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Joinville, Santa Catarina, Brazil

Publicação


Arlete, uma jovem professora, e Ingrid, mulher arrogante e de caráter duvidoso, tornam-se reféns em um assalto a banco e são sequestradas pela quadrilha de Juarez. Tendo a morte como alternativa, elas são levadas para a favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, onde passam a viver sob constante vigilância. Enfrentam circunstâncias perigosas, mas não deixam de sonhar com o retorno para o seu verdadeiro lar. O que não imaginam é que a Polícia Federal está à espreita e a libertação delas depende da captura do chefe do tráfico. Enquanto aguardam o momento oportuno para escapar das mãos dos sequestradores, Arlete é estimulada a lecionar para alguns estudantes da vizinhança e Ingrid colabora com a organização de uma pequena sala de aula. Entretanto, o tempo de fuga pode acontecer a qualquer momento e elas terão que deixar tudo para trás.


 

Resumo - As Crônicas de Nárnia


Há coisas que trazemos da infância e que mesmo depois de adultos ou até idosos, continuam a nos interessar, tais como as leituras de histórias de fantasias. Se antes, as histórias fictícias nos causavam deleite na imaginação, hoje já se pensa em adaptar a história para contar às crianças que já tem idade para ouvi-las e gostar de toda a fantasia.

Pois bem, encontrei esse segundo objetivo em As Crônicas de Nárnia e aqui vou desencadear a história como se eu a estivesse contando para crianças.

Este volume único é dividido em seções, das quais a primeira é intitulada O Sobrinho do Mago.

Há muito tempo atrás, em Londres, na época em que ainda havia carruagens e cocheiros, viveu uma menina chamada Polly e um rapaz chamado Diggory. Quando eles se conheceram, não gostaram imediatamente um do outro, mas eram vizinhos, e assim começaram a se aventurar nos telhados das casas, onde Polly mantinha seu cantinho secreto. Como as casas de Londres eram todas coladas umas nas outras, era possível passar entre elas por meio de espaços entre os telhados, e foi assim que Diggory e Polly começaram sua amizade.

Calcularam entrar na casa vazia que fazia vizinhança com a casa do Tio André, o tio de Diggory, que morava com a mãe e a outra irmã. Mas por um erro de cálculo, os dois personagens acabaram dentro do laboratório secreto do tio André a vislumbrar uma bancada cheia de anéis verdes e amarelos muito brilhantes e chamativos. Foi onde o tio André os flagrou, e este, todo metido a feiticeiro, contou a história de que ele tinha recebido uma incumbência da fada madrinha dele, de enterrar um pozinho que teria vindo de outro mundo, mas tio André não obedeceu e criou os aneis. 

Diggory e Polly ficaram muito chateados quando tio André disse que tinha enviado um porquinho da índia para outro mundo e nem sabia onde o animalzinho tinha ido parar. Então o tio André enganou Polly e fez com que ela vestisse o anel mágico e puff... Polly desapareceu.  Indignado, Diggory concordou em levar o outro anel mágico para trazer Polly de volta e assim começa a aventura.

Diggory saiu de dentro de um lago (e a magia não deixou que ele se encharcasse) e encontrou Polly em um bosque tão silencioso que dava para escutar as árvores crescendo. E viram também o porquinho da índia, todo feliz, pastando. Quando Diggory explicou a Polly que viera buscá-la trazendo o outro anel mágico para o retorno, tiveram a ideia de em vez de voltar imediatamente, entrar em outra das lagoas para ver em que mundo eles iriam parar. E dito e feito, eles acabaram num mundo chamado Charn, onde o sol parecia velho, e tudo estava sem vida. Havia estátuas de pessoas em um enorme  salão, e as pessoas estavam bem conservadas, em vista da ruínas em volta. Foi quando um  encantamento chamou a atenção de Diggory e Polly, uma charada para tocar um pequeno sino. Polly logo quis  impedir Diggory, mas a curiosidade do menino venceu, e ele tocou o sino. O problema foi que acabou por despertar a feiticeira que tinha acabado com tudo o quanto era vivo naquele mundo.

Quando Diggory e Polly tentaram  retornar à Londres, a feiticeira foi junto e causou a maior confusão. O tio André ficou todo apavorado, mas levou a feiticeira para conhecer a cidade, que ela pretendia conquistar. Quando voltaram, a polícia veio no encalço, o pobre do cocheiro e o cavalo que puxavam o cabriolé estavam assustados, pois a feiticeira tinha assaltado uma joalheria, e ela logo dizia que ela estava lá para pegar o que era dela de direito, e o tio André não conseguia consertar a confusão. Foram Diggory e Polly, que com os aneis mágicos conseguiram levar a feiticeira para outro mundo, e com ela vieram o cocheiro e o cavalo e também o tio André.

E esse mundo estava começando a ser criado! O mundo é Nárnia! Graças a força de vida do rei Leão, que deu vida a tudo, desde o sol, até cada árvore, cada planta que cresceu, até o poste que a feiticeira tinha arrancado em Londres para atacar a polícia nasceu ali quando foi fincado na terra. E os animais todos falavam! Tudo era bonito, novo, tinha acabado de ser criado.

O tio André tinha ficado estupefato com o que presenciou, mas quando os animais falaram, o homem não conseguiu entender palavras, e sim, rugidos, e se apavorou até desmaiar. Os animais procuraram descobrir que tipo de coisa era o tio André, e como pensaram que era árvore, o plantaram até a altura do quadril.

A feiticeira, após entender que o Leão que se chamava Aslam, era o rei de Nárnia, e era poderoso, saiu de fininho e fugiu para, mais tarde, empreender um ataque à Nárnia. Aslam declarou que Nárnia, apesar de estar em suas primeiras horas de vida, já tinha sido invadida pelo mal, e que todos deveriam se preparar. Então, transformou o cavalo em um cavalo alado, e tornou o cocheiro e sua esposa rei e rainha de Nárnia. Pois encontrou um coração muito amável no cocheiro e considerou que ele seria o imperador ideal para proteger a recém-criada Nárnia.

Quando avistou Diggory e Polly, Aslam incumbiu o garoto de viajar até uma terra distante de Nárnia para trazer um fruto para o próprio Aslam. Então partiram no cavalo alado, que sobrevoou a terra de Nárnia até encontrar uma fortaleza onde crescia a árvore que produzia o fruto especial.

Lá chegando, Diggory encontrou-se com a feiticeira, que tentou enganá-lo incitando-o a colher o fruto e levar para a própria mãe de Diggory, que estava doente há muito tempo e desenganada. Contudo, Diggory foi fiel a Aslam e enfrentou a feiticeira. Apanhou o fruto, guardou com cuidado na sacola que levava e partiram novamente no cavalo alado.

Enquanto Diggory e Polly estavam fora, finalmente os animais entenderam que o tio André era um humano igual às crianças e o cocheiro com sua esposa e o libertaram. Mas tio André não foi capaz de se recuperar do choque de estar com tantos animais selvagens em sua volta.

Depois que Aslam recebeu o fruto, pediu para que Diggory o plantasse em Nárnia. Em instantes, a árvore cresceu e produziu novos frutos. Foi quando Aslam orientou o garoto a colher o fruto e levá-lo para o mundo de Diggory, para que ele pudesse tratar a saúde de sua mãe.

O cocheiro e a esposa se tornaram rei e rainha e Diggory e Polly voltaram para Londres. Depois que a mãe  de Diggory comeu a fruta, ela foi milagrosamente curada. E Diggory plantou o miolo da fruta em seu quintal e a árvore nasceu, não tão rápido como em Nárnia, mas floresceu e deu bons frutos, mesmo que não fossem frutos que curassem as pessoas. E a árvore conservava em sua seiva a magia de Nárnia, pois muitas vezes se via os galhos se mexerem mesmo quando não havia vento.

Quando Diggory, já um homem de meia-idade e proprietário da casa onde moraram seus familiares, ficou pesaroso quando uma forte tempestade derrubou a árvore. Ele transformou a madeira encantada da árvore em um armário, e foram outras pessoas que encontraram a magia do armário.

E assim termina essa primeira seção, e inicia a segunda com o título O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa.

A história conta que um tempo depois, na época em que Londres estava sofrendo ataques aéreos por causa da guerra, quatro irmãos, Susana, Edmundo, Pedro e Lúcia foram morar na casa de campo de um professor (não diz que esse professor seria o Diggory, mas subentende-se que é ele mesmo,  já bem idoso). E os irmãos se aventuraram para conhecer a casa, que era muito antiga e cheia de cômodos misteriosos. Foi então que se depararam com o armário de casacos em uma sala em que só ficava aquele armário. Lúcia, a mais nova, foi a que primeiro se escondeu no armário, em meio aos casacos, e de repente, se viu em uma floresta em pleno inverno. Curiosa, ela saiu para ver de onde vinha certa luz, e imagine só, a luz vinha do lampião do poste que a feiticeira tinha plantado em Nárnia! Mas Lúcia, claro, não sabia dessa história. 

Andando um pouco mais, ela se deparou com um fauno, que foi muito hospitaleiro, levando-a para tomar chá e comer uma refeição na própria caverna. Quando Lúcia quis voltar para o portal no armário, o fauno disse que tinha ordens de, quando aparecesse alguma filha de Eva ou filho de Adão, deveria imediatamente levá-los para a Feiticeira Branca, mas o fauno era muito bondoso e não cumpriu sua missão, fazendo com que Lúcia retornasse em segurança.

Quando ela contou sobre a aventura que tinha passado, Edmundo, seu irmão, caçoou dela, e os outros irmãos também não acreditaram. Passaram muitos dias assim, fazendo chacota do que a Lúcia havia contado, até que um dia, Edmundo também escondeu-se no armário e ele próprio aportou em Nárnia. Mas foi a feiticeira branca quem ele conheceu, e o manipulou com uma comida, manjar turco, que estava encantada e fazia Edmundo obedecer todas as suas ordens. Ela lhe falou que para ter mais manjar turco, ele deveria trazer os três irmãos até o castelo dela. Então ele voltou mas não contou nada aos irmãos.

A casa de campo era aberta ao público que queria conhecê-la, pois havia muitas coisas antigas como um museu. Em uma destas visitas, os quatro irmãos, não querendo fazer parte do bando de crianças que adentraram a casa para a visita, esconderam-se todos no armário e foi onde tudo sobre Nárnia se revelou.

Pedro e Susana foram os dois irmãos que ainda não tinham visitado Nárnia e se maravilharam com aquilo. Pedro, contudo, o mais velho dos irmãos, repreendeu Edmundo por ter mentido sobre o segredo do armário, causando em Edmundo um sentimento de revolta que mais tarde, faria com que o garoto traísse seus irmãos.

Susana sugeriu que eles vestissem os casacos que estavam dependurados no armário e seguiram para a caverna do fauno Tumnus, e descobriram que ele havia sido aprisionado pela feiticeira branca por ter protegido Lúcia em sua primeira visita à Nárnia. O grupo, desolado, decidiu ir salvar o fauno e alcançaram a casa de um casal de castores, que após lhes fornecerem alimentos, empreenderam viagem para ajudar os irmãos.

Os castores traçaram um plano, porque eles sabiam que Aslam estava regressando à Nárnia e assim, a feiticeira teria uma luta de igual para igual. Entretanto, Edmundo, já contaminado pelo sentimento de vingança, aproveitou um momento em que todos os irmãos estavam entretidos na conversa e fugiu até o castelo da Feiticeira Branca, onde foi feito prisioneiro, porque não cumpriu o que a feiticeira lhe havia ordenado, que era trazer seus irmãos.  Ora, a Feiticeira conhecia a profecia de que quando dois irmãos de Adão e dois irmãos de Eva chegassem à Nárnia, eles seriam coroados reis e rainhas, e o império da feiticeira teria fim. Sendo assim, de posse da valiosíssima informação de que os grupo com os castores e os irmãos iriam se encontrar com Aslam, a Feiticeira chamou seu exército para persegui-los.

Enquanto os castores e os irmãos viajavam até a Mesa de Pedra, local onde se encontrariam com o Leão Aslam, presenciaram o inverno se desfazendo e em seu lugar, uma primavera mágica despontava. A feiticeira havia lançado um feitiço poderoso que transformou Nárnia em um interminável inverno, em que o Natal nunca chegava. E como Aslam, o criador de Nárnia estava retornando, seu feitiço estava se quebrando. Isso começou a acontecer logo após o Papai Noel ter encontrado o grupo e presenteado a todos. A Sra. Castor recebeu uma máquina de costura novinha em folha; o Sr. Castor ficou feliz com a promessa de ver seu dique terminado quando retornasse para casa; a Pedro, Papai Noel entregou um escudo e uma espada; Susana ganhou um arco, uma aljava cheia de flechas e uma pequena trompa; e, finalmente, para Lúcia, ele entregou uma garrafinha, que teria um bálsamo para cura.

Após o encontro do grupo na Mesa de Pedra, a Feiticeira ameaçou matar Edmundo, pois assim, a profecia não se cumpriria. Mas Aslam barganhou para a salvação do garoto e se entregou em sacrifício no lugar dele. Foi amarrado à Mesa de Pedra, teve sua juba tosquiada, foi torturado e por fim, morto. Foi quando ele reviveu graças à magia da aurora do mundo, que quando um inocente se entrega para a morte, essa magia profunda tem o poder de trazer o inocente à vida novamente.

E assim, partiu Aslam, os garotos e um exército para o castelo da Feiticeira Branca. Nos domínios da feiticeira, todos os animais, inclusive o fauno Tumnus, estavam transformados em estátuas de pedra, porém, Aslam tinha o poder de restituir-lhes a vida. Em seguida, a batalha começou. Do lado da feiticeira estavam todas as criaturas hediondas. Pedro lutou bravamente até derrotar o lobo gigante,  o principal protetor da feiticeira, com sua espada. Aslam lutou com a feiticeira e a derrotou.

Edmundo também lutou ao lado dos irmãos, e estava muito ferido. Lúcia o curou com gotas do bálsamo que recebera de presente do Papai Noel. E igualmente, curou a todos os feridos na batalha. Uma cerimônia oficial culminou no coroamento dos quatro irmãos e houve uma grande festa. 

O tempo passou, as responsabilidades vieram e foram sendo exercidas pelos reis e rainhas. Até que, certo dia, o fauno Tumnus trouxera a notícia de que um veado branco, raríssimo, tinha aparecido, e assim, Edmundo, o Justo, Susana, a Gentil, Pedro, o Magnífico e Lúcia, a Destemida, seguiram pelos bosques para apreciar tão famoso animal. Em vez de encontrarem o veado branco, atingiram um ponto da floresta com um poste e um lampião aceso, que os deixou curiosos, pois muito tempo já havia se passado, e a vida que tiveram do outro lado do armário parecia-lhes mais um sonho em conjunto. 

Então continuaram os quatro irmãos, e quando menos esperaram, estavam novamente entre os casacos do guarda-roupa mágico, e eram novamente eles, em suas roupas antigas e com a idade que tinham antes de se tornarem reis e rainhas de Nárnia. Sentiram-se na obrigação de contar ao professor sobre o sumiço dos quatro casacos do guarda-roupa, e o professor acreditou em toda a história e ainda lhes afirmou que não deveriam tentar voltar à Nárnia pelo mesmo caminho, porque Nárnia apenas acontece.

E assim, finda a segunda fase da história e inicia a terceira, intitulada "O Cavalo e o seu Menino".

Como o objetivo desta resenha é aquilo que eu me lembro, não vou me ater aos detalhes desta nova fase, mas sim, aos acontecimentos em si, uma vez que levei umas boas páginas para entender que a história era uma continuação da época em que Edmundo, Pedro, Susana e Lúcia reinavam Nárnia, e fiquei curiosa por saber em que ponto as fases se intercalavam.

O menino do qual fala a história tem o nome de Shasta e foi adotado ainda bebê por um pescador de uma terra ao sul de Nárnia, e chamava o homem de pai. Esse garoto sofria nas mãos do pescador, pois era obrigado a realizar todas as tarefas e não era tratado melhor do que um escravo. E Shasta vivia a sonhar com as terras do Norte, e quando perguntava ao pescador, levava uma sova ou então indiferença.

Certo dia, apareceu um cavaleiro ilustre, que tinha o título de tarcaã, uma espécie de guerreiro, e negociou a compra do garoto com o pescador que o mantinha cativo. Shasta, ouvindo atrás da porta e percebendo que a negociação poderia durar horas, voltou ao estábulo, onde o pescador o enviara para não estar em casa enquanto recebia o cidadão ilustre e começou a falar consigo se não seria melhor ser comprado pelo tarcaã a viver com o homem que o criara. Foi então que levou o maior susto, pois o cavalo do tarcaã lhe falara, em voz perfeitamente humana, que era uma péssima ideia. Aí lhe revelou que ele era um cavalo de Nárnia que fora sequestrado e escravizado quando ainda era um potro. O cavalo tinha um nome comprido, mas Shasta só lhe chamava de Bri.

Bri então ajudou Shasta a planejar a fuga de ambos para as terras do Norte, onde ficava Nárnia, coisa que agradou ao garoto, já que ele sempre ficava encantado com aquelas terras que não conhecia. Assim, empreenderam a fuga. Bri ensinou Shasta a montar e o proibiu de usar os estribos, porque ele havia sido um cavalo de guerra e sabia perfeitamente o caminho. Shasta levou vários tombos, e Bri, muito paciente, mostrava ao menino como ele deveria montar. Dessa forma, entre caminhadas, trotes e quedas, eles precisaram viajar por vários dias, enfrentando diversos perigos nas florestas, como os animais selvagens, ou quando passavam por vilarejos, pois Shasta poderia ser acusado de roubo do cavalo, já que Bri tinha um porte diferente dos cavalos normais. 

Certo dia, durante a noite em que viajavam por uma densa floresta, ouviram uivos e rosnados e se viram perseguidos por leões. Foi onde se encontraram com outra aventureira, Aravis, que da mesma forma, cavalgava uma égua falante chamada Huin. Após eles atravessarem um rio a nado e estarem em segurança longe dos leões, Aravis contou sua história e porque estava fugindo para Nárnia.

Ela era uma princesa e estava prometida em casamento para um tarcaã idoso, corcunda e cruel chamado Achosta, que era um súdito de um rei chamado Tisroc. Como ela não queria se casar, foi para um lugar na floresta e quando quis tirar a própria vida, sua égua falou com ela, que não deveria se desesperar, porque sempre há uma chance para quem chega à Nárnia. Assustada com o fato da égua de estimação Huin falar, mas alegre com a nova esperança, Aravis enganou o pai e os empregados e fugiu vestida com a armadura do irmão que havia morrido um tempo atrás e do qual ela ainda sentia muita saudade. 

Aravis foi um tanto arrogante com Shasta, e conversava mais com Bri. Entretanto, ter companhia para chegar à Nárnia valia o empenho para Aravis. Eles precisavam passar por uma cidade chamada Tashbaan para prosseguir seu caminho, porém, Shasta foi confundido com o príncipe daquele reino e separado do grupo. 

Foi nesse momento que a história demonstrou porque foi contada, pois os reis e rainhas de Nárnia, Pedro, Edmundo, Susana e Lúcia estavam nesta cidade. O filho de Tisroc, Rabadash, queria desposar Susana, porém, ela não gostou dele, por ser um homem rebelde, injusto e levado a muitas desumanidades que Susana não aprovava. E foram eles que confundiram Shasta com o príncipe verdadeiro chamado Corin. Enquanto estavam tratando de Shasta, que segundo eles tinha desaparecido por mais de um dia naquela terra estrangeira, traçaram planos para poder voltar para Nárnia, pois precisariam enganar Rabadash. Quando todos saíram, o verdadeiro príncipe, Corin, escalou o prédio e entrou no quarto onde estava Shasta, e trocaram de lugar. Shasta então seguiu para as tumbas do deserto, local em que combinaram se encontrar, caso Bri, Huin e Aravis se perdessem na multidão de Tashbaan.

Enquanto Shasta estava nesta confusão, foi a vez de Aravis passar por maus bocados. Ela encontrou uma amiga, que abrigou os dois cavalos e ajudou Aravis a traçar um plano para fugir de Tashbaan. Quando elas estavam seguindo pelos corredores que iam dar para um portão que saía da cidade, elas quase foram surpreendidas e se esconderam em um quarto em que ouviram o plano de Rabadash, Tisroc e Achosta, porque Rabadash, insultado por Susana ter fugido e não aceitado casar com ele, decidiu invadir e tomar o reino de Arquelândia, forçaria Susana a desposá-lo e seguiria para tomar Nárnia. Depois que as garotas conseguiram escapar em segurança, decidida, Aravis viajou até as tumbas para encontrar Shasta, Bri e Huin, e assim os quatro seguiram viagem para poder avisar os planos secretos de Rabadash e evitar a guerra que ele prometia.

Quando os cavalos quase não conseguiam mais trotar, fugiam por uma floresta e um leão atacou Huin e Aravis, Bri fugiu e Shasta, mesmo sem ter qualquer treinamento para combate, sem ter qualquer arma, voltou para enfrentar o leão e salvar Aravis e Huin. Então, encontraram um eremita, que lhes deu abrigo, alimento e proteção. Enquanto isso, Shasta correu para se encontrar com os reis e rainhas de Arquelândia para se protegerem do ataque de Rabadash, que vinha com duzentos cavalos e guerreiros.

Graças ao aviso de Shasta, Arquelândia pôde se proteger contra o ataque e venceram a luta contra Rabadash. Shasta descobriu que era irmão gêmeo de Corin, o príncipe, e que havia sido sequestrado quando bebê. Seu nome verdadeiro era Cor.

Aslam apareceu na história algumas vezes. Uma delas foi quando Shasta estava cavalgando sozinho para ir avisar sobre o ataque. Ainda antes, quando a princesa Aravis tinha sido atacada, foi pelo próprio Aslam. E foi o Leão que transformou o príncipe Rabadash em um burro, e voltaria a ser humano somente quando voltasse a uma cerimônia em Tashbaan. E se ele se afastasse mais de dez quilômetros de sua cidade, poderia voltar a se transformar em um burro e não teria mais volta.

Aravis foi convidada a viver em Arquelândia e mais tarde casou-se com Cor. Cor assumiu a posição de rei após a morte do pai, porque ele nasceu vinte minutos antes do irmão gêmeo Corin, e Corin não tinha responsabilidade para reinar, e sim, habilidade para guerrear. Bri e Huin também viveram até idade bastante avançada e foram tratados com o respeito que merecem todos os animais de Nárnia.

E assim termina a terceira fase de As Crônicas de Nárnia e inicia a quarta fase: O Príncipe Caspian.

Admito que fiquei um tanto decepcionada com a última fase da história, pois eu queria mesmo era saber o que havia acontecido a Edmundo, Susana, Pedro e Lúcia, que após reinarem Nárnia durante muitos anos, tinham voltado pelo Ermo do Lampião para o guarda-roupa, e voltaram no tempo, sendo novamente as crianças em Londres, e não mais reis e rainhas.

Foi então que iniciei com maior entusiasmo a quarta fase, em que os quatro garotos estavam na estação de trem após um ano de seu retorno de Nárnia. Todos estavam retornando aos respectivos colégios, porém, antes que o trem chegasse, eles sentiram uma espécie de chamado e todos deram as mãos. Então viajaram para uma ilha deserta, onde descobriram um  pomar de maçãs em volta das ruínas de um castelo. Aos poucos, suas lembranças foram vindo à tona, e eles descobriram que estavam centenas de anos à frente de quando haviam reinado, e as ruínas nada mais eram de que seu próprio castelo em Cair Paravel. Assim, encontraram em um alçapão seus tesouros, que estavam intactos, e levaram apenas aqueles que haviam recebido de presente e com os quais travavam as batalhas: o arco e flecha de Susana, o elixir de Lúcia, a espada e o escudo de Pedro, e Edmundo, que não ganhou nenhum presente pois não estava junto no dia, já que tinha ido ao encontro da Feiticeira Branca, apenas se preocupou em poupar as pilhas de sua lanterna nova.

Enquanto eles estavam tentando entender porque retornaram à Nárnia, puderam salvar o anão Trumpkin das mãos de malfeitores. O anão contou-lhes então que ele fora enviado para esta parte de Nárnia porque a trompa de Susana havia sido tocada e ele era enviado para buscar o auxílio que a trompa traria. Ele contou que o príncipe Caspian teve de fugir do próprio castelo porque seu tio Miraz iria matá-lo, uma vez que Caspian tinha direito ao trono, porém, no castelo de Caspian a rainha, esposa do tio, havia tido um filho, que também tinha direito ao trono. E Caspian cresceu aprendendo sobre a Nárnia que existia outrora, mas que os adultos não permitiam mais que se contasse as histórias dos animais falantes, árvores falantes, druidas, e todas as criaturas mágicas que habitavam Nárnia, porque aquele rei, após o desaparecimento dos reis Edmundo, Susana, Pedro e Lúcia, havia destruído todas as coisas em Nárnia.

Porém, Caspian era um bom homem, e quando fugiu, encontrou ajuda na floresta, dos seres sobreviventes de Nárnia: texugos, anões, ratos, ursos, um gigante. E assim, formou um exército que combateu durante muitos dias com os guerreiros do tio. Foi em um momento em que não viam saída que Caspian decidiu tocar a trompa em busca de auxílio, e o esquilo mais inteligente e o anão foram enviados para encontrar o auxílio e mostrar o caminho a quem quer que viesse.

Convencido de que os quatro garotos eram mesmo os antigos reis de Nárnia, eles retornaram para o local em que Caspian e os sobreviventes estavam guerreando, não sem se perderem várias vezes pelas florestas, serem atacados por um urso que tinha virado feroz, passando fome e necessidades com a viagem. Foi quando Aslam apareceu primeiro para Lúcia, que não conseguia convencer os irmãos de que realmente o Leão estava lá, mas que em dado momento da história, todos conseguiram ver Aslam, inclusive o anão.

Com a ajuda de Aslam, retornaram até o príncipe Caspian. Então se apresentaram aos guerreiros que estavam junto com Caspian: o seu preceptor/professor - o Dr. Cornelius, o texugo Caça-Trufas, os ratos, o gigante, o esquilo, os cíclopes, ursos. E Pedro solicitou que o professor escrevesse uma carta chamando o inimigo para um duelo. 

Miraz aceitou duelar com Pedro e foi uma luta bem difícil. Porém, quando Miraz caiu e não mais se levantou, os governadores incitaram o exército que havia acontecido uma traição e assim todos avançaram contra Pedro e o exército de Caspian. Enquanto todos lutavam, Aslam estava reunindo o seu próprio exército, a própria floresta, que se transformou e começou a lutar com o exército do malfeitor Miraz. Toda a natureza estava a favor do lado de Caspian. Nárnia despertou e assim, venceram a batalha.

Depois de terem feito prisioneiros o exército inimigo e de terem um banquete após a vitória, Aslam criou um portal no meio da floresta e ofereceu que cada pessoa que vivia na cidade de Miraz e que não fosse a favor do novo rei Caspian, decidisse atravessar o portal para as ilhas de onde seus ancestrais haviam vivido. Por este portal, também os quatro jovens atravessaram, bem a tempo de pegar o trem. 


E assim finda este livro e inicia a quinta parte: A Viagem do Peregrino da Alvorada.

O pai de Pedro, Susana, Edmundo e Lúcia arranjou um emprego de professor nos Estados Unidos e assim, somente a  mãe e Susana foram junto com ele. Pedro teria que se apresentar para um exame e ainda estava estudando, enquanto Edmundo e Lúcia foram enviados para a casa dos tios Arnaldo e Alberta, e não ficaram nada satisfeitos por causa do primo Eustáquio, um garoto arrogante, preguiçoso e maquiavélico.

Pois bem, esse primo não perdia uma só oportunidade para aborrecer os outros dois, e quando flagrou-os conversando sobre Nárnia, caçoou dos primos. Aborrecidos, eles estavam fitando um quadro em que aparecia um mar revolto com um navio antigo que tinha o nome de Peregrino da Alvorada. Em certo momento  em que discutiam, o quadro tomou vida e capturou os três jovens para dentro do mar.

Eles foram resgatados por Caspian, que logo reconheceu o rei Edmundo e a rainha Lúcia, e Eustáquio, como sempre, uma presença constantemente intragável, só soube reclamar. Criou encrenca com o rato guerreiro Drinian que o chamou para um duelo, mas como Eustáquio, que estava bem por fora do tempo  em que viviam, percebeu que a coisa era séria e resolveu pedir desculpas em vez de duela. 

Havia passado três anos do reinado de Caspian em Nárnia e ele está firme no propósito de encontrar e vingar os amigos de seu pai que haviam sido enviados em missão no mar anos antes para que Miraz tomasse o lugar do pai no castelo. Assim, quando chegaram ao seu destino, as Ilhas Solitárias, último paradeiro conhecido dos amigos do pai, Caspian e seus amigos desceram do navio para percorrer a ilha e foram capturados por um negociador de escravos. Caspian foi o primeiro a ser vendido, mas seu  comprador foi um dos amigos do pai, o lorde Bern, e ajudou Caspian a conceber uma estratégia para reaver seus amigos. 

Depois de tudo planejado, Caspian se apresentou como rei a Gumpas, o governador das Ilhas Solitárias. Como primeiro ato, ele proibiu o tráfico de escravos e obrigou o governador a pagar os impostos atrasados à Coroa, já que o governador havia sonegado tantos anos de impostos.

Depois de serem aclamados pelo povo da ilha, Caspian com sua tripulação partiram em viagem, mas foram surpreendidos por terríveis dias de tempestade, que lhes custaram a perda de mantimentos, água e a própria saúde. Depois de doze dias em tempestade, a tripulação toda febril  por falta de água, eles encontraram uma ilha, na qual abarcaram e trataram de matar a sede e arranjar caça.

Enquanto isso, Eustáquio fugiu para não precisar trabalhar como os outros e se perdeu em um vale da ilha. Ele presenciou um dragão morrer diante dele, e depois foi acolher-se na caverna em que o dragão  tinha vivido. Ele acabou encontrando um tesouro, porque os dragões vigiam tesouros, e colocou um bracelete. Não soube quanto tempo dormiu, mas ao acordar com a dor no braço em que estava o bracelete bem apertado, vislumbrou patas de dragão e imediatamente tentou fugir.  Quando olhou o próprio reflexo na água da lagoa próxima, Eustáquio percebeu que havia sido transformado em dragão  por magia.

Sentiu-se muito sozinho e começou a mudar. Seu pensamento já não era mais de  ser um rapaz desagradável e queria mesmo voltar para os outros. Quando descobriu que sabia voar, foi para a costa,  próximo de onde a tripulação estava atracada. Ele não falava, mas conseguiu exprimir que era Eustáquio. 

O navio estava muito danificado, então precisaram de dias para consertá-lo. Eustáquio, então, em sua forma de dragão, conseguiu arrancar um pinheiro e trazer para perto da praia para que a tripulação pudesse fabricar outro mastro para o navio, porque o mastro havia quebrado durante a tempestade.

Eustáquio estava muito infeliz, mas percebeu que quem mais lhe fazia companhia era o rato a quem ele tanto maltratou. Quando finalmente o navio estava pronto para embarcarem para a viagem, Eustáquio presenciava as pessoas muito tristes se perguntarem como poderiam levar Eustáquio junto a eles, na forma de dragão. E Eustáquio chorava.

Então, certa noite, Edmundo viu um vulto e seguiu adiante para enfrentá-lo. Era Eustáquio novamente na forma humana, e ele contou-lhe que Aslam o tinha curado, quando ajudou Eustáquio a remover suas escamas. E nesta ilha que chamaram de ilha do Dragão, Caspian declarou que um dos amigos do seu pai provavelmente tinha perdido a vida.

Então seguiram viagem.