia,
e encobre a Sombra da Tristeza
sob um véu de Pureza.
Eterniza um momento e encontra
algo de valor, grande como o Sol,
vigoroso como o Amor,
encantador como a Natureza.
E em seu esplendor o arrebol
demarca a paisagem incandescente,
que cativa e anuncia que mais um dia
termina para outro recomeçar.
E a Luz, puríssima, vem do céu,
para trazer a Paz tão almejada,
abençoada pelo Criador.

A Vida

Quando ando por aí, vejo a Vida passar por mim.
Ela é bonita; melhor, linda. Linda, mesmo!
E tem um cheiro suave de flores do campo,
e passa por mim, assim, tão tranquila.

A Vida é boa, honesta, eu diria até, "vivida".
Isso! E até misteriosa.
Às vezes ela me convida a trabalhar mais,
e às vezes ela prefere me chamar para não fazer nada.

Ela tem senso de humor, essa danada dessa Vida;
de vez em quando dou umas boas gargalhadas!
Ninguém imagina a Vida assim, desse jeito,
tão descontraída.

Nem sempre a Vida está no melhor dos seus dias.
A Vida também sofre de TPM, acredite!
Ela vai de um pico a outro em um milésimo de segundo!
Às vezes até sobra para mim...

Essa Vida... todo dia ela passa por mim,
e todo dia ela sorri e me convida para ser como ela.
Todo instante ela pede para que eu não a ignore;
a Vida também sofre de carência... pudera!

Mas é verdade, toda vez que ando por aí eu a vejo,
solta como o vento, suave como a fragrância das flores,
severa como o trovão, grata como a amiga mais íntima,
e alegre, sempre alegre, por me ver todos os dias.

Raízes

Algo me prende.
Raízes...
me enclausura:
teias...
trama contra mim,
captura.

A trama da teia
enreda na veia,
anestesia a ideia.
As raízes e os neurônios
embaraçam -
ondas cerebrais
com ondas do mar.

Enraizar a segurança...
Ramificar o crescimento;
Tecer a trama da vida.